Uma prova de amor, Emily Giffin

Este foi um dos livros que a minha mãe emprestou pra eu ler. 

Lendo a sinopse pude de cara me idendificar com um dilema que já passei pela vida: qual é o proximo passo?

Você nasce, estuda e depois? Trabalha, pode ser que encontra alguém.. que se case e depois? Filhos?

Por muito tempo eu me imaginei sem filhos e muito menos casada. Achava que viveria pra mim apenas, que seria rica, teria meu apartamento e viajaria pelo mundo várias vezes ao ano.

Eu estudei, fiz duas faculdades até e tive o lindo merecimento de encontrar um alguém que hoje é o meu marido. Obviamente que a partir do momento em que disse “eu aceito” a sociedade já me veio com a seguinte cobrança: quando você vai ter filhos?

Não que eu não queira, mas ainda não sinto que é a hora.  E o engraçado deste livro é que fala desta cobrança, a cobrança de ter filhos.

Cláudia e Ben tinham um relacionamento perfeito. Os dois não queriam ter filhos, viajavam sempre que podiam e estavam concentrados em suas carreiras.

Até que em determinado momento, algo mudou. Algo pequeno, simples, mas profundo. Ben deseja ser pai.

A partir do ponto de vista de Cláudia, acompanhamos sua jornada, sua dificil escolha entre manter o seu relacionamento ou manter seu desejo de não ser mãe.

Ela passa por poucas e boas, inclusive por aquelea diálogos familiares onde costuma haver maior cobrança pela prole.

“Uma prova de amor” é um romance típico feminino e Cláudia poderia ser ate uma blogueira famosa que posta seu dia dia.

É praticamente impossível não se identificar com alguma personagem. Seja Cláudia, ou uma de suas irmãs: Daphne que deseja ter um filho desesperadamente, mas não consegue ou Maura que tem três filhos, é rica, mas seu marido a trai.

Ou mesmo sua mãe, Vera, que abandonou a família quando encontrou um outro amor. Ou até mesmo a amiga Jess, corpo maravilhoso, rica, inteligente, mas sofre todos os casos no campo amoroso.

Para ajudar, o livro tem sua fonte grande confortável, capítulos médios e fácil leitura. E apesar de parecer um livro “mamão com açúcar”, ou seja que você acha que não vai aprender nada, me surpreendi com uma auto análise enquanto lia e vi que nao há problema em ter medo do desconhecido, que não preciso seguir regras e que posso ser feliz ao meu modo.

Recomendo a leitura para mulheres que sabem o que querem, para aquelas que acham que sabem e para aqueles que não fazem ideia.

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