Pensando bem, eu TAMBÉM prefiro ser magra!

Este post é dedicado à minha leitura do livro “Pensando bem, prefiro ser magra”, da Camilla Pires, autora do blog pensandomagro.net no qual ela conta como emagreceu mais de 20kg.

Antes de entrar no âmbito do livro, quero falar como conheci o blog dela. Acho que, como toda mulher, eu sempre fui encanada com o peso. Tudo bem que nunca fui obesa, mas sempre tinha aquela coisa de “ah, queria emagrecer mais alguns kgs”, mas de uns anos para cá eu percebi um aumento de peso forte na minha vida.

Tudo começou quando entrei na faculdade de jornalismo. Sim, a rotina mudou. Até então eu ia para a escola a pé, fazia aula de educação física etc. Olhando as minhas fotos, realmente eu não era assim gordinha, estava até no peso considerado normal, mas tinha aquela barriguinha de tanto comer porcarias.

Com a faculdade a balança foi subindo. Ainda mais quando comecei a estagiar. Tive os meus primeiros trocados e gastava quase tudo em comida: café, pão de queijo, chocolate, o famoso pastel da PUC às terças de manhã…saídas com o namorado sempre envolviam gordices. Terminei jornalismo com quase 60kg. Para os meus 1,59 m ainda era considerado normal, mas estava ficando incomodada.

A coisa piorou quando entrei no curso de rádio e tv à noite e passei a trabalhar em período integral. Comecei a engordar muito e no ano de 2011 eu descobri o blog da Camilla enquanto procurava no google algumas dicas de como emagrecer. Eu li o blog dela muito rápido e percebi que a saída era reeducação alimentar. Mas eu fui teimosa e tentava dietas doidas, do tipo de ficar sem comer, mas na semana seguinte atacava o Mc Donalds. Ou pior, comia regrado um dia e detonava no outro. Cadê a reeducação? Sei lá onde ela andava…

Fui em médicos, fiz exames e só via a minha saúde indo para o saco. Eu tentava emagrecer, mas a força de vontade ia embora rapidinho. Era emagrecer 2kg que voltava a comer como uma porca.

O resultado? Iniciei 2013 com 70,1kg! O maior peso que tive na minha vida.  E pra completar estava no que chamam de sobrepeso. Nem fiz a minha avaliação física na academia porque eu sabia que a gordura estaria gritando “achei você, achei você”.

Foi um choque tão grande entrar na casa dos 70 (tenho 1,59m) que dei um basta. Estou com casamento marcado e não quero olhar para o meu álbum e me ver gordinha. Sem contar que estou no melhor momento da minha vida, por que ficar deprimida com um corpo que sinto vergonha? Por que ficar chateada que tem gordura saltando da calça? Por que ter vergonha de usar biquini? Por que não posso correr de shorts senão as coxas assam?

E eis que a Camilla lança o livro “Pensando bem, prefiro ser magra”. Obviamente que comprei. Mas antes de começar a ler, eu já tinha enfiado na minha cabeça que EU precisava mudar. Não adiantava culpar a minha mãe pelas deliciosas gordices que ela prepara, ou pelo brownie com sorvete que a lanchonete vende ou pela infindável quantidade de frituras à minha disposição e muito menos brigar com o noivo toda vez que fôssemos comer fora de casa. A mudança tem que ser minha. Partir de mim e de mais ninguém. O mundo não conspira contra mim, eu que conspirava contra mim mesma.

Aos 28 dias após largar a fritura, fugir dos doces e evitar qualquer coisa que poderia ser ruim para o meu emagrecimento, tomei coragem para ler o livro. Digo coragem porque eu sabia que seria um tapa na minha cara.

E foi! Ler o livro dela foi quase como me ver ali. Sim, temos histórias diferentes, mas os motivos para engordar e fingir que aquilo não estava acontecendo comigo, foram os mesmos. As desculpas para não emagrecer, as mesmas. As dificuldades emocionais na adolescência, também. É um livro muito fácil de se identificar, ainda mais quem quer emagrecer.

Eu sempre quis emagrecer, mas será que queria mesmo? Foi essa pergunta que me passou pela cabeça enquanto lia. O que eu fazia para mudar a minha atitude? Nada! Qual era o meu foco? Onde estava a minha força de vontade? Percebi que não tinha o “meu motivo forte” para querer mudar.

Ela passou pela morte do pai e deu a volta por cima. Eu tenho o meu pai, lindo ao meu lado. Eu precisaria de um baque desse para acordar pra vida? Não! Não é possível! Eu preciso acordar antes.

Eu comecei a minha reeducação alimentar no dia 2 de janeiro de 2013, inicialmente pensando no vestido de noiva, mas já estou sentindo que dentro de mim está nascendo uma força maior: a de ser saudável. E o meu desejo para 2013 é esse: saúde!

Quem me conhece de perto ainda fala que não estou assim tão gordinha. Mas eu me sinto um balão e sei que dentro de mim as coisas não devem estar assim tão lindas. Este livro me deu o chacoalhão que eu estava procurando.

Agora, falando do livro:

É uma delícia de ler. Parece que ela está sentada na sua frente contando a vida dela. É uma linguagem simples, de mulher para mulher, um depoimento sincero de uma pessoa que está na sua luta e que vê a luz no fim do túnel. É um ser humano comum falando dela mesmo. Existe algo mais verdadeiro do que isso? Algo mais fácil de se acreditar? Por isso que o blog e o livro são sucessos.

Tive que concordar com muitas coisas que ela escreveu ali, principalmente com a parte da aceitação social. Pra mim, tudo aquilo é verdade. Sim, eu acredito que as pessoas mais saudáveis são melhor aceitas pela sociedade, mas digo isso porque elas mesmas se aceitam.  O gordinho que se sente incomodado, fica acuado, o saudável não tem medo de ser feliz. E eu? Quando vou começar a me aceitar? Preciso mudar a minha mente, a começar a pensar magro.

É uma grande lição: nós podemos mudar sim! Só cabe a nós mesmos. Resolvi mudar. Pode demorar para eu chegar ao meu estado físico imaginado, mas o segredo é não desitir. Reeducação alimentar é todos os dias, toda hora, cada segundo da minha vida. O segredo para dar certo? Encontrar o seu foco! E espero ter encontrado o meu.

Por isso que eu também prefiro ser magra.

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