Ame o que é seu, Emily Giffin

Está aí um livro que considero um conto de fadas ou um episódio de “Sex and the City”.

Ellen é uma garota mulher que está em um impasse. Tem um casamento perfeito com o irmão de sua melhor amiga. Vive em um apartamento em Nova Iorque e é fotógrafa.

Assim como a maioria dos seres humanos, teve um relacionamento antes de seu marido com o Leo. Leo, o cara que mexeu demais com ela quando tinha seus 23 anos. Era aquele tipo de amor obsessão que ela largava tudo pra ver o rapaz. Abriu mão dos amigos, tinha um emprego medíocre e sem ambição na vida.

Tudo muda quando o Leo fica frio e o relacionamento termina. Termina daquele jeito que enlouquece qualquer mulher: termina de um jeito que nao teve realmente um ponto final. Mas o tempo passa e ela se encanta com Andy, irmão de sua melhor amiga.

Pouco tempo depois eles se casam e vivem uma vida boa, agradável, nas palavras da personagem. Mas o ser humano é ingrato e ela fica se questionando como teria sido se ainda estivesse com o Leo. Eis então que o ex reaparece, por acaso, em sua vida e todo aquele sentimento de coisa inacabada volta ao coração de Ellen.

Ela racionaliza e decide mudar para Atlanta com Andy, deixando sua carreira, vida agitada e talvez seus sentimentos por Leo em Nova Iorque.

Mas a ponta do sentimento dela não quer afundar, quer ficar ali cutucando ela. Enquanto eu lia o livro só conseguia pensar o quanto ela estava brincando com o fogo e sabendo que se fosse relato de uma vida real o final não teria sido tão feliz.

Eu adoro contos de fadas, sonho com episódios romanceados de seriados para mulheres, mas este livro me incomodou. Eu realmente, e pela primeira vez, torci para que a protagonista se desse mal.

Sei que se trata apenas de um livro, uma história inventada, mas talvez tenha sido exatamente pela falta de elementos que eu teria julgado como reais tenham me feito desgostar da obra.

Nota- se que li o livro de uma tacada só e torci para ela se dar mal porque faltou um elemento fundamental para que eu gostasse do livro: o tal ponto de virada ou, se preferir, faltou me surpreender.

Pra quem não tem esta exigência de ser surpreendido, vale a leitura.

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