Trilogia 50 tons

A maneira como eu conheci a trilogia foi como sempre: vi um dia milhares de capas da gravata cinza espalhadas pela cidade: na estante de livrarias, embaixo do braço de algumas pessoas e até mesmo aberto em alguma mesa na praça de alimentação.

Pra variar, eu não sabia muito bem do que se tratava. A julgar pela capa (sim, eu faço muito isso), jurava que era um dramalhão. Ah, sei lá..capa preta com uma gravata cinza…parecia algo triste. Depois de algum tempo vieram os comentários e muitas e muitas postagens nas redes sociais. Resolvi perguntar a quem leu (no caso, só mulheres haviam lido) e todas me falaram: “se entrega que você vai se apaixonar”, “É o Crepúsculo para adultas” e por aí vai.

Fui dar uma olhada na internet e encontrei de tudo: gente falando bem e gente falando mal. Aí a vontade de ler veio: por que será que essa trilogia está fazendo tanto sucesso?

Peguei o primeiro livro: Cinquenta tons de cinza. De cara já pude perceber porquê houve identificação feminina em massa: a personagem principal é uma mulher dos seus vinte e poucos anos e lemos o livro a partir do seu ponto de vista. Bingo! Arranjamos uma amiga!

Mais pontos de identificação: a personagem principal, Anastasia Stelle, é uma perdida. Está se formando da faculdade, nunca se apaixonou e é cheia de insegurança. Que garota nesta idade não passa por isso? Bingo 2.

Terceiro ponto: a linguagem. Os leitores mais intelectualizados devem ter odiado: existe escrita mais simples do que a deste livro? É quase como ler um blog ou mini crônicas a respeito da vida da garota. É uma leitura que flui muito fácil.

Quarto ponto: o famigerado Christian Grey. Opa! Sem falar da parte sexual do enredo, vamos pensar na figura do cara: Rico, lindo e que ainda se apaixonou por uma garota que se acha sem sal e sem açúcar. Preciso falar mais? Para as mulheres não, mas se tiver algum cara lendo este post, acho melhor explicar um pouco. Seguinte: mesmo que a mulher seja independente ela deseja um cara ao seu lado que a complemente em todos os quesitos: que ele a ajude nas despesas, que se cuide e o mais fundamental: que se importe com ela. Entenderam?

Aí você fala: mas Livia, o cara é um maníaco sexual. Ta dam! Quinto ponto do livro. É isso mesmo. É um dos primeiros livros que eu tenho conhecimento que as mulheres de todas as idades têm coragem de assumir que estão lendo sem pudor.  Quando que você veria no metrô o sexo feminino com um livro de teor erótico nas mãos? Ou que teriam coragem de publicar no facebook e redes sociais? Acho que é a primeira vez que vejo isso. Eu sinceramente não sei como a autora conseguiu isso.

O sexto ponto da triologia: a personagem consegue mudar o homem. Ah sim! Desculpem-me mentes masculinas, mas o mundo feminino deseja se sentir útil ao ponto de te ajudar a evoluir em qualquer aspecto. Se ela encontra um “defeito” e você a deixa ajudar: bingo: você ganhou a moça! Pode perguntar a qualquer mulher que ela há de concordar. Mas isso não significa que ela vai passar a vida dela tentando consertar você, ok?

Bom, acho que agora dá para dar um breve resumo do que acontece em cada livro, certo?

No primeiro, “50 tons de cinza” somos apresentados aos personagens, como eles se conheceram e tudo mais. E tem muito sexo. Mas muito mesmo. Todas as cenas descritas sob o ponto de vista da Anastasia. Brigas de relacionamento, temores da moça e voilà: um término de relacionamento. É como se tudo acontecesse no presente: sem flashbacks, apenas com acontecimento seguido de acontecimento.

No segundo, eles retomam o relacionamento e tem muito sexo também, mas a autora começa a trazer coisas do passado de Christian para dar uma apimentada no enredo.  Eis que entra a nossa heroína em ação para salvar o mocinho. Sem contar que ela arranja um emprego e o clichê de ser assediada pelo chefe aparece. E de repente vão morar juntos e de repente vem o pedido de casamento. Poderia dizer até que este livro está focado mais no cotidiano do casal.

No terceiro parece que a autora resolveu mudar seu estilo: Ela pula acontecimentos e volta a eles em forma de flashbacks, mistura um monte de coisas novas e a resolve de forma não muito literária. A impressão que tive é que ela deixou tudo pra resolver no último livro e foi forçada e terminar antes do prazo. A coisa mais interessante deste volume é que no final há um trecho que conta como os personagens se conheceram sob o ponto de vista do Christian.

Esta trilogia é um chiclete: li muito rápido. Não sei se fez diferença na minha vida (nossa, que trágico rs), mas era uma leitura simples, de metrô, daquelas para passar o tempo mesmo.  Há especulações para um filme baseado nas obras, mas fico me perguntando como irão fazer isso para menores de 18 anos….o jeito é esperar pra ver.

1º Livro: Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James – Editora Intríseca
2º Livro: Cinquenta Tons mais escuros – E. L. James – Editora Intríseca
3º Livro: Cinquenta Tons de Liberdade – E. L. James – Editora Intríseca

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