A dor


Quem acompanha o blog tem notado que tenho escrito as mensagens para o programa Tatá com Tudo da rádio Nativa. É uma experiência desafiadora que, ao mesmo tempo em que sinto muito medo, sinto uma alegria imensa.

Conseguir dizer aquilo que as pessoas precisam ouvir é difícil, mas mais difícil ainda é eu ouvir o que eu mesma digo. Esta semana fui falar de saúde, cuidado e esqueci de algo fundamental: cuidar de mim.

A gente corre tanto, mas tanto, que eu também acabo ignorando os sinais do meu corpo. Sinais de cansaço e até mesmo de dor.

Recentemente, menos de três semanas atrás, e estava no pique da academia. Indo todos os dias e malhando por duas horas. Era aula de body pump, zumba, muay thai e ainda musculação. Estava toda toda até que machuquei a panturrilha fazendo polichinelo. Doeu. Mas fui pra casa, fiz repouso e duas semanas depois resolvi voltar a malhar.

Claro que num ritmo muito mais leve. Mas mesmo assim, o corpo pediu arrego. Na minha aula favorita, meu anti estresse se tornou dor. Num chute do muay thai senti uma puxada absurda na batata da perna e a dor veio como uma enxurrada.

Fui pra casa e mal colocava o pé no chão. Assustada, pedi ao marido que me levasse ao hospital para ver o que tinha acontecido. Hora depois, o diagnóstico: lesão, ou estiramento na batata da perna grau 2.

panturrilha

O que isso significa? Além de uma dor insana, significa que quebrei demais as fibras do músculo. Significa repouso de todas as minhas atividades, significa também um mês fora da academia. Significou duas injeções na bunda (que nem doeram comparado à dor da batata da perna), vários remédios gelo e repouso.

É…o corpo pediu arrego. Me fez lembrar que andei ignorando ele por muito tempo. Pena que a gente às vezes tem que aprender pela dor, não é?

Mas seja mais inteligente do que eu. Se você está lendo este meu depoimento, te digo: não ignore qualquer sinal que o seu corpo dê. Não fique aí achando que é dorzinha de exercício que logo passa. Preste atenção em você. Aquela minha dorzinha ignorada me fez continuar forçando e deu no que deu.

Se, Deus me livre, tivesse sido mais grave, lá ia eu para a mesa de cirurgia. Graças aos céus que não foi tão grave assim.

Então, fica meu puxão de orelha pra mim: Lívia, se cuide. Se preserve. Agora é ficar quieta, fazer a dieta à risca para depois voltar devagar, sem exageros para nunca mais ter que parar.

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MTB E DRT – utilidade


Aos amigos jornalistas e radialista que tiraram seus registros antes de 2014:
Fui “presenteada” com uma situação um pouco delicada
Precisei atualizar os meus dois registros para o nome de casada. (sim, demorei pra fazer isso, eu sei).

Graças à tecnologia hoje o agendamento é feito online. Para a minha surpresa, o site apontava que meu MTB não existia. Dei entrada como se fosse um novo, dei entrada na atualização do DRT e me dirigi ao Ministério do trabalho no dia e horário agendado.

Graças (ou não) à tecnologia, me informaram que meu MTB não existia. Eu mostrei a etiqueta na minha carteira de trabalho e o analista me informou que no segundo semestre de 2013 houve uma mudança de software e que muitos registros profissionais SIMPLESMENTE SE PERDERAM!!!!!!!

Bacana, é?
Antes de entrar em pânico, acesse http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam

clica la em “Consultar situação registro profissional” e digite os dados que pedem. Se aparecer lá, você pode ficar tranquilo.Mas se aparecer não existente, significa que você foi premiado e, assim como eu, vai ter que refazer todo o processo.

Você está grávida?


Esta é uma pergunta que tem me rondado muito desde que casei.  O meu casamento aconteceu no dia 7 de julho de 2013 e foi casar que as piadinhas a respeito de gravidez começaram.

irritada

A vontade é esta quando me fazem esta pergunta

Frases como “Vai voltar da lua de mel grávida”, “Tá treinando muito?”, “quando vem o herdeiro?” e coisas do tipo eu até relevava, mas quando começaram as afirmações no tempo presente de ‘você está grávida?’ o cenário mudou.

Não bastava eu responder, ainda simpática, “não, não estou”, eu era obrigada a ouvir explicações para a pergunta como: “ah..então vai ser logo, porque eu estou sentindo que você vai engravidar” ou “não vai demorar muito não, né?”

Tá…por que a pessoa não pode sentir que vou ficar rica? Ou que vou realizar uma viagem incrível? Por que existe esta pressão absurda de se ter um filho logo depois de casar?

Eu confesso que não tive pressão para casar, mas pra ter filho, parece que querem que eu encomende pra ontem. Calma lá, sociedade maluca.  Calma lá, pessoas! Cada casal é um e só depende de mim e o meu marido esta decisão.  Tá a fim de ver um bebê? Faz você, ué.

