Olhe por onde você pisa


 

Depois de muito pesquisar, em várias lojas, marcas, modelos e preços: eles decidem. Chamam o vendedor:

– Oi, boa noite – diz a noiva
– Boa noite. Em que posso ajudar?
– Eu gostaria de levar esse piso, por favor
– Claro, qual a metragem?
O casal responde e sentam para acertar os últimos detalhes.
– O preço fica R$ XXX incluso a argamassa e o rejunte.
– Tudo bem – respondem
– Qual é a cor do rejunte que vocês desejam?
– Cor do que? – pergunta a moça
– Do rejunte! Como vocês estão levando o piso XXX, devem escolher o rejunte desta categoria YYY, mas temos diversas opções de cores.
– Ah….tá…. – diz a moça entrando em pânico ao olhar uma palheta gigante de cores de rejunte. – Acho que esse tá bom
O vendedor a leva até o piso e apoia as cores marfim, bege, algodão, creme, tom pastel e qualquer outro tipo de bege bem próximo do piso para que a garota escolha melhor.
– É…esse…isso…não…calma…acho que esse outro….ah…é combina melhor.
Na fila do caixa o casal está cabisbaixo, mas não por causa da compra, mas sim tentando advinhar qual seria o rejunte do piso da loja. Chegam na casa dela, a mesma coisa…saem reparando em rejuntes…alias…até hoje…a moça entra em um ambiente e sai prestando atenção em rejunte…quem diria…um detalhe que ela nem sabia que existia tantas opções…

Ser gente grande é legal.

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Hein?


Segunda-feira agora tive que ir fazer a matrícula no último ano da faculdade. No mesmo dia, solicitei o atestado de matrícula uma vez que o estágio exige isso a cada mudança de ano. Sabendo da demora da burocracia achei melhor ligar lá antes de comparecer ao local para saber se o tal atestado estava pronto.

Liguei ontem.

Eu: Alô, é da secretaria da faculdade?
ele: Sim, pois não?
Eu: Oi, meu nome é Livia Di Bartolomeo e solicitei ontem e queria saber se está pronto.
Ele: um momento que vou verificar

segundos depois

Ele: Está aqui, Livia. Pode vir buscar.
Eu: Ok, Obrigada.

No dia seguinte antes de ir trabalhar, resolvi passar lá. Tive que parar no estaciomento porque na região da paulista é quase impossível estacionar na zona azul. Chegando à secretaria, uma fila gigante para ser atendida. Até aí tudo bem. Estava com paciência até, afinal o documento ali estava me esperando. Quase 1 hora depois chegou a minha vez.

Eu: Oi, vim buscar o meu atestado de matrícula
Ela: Qual é o seu nome?
Eu: Livia Di Bartolomeo

15 minutos depois

Ela: Não tem nada aqui.
Eu: Como não? Liguei ontem e o fulano disse que estava aqui.
Ela: Ele deve ter se confundido.
Eu: ??????????????????
Ela: Você pode ligar amanhã para saber se está aqui.

Alguém me explica por que fui até lá????

Lavando a alma!


Quem resolveu passar a virada de ano no litoral norte de São Paulo sabe muito bem a expressão-título deste post. O último dia do ano amanheceu chuvoso. Mas não foi qualquer chuva não! Foi daquelas bem fortes e ainda com vento. Vento capaz de ter criado ondas grandes em uma praia que dificilmente se consegue pular as setes ondas de tão calmo que é o mar.

Anoiteceu e a chuva não parou. Pela janela estávamos os 7 olhando para o escuro se conformando pela ausência de fogos que anunciariam a chegada de 2012. Afinal…que fogos iriam aguentar tanta água e vento? Daí veio o susto: um super clarão na Ilha Bela (tipo uma laterna gigante) e puf: acabou a luz por lá. Achávamos que só São Sebastrovão tinha luz ainda! Quando olhamos para a praia, um susto: um barco pesqueiro encalhado na areia e algumas pessoas desesperadas tentando amarrar o barco nos coqueiros para que ele ficasse preso ali. Ventava muito.

Quando chegou 2012 uma surpresa: fogos! Sim. Quem comprou não teve dó, soltou tudo! Foi lindo! A chuva diminuiu e o vento também e o espetáculo foi incrível. A emoção foi tanta que ignoramos o que restava da chuva e corremos para o mar. Pulamos as sete ondas (se simpatia não funciona, mal não faz rs). Olhamos para os lados e vimos que muita gente surgiu do nada para fazer a mesma coisa. Mais espetáculo de fogos. E ficamos ali. ensopados saudando a chegada de mais um ano! Lavamos a alma, sorríamos muito e ainda comemorei um ano de noivado! Esplêndido. Benvindo, 2012!

