A dor

Quem acompanha o blog tem notado que tenho escrito as mensagens para o programa Tatá com Tudo da rádio Nativa. É uma experiência desafiadora que, ao mesmo tempo em que sinto muito medo, sinto uma alegria imensa.

Conseguir dizer aquilo que as pessoas precisam ouvir é difícil, mas mais difícil ainda é eu ouvir o que eu mesma digo. Esta semana fui falar de saúde, cuidado e esqueci de algo fundamental: cuidar de mim.

A gente corre tanto, mas tanto, que eu também acabo ignorando os sinais do meu corpo. Sinais de cansaço e até mesmo de dor.

Recentemente, menos de três semanas atrás, e estava no pique da academia. Indo todos os dias e malhando por duas horas. Era aula de body pump, zumba, muay thai e ainda musculação. Estava toda toda até que machuquei a panturrilha fazendo polichinelo. Doeu. Mas fui pra casa, fiz repouso e duas semanas depois resolvi voltar a malhar.

Claro que num ritmo muito mais leve. Mas mesmo assim, o corpo pediu arrego. Na minha aula favorita, meu anti estresse se tornou dor. Num chute do muay thai senti uma puxada absurda na batata da perna e a dor veio como uma enxurrada.

Fui pra casa e mal colocava o pé no chão. Assustada, pedi ao marido que me levasse ao hospital para ver o que tinha acontecido. Hora depois, o diagnóstico: lesão, ou estiramento na batata da perna grau 2.

panturrilha

O que isso significa? Além de uma dor insana, significa que quebrei demais as fibras do músculo. Significa repouso de todas as minhas atividades, significa também um mês fora da academia. Significou duas injeções na bunda (que nem doeram comparado à dor da batata da perna), vários remédios gelo e repouso.

É…o corpo pediu arrego. Me fez lembrar que andei ignorando ele por muito tempo. Pena que a gente às vezes tem que aprender pela dor, não é?

Mas seja mais inteligente do que eu. Se você está lendo este meu depoimento, te digo: não ignore qualquer sinal que o seu corpo dê. Não fique aí achando que é dorzinha de exercício que logo passa. Preste atenção em você. Aquela minha dorzinha ignorada me fez continuar forçando e deu no que deu.

Se, Deus me livre, tivesse sido mais grave, lá ia eu para a mesa de cirurgia. Graças aos céus que não foi tão grave assim.

Então, fica meu puxão de orelha pra mim: Lívia, se cuide. Se preserve. Agora é ficar quieta, fazer a dieta à risca para depois voltar devagar, sem exageros para nunca mais ter que parar.

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