Bruna Surfistinha

Já tinha ouvido falar (e muito) de um livro chamado “O doce veneno do escorpião” que contava a história de uma garota de chamada Raquel Pachedo, pseudônimo – Bruna Surfistinha, menina que fugiu da casa dos pais adotivos para ser garota de programa.

Uma história um tanto quanto chocante ainda mais porque você consegue comparar com uma montanha russa. Seu início foi lento e assustador.

Depois engrenou na velocidade máxima, ganhou muito dinheiro,mas com os loopings foi se perdendo, ficou viciada em cocaína e quando não tinha mais nada e devia para todos, teve um treco e foi internada.

Eis que ela estabelece um prazo, seus 21 anos, para parar de se prostituir. Tal enredo está presente no longa lançado este ano e dirigido pelo novato Marcus Baldini (formado em rádio e tv – eba!).

Como não li o livro, a história para mim fica com o final meio aberta e me pergunto se a Bruna verdadeira ainda faz programa..mas, este não é o foco do post e sim,o filme.

Vamos lá. A começar por Déborah Secco. O início do filme me lembra muito o início da carreira da atriz em “Confissões de adolescente”. Um pouco mais velha, claro, a personagem está com seus 17 anos e é a menina que não se encaixa em lugar nenhum.

Um super clichê para futura revoltas, eu diria, e Déborah Secco deixa isso transparecer de uma forma muito verdadeira. O jeito que ela se movimenta, suas expressões faciais combinam com as movimentações e posicionamento de câmeras aumentando a tensão.

Para completar a trilha: por mais que seja estrangeira, se encaixa em muito no que estamos vendo. Até parece uma matéria jornalística onde sonora e imagem devem dizer a mesma coisa.

Quem está preocupado com as cenas de sexo, nem sei muito o que falar. Não espere um filme pornô, mas há algumas cenas mais trabalhadas. Eu gostei da forma como foi editado porque você sabe que ela é garota de programa, mas não precisa ficar vendo a todo instante o ato em si. Afinal, o foco do filme é ela e não o sexo. Nessas horas a gente vê umas cenas hilárias, como ela fazendo xixi em um cara.

O filme tem um pouco mais de duas horas e confesso que sua montagem é meio esquisita. O diretor dá muita atenção ao início da vida de garota de programa de Bruna Surfistinha. Conhecemos, a partir das imagens, toda a tensão da menina, desespero e desejo de ser independente. Ficamos até sabendo como o blog foi criado, mas para mim o filme se perde no final.

A resolução não fica muito clara (tal a minha dúvida se ela ainda é Bruna ou se já voltou a ser Raquel), é tudo muito rápido. De repente, puft! Acabou o longa.

Pode até ser que esta tenha sido a opção mesmo, deixar a subida, auge e queda no foco e a superação de lado o que diferencia dos filmes que andamos vendo por aí.

A nossa heroína (não a droga, mas a personagem) continua na luta ao invés de vencê-la. Escrevendo isso agora deixou o filme até mais interessante para mim.

Se o filme vale a pena? Pra mim, tecnicamente está bem feito, roteiro interessante, atores bem trabalhados, direção de fotografia e arte animais…só a temática que não me chama a atenção. Mas como tava na boca de todo mundo, acabei assistindo.

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One thought on “Bruna Surfistinha

  1. bruno diz:

    Essa versão com 2h de duração não é a final, mas sim uma pirata não finalizada. Daí você achar um pouco sem nexo… não é o filme acabado. A versão de exibição tem 109 minutos apenas.

    Gostar

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