 

No elevador


Onde eu trabalho tem dois elevadores. Um do lado do outro. E ontem quando era umas 17h30 resolvi passar na lanchonete para comer alguma coisa. Eu trabalho no úlitmo andar e a lanchonete fica no térrero.
Pois bem, quando chego no hall, há um rapaz ali com uma pasta de papelão na mão. O elevador chega e os dois entram. Eu aperto o térreo e encosto na parede. Ele aperta o andar de baixo e antes mesmo que eu esboçasse qualquer reação, ele diz:

“Sei que é só um andar. Mas eu tô tão cansado que a vergonha foi embora e tive a coragem de apertar o andar de baixo mesmo com uma pessoa dentro do elevador”.

Só sorri. O que eu poderia fazer em uma situação dessas? O cidadão se justificando antes mesmo de terminar a ação de apertar o botão. Só pude pensar que ele deve ser uma pessoa constantemente julgada pelos seus atos.Mas eu estava com toda fome que meu racicionío não foi muito além.

Cheguei na lanchonete, pedi meu lanche e resolvi subir porque todas as mesas estavam ocupadas. Subindo o elevador com o meu pão na chapa quentinho e embrulhado, encontro 4 executivos naquelas conversas que ninguém entende nada. O elevador abre e já tinha uma pessoa ali dizendo que iria subir novamente.

Entramos e eu fiquei no cantinho pensando no meu pão. Até que o rapaz que já estava no elevador fala assim bem alto: “que cheiro bom de bolo”. Todos, eu digo, TODOS, olharam para mim com cara de fome. Sério, tive medo de ser assaltada hahah

Mas tive que responder “Não é bolo, é pão na chapa”.

Os olhares de fome se arregalaram mais ainda e eu juro que senti segurando com mais firmeza o meu pãozinho. Chegando ao destino, fiquei me perguntando se alguém teria coragem de pedir um pedaço…ou se  a lanchonete logo estaria abarratoda de gente pedindo pão na chapa.

É…que dia no elevador, viu!

Compras


Comprar roupa para homem é teoricamente fácil. Afinal são poucas opções: calça ou bermuda, camisa ou camiseta, blusa ou moletom.  Mais fácil ainda quando você namora este rapaz por quase 7 anos. É…se toda teoria fosse igual a realidade.

No aniversário de 25 anos do meu noivo eu decidi que procuraria por uma camisa. Lojas e mais lojas e nada que eu olhasse e falasse: olha, é a cara dele. Ok, até tinha, mas estava muito acima do meu orçamento.

Resolvi ir à uma grande loja de departamento, daquelas que tem dois andares e vende para mulheres, homens e crianças. Zapeando pelas araras encontrei uma calça legal e resolvi comprar.

Infelizmente, ficou apertada. E, a contragosto dele (todo homem odeia comprar roupas?) voltamos à loja. Voilà. Não tinha o número dele, os modelos que estavam ali não agradaram e lá fomos nós à caçada do que ele poderia trocar. Mas este post não se refere propriamente a isso, foi só uma longa introdução para mencionar coisas engraçadas que vi enquanto esperava o noivo encontrar algo que lhe agradasse.

Enquanto ele estava no provador, fui zapear pela parte de sapatos femininos. Não que eu precisasse, é claro. Mas parece uma necessidade feminina olhar tudo o que está na sua frente e fazer aquele julgamento do que você acha caro, barato, legal, brega etc…

No meio do meu devaneio aparece uma menina bem magrinha. Pela altura dela, eu daria uns 15 anos. Ela também estava olhando as prateleiras de sapatos, mas resolveu experimentar alguns. Ela estava sozinha. E mulher comprando sozinha é meio perigoso. Afinal, quem vai te dizer que está legal ou que não tem nada a ver com você?

Eis que eu consegui prever (não era muito difícil também) que ela me escolheria para tal trabalho árduo. A garota veio até mim e disse: “Eles não são a minha cara?” Eu simplesmente não sabia o que dizer. Achei aquelas sandálias ridículas, mas vi o brilho nos olhos da menina. A solução? Apenas sorri.

