Inter #2

Falei que iria dedicar um post às locações. E aqui está ele!

O nosso curta-metragem se passa basicamente em três lugares: um apartamento (sala, banheiro e quarto), praia e rua. Eu era extremamente à favor que fizéssemos em estúdio este apartamento já que ali poderíamos mandar na luz e ter o isolamento acústico perfeito. Mas como era um grupo a democracia acbaou indo contra a minha vontade. Tudo bem, faz parte.

Eis que a busca pelo melhor local foi intensa. Apartamento de amigos, apartamentos para alugar, apartamento de namorado de uma das integrantes do grupo e até apartamento de outra integrante do grupo. Para a minha intensa felicidade, o local escolhido foi este último. Depois disso começou a parte matemática da coisa. Medir o apartamento para a planta baixa (é muito difícil fazer escala para a minha pessoa rs) , tirar fotos para a direção de arte e fotografia pensarem no que queriam para cada cena. Imaginar onde a câmera poderia ser colocada…dentre milhões de coisas que se pensa para um cenário.

A dificuldade era saber que não poderíamos mudar muita coisa da casa uma vez que pessoas moravam ali. Mas com a paciência e criatividade conseguimos deixar a locação com o jeito mais próximo do imaginado pelo roteiro.

Parte importante do produtor é ser cara de pau. Deixar a vergonha de lado. Foi assim que fui até uma papelaria e pedi: “Moço, tem caixa de papelão sobrando aí?” Eis que eles tinham! Uhu!!! Um gasto a menos.

Encaixotamos várias coisas da casa e até as usamos como parte do cenário. Simples, barato e surtiu o efeito que era preciso. A locação da rua foi fácil. Na verdade não era bem na rua, era uma cafeteria/bar. Por conforto, fizemos um acordo com uma padaria que tem essas características e que fica do lado da faculdade.  A comodidade veio porque os donos do local já estão acostumados com os trabalhos do estudantes. Foi a locação mais fácil de arranjar.

O grande desafio foi a escolha da praia. Porque não era uma praia qualquer…tinha que ter um píer e ainda ser uma praia vazia ou com quase nenhum movimento. Inicialmente tentamos procurar em Santos, mas a cidade industrializada não tinha o clima do nosso curta. Até que meu noivo querido me deu uma linda ideia: passear por São Sebastião.

Por ser uma cidade litorânea e ainda próxima da Ilha Bela o que não falta lá é píer. Fomos felizes e contentes e levamos um susto ao saber que 90% dos píeres (é assim o plural?) que existem eram particulares. Até que numa curva da estrada…surge a placa “Píer do Pontal”…coração bate forte.

Quando descemos na praia, até uma lágrima caiu. Um píer lindo e sozinho em uma praia quase sem casas, com extensa faixa de areia…que emoção! Pra quem nunca foi lá, vale a visita. Que lugar mais lindo! Para completar a felicidade, o grupo aprovou a locação!

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