Leitura de metrô: “A cabana”, de William P. Young

Capa do livro

Andar de metrô é uma ótima maneira para saber quais livros estão na lista dos mais vendidos. Muitas vezes eu nem reparo nas capas abertas, mas teve um livro que se destacou: “A cabana”, de William P. Young. Lançado em 2007 pela editora Sextante,  já foram vendidos mais de 7 milhões de exemplares no mundo inteiro.

Foram alguns meses observando as pessoas com os olhos pregados nesta obra sem se preocupar com o empurra-empurra do horário de pico. Foi isso que chamou a minha atenção.

Eu adoro ler livros que te sugam dessa forma, que fazem você esquecer onde está …são os que eu chamo de “Leitura de metrô”. Confesso que demorei para comprar, foi preciso um descontão da livraria para finalmente começar a ler este livro.

A capa dele é linda, tem um gráfico impressionante e as folhas são daquelas texturas fáceis de ler e virar páginas, de modo que é possível esquecer que está lendo o livro e, assim,  acabo entrando de corpo e alma na história.

“A cabana” conta a história de um pai cuja filha desapareceu e o único resquício foi a roupa ensaguentada da menina dentro de uma caverna velha e abanadonada. A editora coloca na sinopse que a história começa quando este pai, Mackenzie Allen Phillips, recebe um bilhete supostamente de Deus para que ele volte a cabana.

Até aí parece um romance espírita ou coisa do gênero. Eu diria que até se encaixa, mas conforme fui lendo não chego a concordar que parece uma oração, mas literatura mesmo. Daquelas bem fantasiosas capazes de criar lindas imagens enquanto você lê.

Tem muita gente que não gostou, mas para mim foi muito especial, me tocou profundamente até que chorei por causa de algumas partes, sem contar que refleti sobre a minha vida em alguns aspectos. Calma, não é livro de auto-ajuda. Eu encarei como um lindo romance, uma história de amor e vingança da morte da própria filha.

A partir daqui o texto passa a ter spoilers

Quem não gostaria de receber as respostas que tanto busca? Ou de ter uma conversinha com Deus tête-a-tête para entender por que coisas ruins acontecem com você? É aí que o livro se torna mágico.

Não se desespere, não há nenhuma religião defendida pelo livro, ao contrário, ele questiona para que serve uma religião se a pessoa não deixa Deus habitar dentro de si.

O interessante para mim foi que muitas das perguntas do personagem, principalmente quando ele se revolta, já se passaram para a minha cabeça e o livro, de certa forma, dá uma resposta. Ela não precisa ser necessariamente a verdade revelada num livro, mas despertou a consciência para avaliar melhor os aspectos da minha vida.

Eu fico imaginando como seria um filme adaptado deste livro. Certamente teria a melhor fotografia, pelo menos na minha cabeça, claro. Quem sabe não vai para as telonas?

Se interessou pela leitura? Vá sem preconceitos e deixe as palavras te envolverem. Deixe as suas crenças de lado, ainda mais se for descrente, e encare um livro sobre o sofrimento de um pai que perde uma filha.

Se você já leu, comente aqui o que achou.

One thought on “Leitura de metrô: “A cabana”, de William P. Young

  1. Ana Luisa diz:

    eu comecei a ler e desisti. já faz tempo e as palavras ainda estão na minha cabeça.
    vc falou tanto e, por não ser a primeira pessoa que se apaixona por esse livro, me deu vontade, acho que lerei.

    enfim…
    eu tô sempre por aqui.
    um dos blogs bons, que estão no meu RSS.

    Gostar

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