Ela saiu toda animada e experimentou as sandálias. Quando levantou, quase caiu por não saber andar naqueles saltos. Antes que meu sorriso virasse risada, me afastei e me deparei com uma família olhando as araras infantis.

“Mãe, eu quero essa blusa rosa” – disse a menina que devia ter uns 6 anos
“É muito caro, filha” – respondeu a mãe que nem sequer tinha olhado a etiqueta do preço.

A menina fitou a blusa, pegou da arara e disse:
“Só custa R$ 100, mãe. E você pode parcelar em até 6x”

Juro que tive que me virar para ter certeza que era a menina e não uma vendedora. E pior que era a garota.

Um pouco mais à frente, na ala masculina, dois rapazes discutiam.

“Mano, que p*** é essa? Desde quando essa loja não tem mais coisas de R$ 10?” -pergunta um
“É véio. Tá f***. Agora tudo é acima de R$ 60” – responde
“Assim não dá. Onde que o Brasil vai parar se essa loja tá cara assim?”

É…eu que pensava que só veria situações engraçadas no transporte público, mas ainda bem que posso encontrar em qualquer lugar. No final das contas, meu noivo conseguiu trocar por outra peça e eu ainda saí ganhando 3 pares de meia heheheh

Quanto são três unidades de banana?


Três garotas vão ao restaurante japonês comemorar o encerramento do ano, relembrar o passado, atualizar o presente e pensar no futuro. Eis que na hora de pedir a sobremesa, uma das garotas sugere:

– Olha. Tem banana caramelada aqui por R$ 10.
– É uma boa ideia. Quantas vêm? – perguntou a loira.
A garota que teve a ideia chama o garçom.
– Escuta. Estas três unidades significa três bananas carameladas?
– Sim -responde o garçom.
– Pode trazer, então – disse feliz por pagar apenas R$ 10 por três bananas caramelizadas.

Elas continuam conversando, rindo e de repente o garçom chega com um prato enorme. Mal tiveram tempo de salivar porque no meio do prato, havia três toquinhos de banana.

O garçom foi esperto. Se retirou na velocidade da luz e as três garotas olhavam espantadas para as três unidades que juntas não chegavam nem perto de uma banana.

Vieram as risadas e a dicussão filosófica de qual banana seria aquela. Prata, maçã? Ouro?

– Deve ser diamante por ser tão pequena – disse a terceira garota da mesa.

Terminaram de comer em menos de três mordidas. E riam. Como riam por se sentirem enganadas, a raiva saía pelas gargalhadas. Tiveram certeza que outro garçom percebeu algo estranho porque ele se aproximou.

– Desejam algo mais? – perguntou.
– Ah, moço. Pode trazer a banana agora. Por que essa foi a amostra, né? – perguntou a mais “cara-de-pau”.
O garçom não respondeu. E ela continuou.
– Quando perguntei para o outro rapaz se eram três bananas ele disse que sim. E você me manda três pedacinhos?

Quem pensa que ela falou isso na raiva, está enganado.  As três não paravam de rir.

– Da próxima vez que vieram, faremos melhor – disse o garçom
– E você acha que a gente volta? – perguntou uma das garotas.
– Você podia trazer outra banana, mas de verdade – disse a loira.
– Que tal um sorvete? – pergunta o garçom
– Na faixa, né?

E o garçom sai. As três começam a rir novamente. Imaginando que viria três bolotinhas de sorvete, menores que os tocos de banana. Eis que o garçom surpreendeu e trouxe três potinhos com muito sorvete e direito a cobertura.

Saíram felizes, mas rindo demais com a história da banana. Encerro este post questionando: quando você lê “Banana caramelizada (03 unidades)”, significa o que? Uma banana dividida em três pedaços ou três bananas?

Eis uma pergunta para se pensar.

Lugar à mesa


Sonho de todos: achar uma mesa vazia na hora do almoço

Em um sábado tranquilo, o casal estava passeando pelo shopping e resolveram almoçar.  A praça de alimentação estava cheia e demoraram um tempo para conseguir uma mesa enquanto seguravam as bandejas do lanche.

Não é irritante quando você procura um lugar e vê as pessoas sentadas conversando com os restos de comida gelados denunciando que a refeição já acabou há algum tempo?

