Jorge e Mateus ao vivo em Londres e algumas horas mais tarde nos cinemas brasileiros

A expectativa era grande. A data havia sido marcada para o dia 20 de setembro de 2012. A dupla sertaneja Jorge & Mateus estaria pela primeira vez na casa mais famosa de shows de Londres, “Royal Albert Hall”, mesmo local em que Adele e grandes nomes da música já passaram. A casa suporta menos de 4 mil pessoas e pelas imagens, o número estava bem próximo: praticamente lotado.

A gravação do DVD foi dirigida por Hamish Hamilton, que já dirigiu Madonna e U2 e teve uma direção de fotografia e arte de tirar o fôlego. O cenário era apenas um telão e nele se via as mais belas imagens.

Mas eles não ficaram só nisso.

Fizeram uma parceria com a Rede Cinemark e este mesmo show seria transmitido no mesmo dia na rede de cinemas. 16 cidades brasileiras tiveram acesso à novidade. Tudo muito mágico para os milhões de fãs da dupla.

Porém, o show não foi ao vivo como o de Chitãozinho & Xororó para a Ford no ano passado no Villa Country, com transmissão simultânea pelo YouTube. Com algumas horas de atraso, o show aqui no Brasil estava marcado para as 21h (e já tinha sido encerrado 4 horas antes). E veio editado porque normalmente uma gravação de DVD tem algumas pausas, repetição de música por problemas técnicos dentre outras coisas.E no cinema, show direto.

Tive a experiência de assistir ao show no Cinemark do Shopping Iguatemi. A sala não estava lotada, mas foi o show iniciar que tive a impressão que as pessoas conseguiram se sentir em Londres.

Digo isso porque todas as músicas tocadas tiveram coro na sala, palmas, mãozinhas pra cima e até algumas pessoas levantaram para dançar. Claro que lembrei do meu TCC (rs), porque da mesma forma que Hitchcock conseguiu fazer uma metáfora do cinema com “Janela Indiscreta” ,o Cinemark nos fez sentir no show em Londres, só que o inverso que o filme fez. Em “Janela Indiscreta”, Jefferies age como o público do cinema e no cinemark, agimos como o público que estava presente no show.

Foi algo interessante de se ver. Brecht não iria curtir a brincadeira, certeza. Afinal ele gostaria de lembrar que estávamos na sala de cinema e não nas arquibancadas em Londres.

Infelizmente, a transmissão teve algumas quedas de sinal e o show terminou de uma maneira brusca, fade out e fim. Soubemos que lá na terra da rainha teve bis do novo sucesso “Flor”, mas por aqui, foi-se a última música e a luz do cinema se acendeu. Mas tenho quase certeza que isso não tirou o brilho dos olhos de quem esteve lá em Londres e de quem conseguiu comprar o ingresso do cinema.

Foi uma maneira criativa de divulgar o trabalho e imagino que muito em breve, os artistas irão nos surpreender cada vez mais. Eu, estudante de rádio e tv, fico cada vez mais encantada com as possibilidades que a tecnologia nos traz para fazer o nosso trabalho cada vez mais com maestria e criatividade. Sensacional.

Vamos alguns videozinhos não oficiais?

Alguém lá no show, live in London

Muita gente filmando pelo cinema. Sim, os lanterninhas tentaram impedir várias vezes, sem muito sucesso.

Este aqui é o vídeo oficial de “Flor” que fez parte do DVD de Floripa

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