A rosa da meia noite, Lucinda Riley

Este foi mais um dos casos que julguei o livro pela capa. No segundo semestre do ano passado, estava passeando por uma livraria e decidi dar uma olhada nos mais vendidos e lançamentos. Fazia muito tempo que eu não arranjava um tempinho pra ler e estava começando a sentir falta.

A capa do “A rosa da meia noite” inicialmente me lembrou Versailles e seu lindo jardim. Ver uma moça correndo, sem mostrar o rosto, me fez pensar que ela estava fugindo dela mesma e quem sabe de um amor. Até aquele momento eu nunca tinha ouvido falar de Lucinda Riley, mas me chamou atenção. Eu não comprei o livro naquele dia, mas acabei lembrando dele no amigo secreto da rádio e pedi.

Para a minha sorte, eu ganhei.

Demorei um pouco para começar a ler, mas logo a escrita de Lucinda me encantou. Logo eu quis saber qual era o segredo de Anahita e queria entender a ligação desta indiana com a atriz americana Rebecca que foi gravar um filme na Inglaterra (pois é, o jardim da capa era inglês e não francês rs rs).

O romance acontece dentro de duas épocas, Índia e seus palácios magníficos passando por Londres pré Primeira Guerra Mundial ao mesmo tempo em que somos transportados para o final dos anos 90, quando conhecemos Rebecca.

Como eu disse no início, foi o primeiro livro da autora que li, e foi justamente esta “brincadeira” de duas épocas que me fez, mais tarde, ler todos os livros dela publicados aqui no Brasil.

Fico aqui me perguntando se devo contar detalhes do livro, mas acho mais interessante ressaltar alguns pontos que eu espero que não estrague a surpresa de ninguém.

O segredo de Anahita é logo revelado: ela tem a certeza que seu filho não morreu. Sua filha e toda sua família tenta desacreditá-la, inclusive fazendo-a lembrar da certidão de óbito da criança. Mesmo assim (e ainda bem) esta indiana é teimosa e pede ao seu neto, Ari, para descobrir o que aconteceu com o seu filho. Para ajudar em sua busca, ela o entrega um diário, momentos antes de morrer.

É aí que Ari acaba aparecendo na Inglaterra, na locação do filme de Rebecca, a mansão Astbury Hall . Juntos eles tentam decifrar o mistério e percebem uma forte ligação ao passado da atriz.

Muitas coisas acontecem nesta trajetória. As palavras da autora são viciantes e tão belas que muitas vezes enxerguei perfeitamente as cenas que ela descreveu, até mesmo fui capaz de sentir os cheiros.

Me lembro demais “O enigma do oito”(nem escrevi a respeito, pena) e vou confessar que esta mistura de presente e passado me fascina.

Super indico!

RILEY, Lucinda. A rosa da meia noite. Novo conceito, 2014.

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