Pois é..depois de zanzar, encontraram. Sentaram, comeram e conversaram. Quando os saquinhos estavam amassados em cima da mesa, levantaram.  Um garoto sorri com a sua bandeja, contente que a sua espera tinha acabado…é…do nada…um rapaz acima do peso, cheio de sacola, grita do outro lado da praça da alimentação:

– Não, não, não!!!! Essa mesa é minha! Sai daí. Tô esperando essa m* há meia hora!!!!!

Neste momento o casal para petrificado e só consegue olhar na cara do cidadão que corresponde ao esteorotipo de maloqueiro/encrenqueiro.

Segundos depois, aparecem caras maiores que ele e ocupam a mesa. Uma olhada rápida, o casal percebe o garoto assustado e não sabe o que fazer. Sabe o que era pior? Nenhum membro daquele grupo carregava comida. Eles sentaram e ficaram rindo.

O que você faria em uma situação dessas?

Aproveito para dar uma dica de boas maneiras: se você está procurando mesa ainda sem a sua comida, dê preferência para quem já carrega uma bandeja.

Não seja inconveniente. Se você já terminou e viu que a praça está lotada, saia da mesa. Afinal, fast food é assim: coma rápido e tchau.

Encontros e desencontros


Sabadão de manhã. Dez horas em frente à entrada do shopping. Foi lá que os recém-formados do nível avançado da Aliança Francesa resolveram comemorar a aprovação no Delf B2. Alunos e, é claro, a professora só exibiam sorrisos. O clima era de amizade. Conversas sobre passado, presente e futuro circularam, ainda mais com a presença da pequena Camila , uma menininha linda de dois anos, filha de um dos alunos.

No meio do encontro, uma surpresa: meu celular toca com um número estranho.

– Alô?

– Livia?

– Sim, quem é?

– A Fabi.

– Que Fabi? – perguntou tentando buscar na memória todas as Fabianas que conhecia.

– Da cocada da imigração!

Nossa! Por essa, não esperava!

– Fabiiiiiiiiiiiiiii!! Nossa..quanto tempo!!

– Vocês estão onde?

– No café Blenz, do shopping.

– Tô indo ae. – e desliga o telefone.

“Nossa, Fabi! De onde ela achou meu telefone?”

Para quem  não sabe, estudei com ela alguns níveis do francês, mas ela se despediu da gente no intermidário 3 para morar no Canadá. Isso faz dois. Dois anos que não falava com ela.

Ela chega com o namorado e não pude deixar de pergutnar:

– Como você ainda tinha o meu telefone?

– Por causa de um e-mail que você mandou anos atrás sobre a Herbalife – responde.

Céus! Como eu adoro a tecnologia! E a Herbalife! Juntando pessoas que há tempo não se viam.

O encontro continuou e, é claro, foi curto demais para matar a saudades. Mas foto não podia deixar de faltar.

Rendez-vous!

Tenho certeza que a amizade continua. Por isso que eu amo o francês também! Junta pessoas tão diferentes com o mesmo objetivo e traz aqueles com quem convivemos e que, por coisas da vida, tiveram que se afastar. O bom é que sempre há um jeito de voltar! =)

Despedida


Confesso que é difícil dizer “tchau”. Não aquele tchau que você diz quando sabe que vai ver a pessoa no dia seguinte, mas aquele que você sente que é mais prolongado. Não chega a ser um “adeus”. Ok, pode ser um “adeus” à aquela rotina.

Se não fosse por ela, eu não teria arranjado um emprego. Aliás, indo mais para o passado, foi com ela que aprendi a ser nerd e entender que não preciso dar satisfação a ninguém. Posso rir alto, gostar de coisas fúteis e ao mesmo tempo apreciar cineastas renomados. Não preciso ter vergonha de assumir quem sou. Aprendi tudo isso com ela.  A garota sem papas na língua que sempre foi sincera: na amizade e nas broncas.

Nutrimos coisas iguais: profissão e paixão pela dança do ventre. Gostos musicais ora se juntam, ora se distanciam. Filmes, eu aprendo muito com ela. Livros, compartilhamos ideias e divergimos em alguns gêneros.  Mas não brigamos por isso.

Depois de um ano trabalhando juntas, ela se foi. Para outro lugar. Um lugar que ela gosta, disso eu tenho certeza. A despedida foi uma mistura de tristeza por não vê-la mais todo dia, mas alegria por saber que ela vai seguir firme no que gosta. Só posso desejar felicidades e sucesso e nem preciso ficar muito triste, porque a amizade continua. Demorei para escrever aqui porque não achava palavras dignas, mas como ela mesmo me lembrou que posso ser quem eu sou, saiu isso. (risos)

Antes de acenar, verifique-se se é a pessoa por quem você espera


Em caso de chuva, redobre a atenção

Chovia muito naquele dia. Mas mesmo assim o encontro entre Rodrigo* e Júlia* estava confirmado. O tempo frio foi uma boa pedida para ir até a Galeria dos Pães tomar uma sopa bem quente.

