Garota exemplar

Garota-ExemplarAcho que essa foi a primeira vez na minha vida que descubro um livro antes de ser lançado no Brasil. Eu conheci “Garota Exemplar” de Gillian Flynn por causa da propaganda da editora Intríseca do Facebook. Li a contra capa do livro que dizia o seguinte:

“Amy Dunne despareceu. No dia de seu quinto aniversário de casamento, seu marido, Nick, encontra a casa revirada e nem sinal da esposa. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha cala e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, Nick parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal”.

Pronto! Bastou isso para me despertar o interesse no livro. Eu descobri ele dia 4 de março e já encomendei o meu. Tive que esperar o lançamento oficial da editora, que seria 5 dias depois da compra, para então aguardar a entrega da livraria. Quando o livro chegou, meus olhos brilharam. Uma promessa de 446 páginas de muito suspense e a pergunta que não queria calar: O que aconteceu com Amy, de verdade?

Assim como a maioria dos livros da Intríseca, o livro não é pesado, tem diagramação simples e uma capa que não diz muita coisa a respeito de seu conteúdo. A primeira coisa que me chamou atenção, ao começar a leitura, foi que cada capítulo é destinado a uma visão da história. Como assim? Explico.

O primeiro capítulo do livro é a visão de Nick. Começamos a conhecer o casal a partir do ponto de vista dele.  Dado importante é que ele conta as coisas que acontecem no presente, como se fosse um filme acontecendo em ordem cronológica. Já o segundo capítulo, é a visão de Amy. mas não a visão do presente e sim do passado, a partir de um diário que ela escreveu. E por aí vai. A autora vai divindido a história mudando o narrador. Isso para mim foi extraordinário. É a realização de um sonho de detetive, sabe? Conhecer os dois lados, as duas versões de uma verdade. É espetacular. É uma mesma autora, mas pontos de vistas tão  diferentes que houve momentos em que jurava que o livro tinha sido redigido por mais de um escritor.

O enredo é muito bom. Vai além do desaparecimento de Amy. A cada capítulo, uma nova surpresa. Ora você ama os personagens, ora odeia. Gillian conseguiu construir muito bem os seus personagens. Tenho um certo receio de continuar falando do livro e estragar as suas supresas. Só quero dizer que vale muito como leitura, de metrô, de sala de espera, de querer passar o tempo. Este livro é daqueles que te faz querer desligar a televisão, de querer ficar sentado para saber o que irá acontecer.

Tenho que concordar com a ciração da “People” que diz que este livro tem uma trama digna de Alfred Hitchock. É a mais pura verdade. A maneira como ela brinca com a transferência da culpa me faz pensar em todos os mocinhos/vilões que encontramos nos filmes do falecido diretor.  Assim como a mistura de humor e supense. Enfim, é demais esse livro! Não é à toa que já vendeu mais de 3 milhões de cópias e que já teve seus direitos comprados para uma adaptação cinematográfica que com certeza irei assistir.

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