Casório?! – Marian Keyes

CASRIO~1Há algum tempo venho, sempre que possível, lendo os livros de Marian Keyes. Já passei por “Melancia” (ainda não escrevi a respeito), “Férias“, “Sushi” e agora “Casório!”. Confesso que o título escolhido não tem nada a ver com a minha situação em breve e sim que fui pela ordem das obras publicadas aqui no Brasil.

“Casório?!” conta a história da irlandesa Lucy Sullivan, uma menina nos seus vinte e poucos anos, que divide o apartamento com duas garotas e trabalha em um lugar que detesta, mas que mata o tempo conversando com suas três amigas. A aventura começa quando uma dessas amigas decide ir, novamente, a uma taróloga. Quando chega a vez da nossa protagonista se consultar, uma surpresa: a taróloga diz que Lucy vai se casar.

Como? – se pergunta a garota. Casar com quem se o que ela mais tem é azar com os homens? É aqui que a história fica divertida. Lucy começa a procurar o homem que pode ser o escolhido. Ela conhece Gus, um músico desempregado, todo aventureiro e pão duro. Ele a deixa nas alturas no amor e pobre de bolso, porque o rapaz não abre a carteira por nada. Mas o amor é cego, não é mesmo, Lucy?

O livro é grande, 642 páginas, e em alguns momentos percebe-se que a história não se desenvolve, mas a leitura é agradável. Como está escrito em primeira pessoa, é possível imaginar que a personagem esteja sentada em um divã e nós somos os psicólogos que tentam entender o que se passa com ela. Confesso que em alguns momentos eu senti raiva de Lucy: inocente demais, não enxerga as coisas práticas da vida e é muito submissa à sua colega de apartamento e cega em relação à vida.  Mas, ao mesmo tempo, é por isso que gosto da Marian Keyes. Mesmo algumas histórias serem fracas, essa irlandesa me prende a atenção.

Achei interessante como a personagem busca afirmação da pessoas o tempo inteiro. Acredito que muitos passam por isso em uma fase de sua vida e isso fica claro na obra quando ela vai cuidar de seu pai e nega que ele seja alcólotra. Ela procura ser boa filha e quando vê, se anulou mais uma vez por causa de outra pessoa. Essa descoberta do “eu” dela é muito legal porque vemos o seu amadurecimento. E o clichê de desfecho da obra é muito bom, mas não irei contar aqui senão perde a graça. Afinal, Lucy Sullivan vai se casar?

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