Combinaram de se encontrar lá. Ela tem um C3 e ele um corsa. Rodrigo não pegou trânsito, apesar da chuva, e preferiu deixar o carro no estacionamento com manobrista. Ao parar, observou que havia um C3, igual ao de Julia, atrás dele.

Não teve dúvidas. Feliz com o encontro antecipado, acenou para a moça. A porta do C3 abriu e com grande alegria Rodrigo sorria. Mas se desfez quando percebeu que do C3 saía um homem.

– Me desculpe, achei que era minha amiga – disse Rodrigo

O homem se aproximou, sorriu e disse:

– Não tem problema, gato.

Rodrigo ficou super sem graça e saiu do estacionamento. Encontrou na Galeria dos Pães e momentos depois chega Júlia.

– Você não sabe o que acabou de me acontecer….- disse Rodrigo.

É, Rodrigo…a Parada Gay esteve logo ali..faz parte. Quando menos se espera, lá vem a cantada. Da próxima vez, olhe bem para saber se é o carro certo.

Essa história é real e me foi contada neste sábado o que me fez lembrar que já passei por uma situação parecida.

Tinha combinado com o meu namorado que ele fosse me buscar após meu curso que era a noite. Acabada a aula, desci da escola e vi o gol branco parado ali na frente. Certa de que era ele, fui na fé e abri a porta do carro.

Mas….no momento que abri, eu me arrependi. Vi a professora se amassando com o namorado dela. E para piorar, eu dei o maior berro.

– AAaaaaaaaaaah! Desculpa, desculpa…

Bati a porta roxa de vergonha. Tentei voltar para a escola, mas ouvi uma buzina e quando olho para trás, vejo meu namorado rindo da minha cara.

– Da próxima vez, você olha a placa do carro – disse ele.

É, sábio conselho para mim e para o Rodrigo.

E você? Já passou por situação semelhante?

*Nomes inventados.

Vous parlez français?


Uma das minhas paixões é estudar línguas, em especial a francesa já que desde pequena sou fascinada pela Torre e pelas maravilhosas paisagens que, por enquanto, vejo a partir de filmes e fotografias. Em 2005 resolvi iniciar os meus estudos e hoje venho colocar aqui uma redação que tive que fazer com 10 palavras (em negrito) e que foi parar no blog da Aliança Francesa. Legal isso, fiquei feliz!

Un jour,  j’écoutais de la musique  sur  mon baladeur quand mon mentor est arrivé et m’a dit que si je n´étudiais pas, je me escagasserais dans les tests. C’était la galère quand j’ai entendu ça, mais j’ai décidé de changer ma vie.
Ma première tâche était d’écrire un essai sur un thème libre, mais je n’avais aucune idée de ce que je devais dire. J’ai zappé les boutons à la télévision et j´ai même fait un remue-méninges pour voir si je retrouvais de l´inspiration. Les idées ont commencé  à arriver, dans un crescendo….
J’ai décidé d’écrire une version du cheval de Troie. J’ai appelé mon professeur dans le mobile et il a aimé l’ idée. J’ai lui ai  envoyé une version définitive et une variante. Le résultat ? Je les ai réussis avec un 10 !

É só escrevendo para pegar a prática mesmo. E, em junho, tem Delf…vamos que vamos

Salut!

“A queda da casa de Usher” X “Casa Tomada”


Este post é dedicado a um trabalho que fiz sobre a comparação entre “A queda de Usher”, de Edgar Allan Poe e “Casa Tomada” de Júlio Cortázar.

Atenção! Este texto tem spoilers

Fonte: alemdaimaginacao.com.br

A análise comparativa entre o conto “A queda da casa de Usher”, de Edgar Allan Poe, e “Casa Tomada”, de Júlio Cortázar, demonstra proximidade entre vários pontos das construções narrativas. Os dois tratam de histórias que se passam dentro de uma casa e têm como personagem central um casal de irmãos.

No conto de Poe, a descrição da casa faz com que o leitor entre no clima de tensão do narrador-personagem. A estação é o outono, época de queda das folhas que representa o declínio e a decadência de seu morador principal. A casa é descrita como um personagem, por apresentar as janelas como olhos vazios, os mesmos de Usher, muros frios e troncos apodrecidos. Toda a impressão que se tem é de morte e os objetos jazem pelo chão, aumentando o incômodo do narrador, amigo do dono da mansão.

Conhecer o habitante reforça a impressão de ruína dos Usher, pois Roderick e sua irmã, Lady Madeline, estão doentes e são os últimos representantes desta família que nunca teve ramificações. Da irmã, não temos muitas informações. Ela é vista de longe, como um fantasma de si mesma. Seu gêmeo, além dos olhos como as janelas, tem a tez cadavérica, lábios finos e pálidos e cabelo como uma teia de aranha. Aparenta ser muito frágil e a casa é o seu mundo, como se tivesse aversão à vida. Suas expressões são marcadas pelo medo de que alguma verdade venha à tona.

No decorrer do conto, Lady Madeline morre e Usher a enterra na cripta da casa, mas ela sofre de catalepsia. Obviamente, seu irmão sabia disso. Este fato dá um certo tom sádico e masoquista ao conto.

Aparentemente há um desejo  incestuoso entre os gêmeos. O ato de Roderick enterrar a irmã seria uma forma de reprimir seu desejo por ela ou até mesmo alguma lembrança; afinal a casa é um repositório de fatos do passado.  Neste sentido, a volta de Madeline desenterraria tudo e Roderick não aguentaria relembrar os fatos. O abraço mortal de Madeline leva ao desmoronamento da casa, que pode remete a expiação de todos os pecados e erros que estavam ocultos.

No conto de Cortázar, o narrador é o personagem principal, mas, assim como em Usher, os irmãos vivem sozinhos numa mansão, e a casa guarda memórias ancestrais e é  como um personagem que decide o destino deles. Nunca sabemos nada da irmã, a não ser o que o irmão narra.

Também há uma suposta fantasia incestuosa quando narrador fala do “silencioso matrimônio” com Irene. Os dois têm insônia, que pode ser considerada um sinal de inquietação e ambos são aficionados por limpar a casa.  Esta limpeza pode ser uma compensação da sensação de sujeira que não é vista, mas presente na vida dos personagens. Assim como em Usher, eles querem se livrar deste incômodo, por isso limpam a casa todos os dias

Alguém ou alguma coisa está tomando a casa. Eles não procuram saber quem ou quê, mas cada ruído representa o afloramento do inconsciente, uma pulsação do passado. Os personagens de Cortázar continuam tentando fugir do passado que os persegue e a casa vai se transformando num ambiente opressor – ao contrário do solar de Usher que já era assim desde o início – até que eles saem da casa. São expulsos do “útero” que os mantinha juntos e protegidos da sociedade.

Nos dois contos a casa pode ser considerada uma representação psicótica da identidade, ou seja, é um símbolo do desejo reprimido.  A queda ou ser expulso dela significa a emersão dessas vontades adormecidas.

Choro de mãe


O dia das mães se aproximava e a jovem resolveu que aquele seria o dia em que compraria o presente de sua mãe.

O tempo estava indeciso entre o calor e o frio, típico de São Paulo. Era hora do almoço e ela resolveu comer no shopping ao lado do seu trabalho. Enquanto comia, pensava no que compraria até que olhou que ao lado havia uma loja de presentes e enfeites e as vitrines estavam recheadas de cacarecos com a palavra MÃE.

A loja é pequena, mas daquelas que em cada cantinho que você olha, tem um produto à venda. Alías…tem que tomar cuidado ao andar por lá para não quebrar nada. A garota demorou para perceber que uma das vendedoras estava aos prantos.
– Eu não acredito que isso está acontecendo comigo! – exclamou.
Neste momento a jovem olhou e viu que a vendedora estava de costas para a porta da loja e falava chorando ao telefone. Logo passou por sua cabeça que era apenas uma briga de namorados, afinal ela mesma já usou essa frase em muitas brigas com o rapaz que ama.
– Oi, posso ajudar? – disse a outra vendedora ao ver que a jovem observava o choro.
– Sim, estou procurando um presente para a minha mãe – respondeu ao mesmo tempo em que ouviu
– Mas como ele ainda não apareceu por ae? Ele sai da escola às 11h30 e a pirua deixa ele aí sempre 12h.

A jovem olhou no relógio. Eram 13h30. Sentiu um aperto no coração.
– Temos copos enfeitados, camisolas, pantufas…. – interveio a vendedora
– Hum…quanto custa?
A chefe do estabelecimento pegou outro telefone e enquanto discava, dizia
– Vamos ligar pra polícia. Quem sequestraria um menino de 7 anos?
– Calma, ele deve tá brincando na escola ainda com os amiguinhos. Já ligou pra escola? – perguntou a vendedora que atendia a jovem.
– Não – respondeu a mãe.
– Deixa que eu ligo que você tá quase enfartando – disse a chefe.
– Moça, vou levar essa necessaire e este copo – falou a jovem que incomodada com a situação não via a hora de ir embora.
– Claro, pode me acompanhar até o caixa?

Era tudo o que a jovem não queria. A mãe, aos prantos, estava ao lado da máquina do cartão.  Para piorar a situação, a máquininha estava emperrando.
– Oi, alô. Não, eu trabalho com ela. Ela tá quase tendo um enfarte.  Você viu o Vinícius por ae? – perguntou a chefe ao telefone.

A mãe desesperada se ajoelhou no chão em sinal de oração. Os olhos inchados deixavam correr as lágrimas do desespero de não saber onde estava o filho. Dó não era a palavra certa para descrever o que a jovem sentia ao ver a situação, era algo inexplicável. Pensou em sua mãe.
A chefa desligou o telefone e tentou acalmar a moça. Silêncio.
– Linha ocupada – foi o que apareceu na máquina do cartão.
– Deixa, moça, eu pago em dinheiro – disse a jovem.
O telefone toca.
– Alô? – diz a chefe – Acharam ele?
A mãe chora ainda mais.
– Deixa eu falar com ele – responde a chefe – Vi? É a tia. Onde você tava?
_ Ai, meu deus!! Ele tá vivo – fala a mãe – deixa eu falar com ele? Filho? Você tá bem?
– Aqui está o seu troco – diz a vendedora.
– Obrigada- sorri a jovem. Ela sai da loja e volta para o trabalho. Não consegue parar de pensar no desespero daquela mãe, mesmo a noite, durante a sua aula na faculdade. Pensou tanto que teve que escrever este texto.
Uma pena que é totalmente baseado em fatos reais.

Audiopasseio – Metropolitana 98,5 FM


Este post é dedicado ao trabalho que fiz junto com a Bruna Marques para a disciplina Produção de Rádio, chamado Audiopasseio.

A tarefa era sair pela avenida paulista com gravador na mão e falar sobre alguma rádio FM. Escolhemos a Metropolitana porque era uma das rádios que as duas já escutaram e ainda escutam algumas vezes.  O desafio era escolher o que falar…tem tanta coisa…mas o formato estava claro.

Íamos ficar as duas falando para o celular no meio da rua, mesmo que o som ficasse chiado, não tinha problema, era esse o objetivo mesmo

Quanto a experiência de fazer um trabalho desse:

O texto demorou um pouco pra sair, mas no final deu tudo certo. Do jeito que estávamos dava para fazer um programa com 1 hora de duração, mas conseguimos finalizar com 22’29”.  A escolha das músicas foi fácil, bastou olhar as dez mais pedidas do mês de abril.

A parte mais difícil foi lidar com as pessoas na paulista. Primeiro um cidadão vestido de lojas Renner da cabeça aos pés queria porque queria que a gente participasse de uma pesquisa. Falávamos que não dava e o cidadão ficava insistindo em vender o cartão de crédito. Meu…como existe pessoas inconvenientes nesse mundo!  Mal nos livramos dele, dois outros pararam na nossa frente e ficaram ouvindo a gente gravar. Até aí, normal..o ser humano é curioso e não pode ver gente gravando que já acha que é famoso.

Mas as duas criaturas ficaram esperando a gente dar uma pausa para entregar panfleto! PANFLETO!!! Pelo amoooooooooooooooorrrrrrrrr !!!! Não tem mais o que fazer não? Affe…sem noção.

Enfim, tirando essas bizarrices que só a paulista oferece para você o trabalho foi muito legal de fazer. Tive dificuldade com o Sound Forge pra editar, mas nada que uma fuçada aqui e outra ali não resolvesse o problema. O resultado você pode ouvir neste link.  Mas separe aí 22’29” do seu tempo,  pois, como eu disse, nos empolgamos e tá longo.