E eu me sinto numa fase de curtir apenas o meu marido. Criança, apenas afilhada, sobrinho (sim, vocês podem perguntar para a Marcela se ela está grávida, porque ela está depois de CINCO ANOS DE CASADA) e priminhos.

cegonha

Pedi ajuda para o santo google e tenho notado que muitas mulheres têm pressão para engravidar e as respostas delas são muito parecidas com as minhas. E alguns esclarecimentos também.

E lembre-se que, se você tivesse um filho, alguém te cobraria pra ter mais um. Se você tivesse dois meninos, alguém iria falar pra você tentar ter uma menina. Se você tivesse três, alguém te diria que é filho demais. E se você estivesse grávida, todo mundo iria passar a mão na sua barriga. Ou seja, intrometidx é o que não falta. ” (como lidar com a pressão de ter filhos)

Ai vai ter quem pense “Lívia, não estou te pressionando, mas torcendo por você”, pois bem…leia isso:

Pressão social atrapalha quem deseja engravidar

VERDADE. O estresse e a expectativa de uma gravidez que não está ocorrendo fazem muito mal ao casal. Cobranças sutis ou ostensivas, principalmente por parte de mães ou sogras, só aumentam ainda mais o estresse. A maternidade não tem que ser uma obrigação, e sim um prazer.

O que quero dizer com tudo isso? Simplesmente, pare de perguntar a qualquer casal se querem/quando vão ter filhos. Deixem eles quietos. Quando acontecer, pode ter certeza que você irá saber.

 

E você, cara leitora ou leitor, já sentiu a pressão para ter filho logo?

Uma carta para a Lívia de 17 anos


Vi esta ideia no blog “Meu Manequim 40” de escrever uma carta para a Lívia de 17 anos. A ideia é escrever uma carta para você dez anos mais novo do que está. Aí pensei assim: adorei a ideia. Melhor ainda escrever isso no meu aniversário.   Então, vamos lá.

Nome: Lívia Di Bartolomeo Aguiar

Idade: 27 anos

Profissão: Produtora da Rádio Nativa FM de São Paulo

Lívia por Lívia: ariana brava, chata e sistemática. Escolheu comunicação como profissão, adora assistir filmes bobos e alguns sérios e não se incomoda de reassistí-los por muitas e muitas vezes. 

Oi, Livia de 17 anos sem acento. Eu sou a Lívia, você dez anos mais velha e com acento. Ah sim, é você mesma, Lívia. É que você vai descobrir quando casar que na sua certidão de nascimento havia acento. Calma, eu já chego lá, não se assuste.

Como você está? Se me lembro bem, você está no terceiro ano do colegial, namorando, estudando muito e preocupada se vai conseguir passar em jornalismo direto na Cásper Líbero sem precisar fazer cursinho. Algo em você dizia que iria passar por grandes mudanças e ah, minha querida, você passou mesmo. Saiba que eu ainda penso que a sua primeira melhor decisão da sua vida foi ter mudado de colégio. Disso não tenha dúvidas. Você foi muito esperta em seguir a sua intuição e sair daquela escola gigante e ir para algo menor, mas com qualidade infinitamente melhor. Parabéns! Eu sei o quanto você teve medo, mas arrasou, garota!

Ainda falando do colégio, você conheceu muita gente ai, né? Pois é, vários colegas e amigos bons que eu ainda tenho hoje. Sim, calma. A sua decepção dos 15 anos foi superada. Mas posso te dar uma dica? Você vai casar com um amigo seu! Uia! rs rs…e pensar que agora…dia 27 de março de 2004 você nem imagina que amigo é este…rs…mas ele tá já aí…estudando na sua sala…vocês se falam todos os dias…rs rs rs

E o vestibular? Ai…eu sei que você está mega nervosa e sente muito pressionada a passar logo, mas vou ter que te contar. Você não vai passar na Cásper Líbero. É verdade, você vai saber desta notícia quando estiver na praia com os seus pais e vai se sentir um lixo, incapaz porque você estudou muito. Mas, calma. Não era a hora. E você vai entender o porquê.

Você vai ser uma filha da PUC, sim. Vai conhecer o mundo ali. Vai andar de metrô sozinha, sair do bairro, conhecer gente nova de todo tipo. Ter contato com coisas que você jamais imaginou ver às 08h da manhã, mas a sua cabeça está no lugar. E para a sua alegria: vai conhecer duas amigas muito especiais e aprender a realmente dar valor aos estudos. Vai até fazer trabalho de domingo às 7h!!! Serão os 4 anos mais intensos da sua vida. Você vai desbravar a cidade e vai engatar um namoro com o seu futuro marido. Aquela sua ideia de que seria interessante ser amigo da pessoa antes de namorar, deu certo.

O seu sonho era trabalhar em uma grande emissora? Você vai conseguir, tá?! Mas não com o jornalismo.  Como assim? Você vai penar com o jornalismo. Vai ver que a sua vontade de trabalhar em TV e com vídeo será esmagada pelo jornalismo impresso e pela assessoria de imprensa. Não se fruste. Este será um dos seus diferenciais no futuro. Seus estágios serão todos em assessoria de imprensa, algo que você nunca pensou, mas fique tranquila. Isso vai te dar uma base muito boa das coisas.

Nesse período você vai conhecer e se apaixonar pela língua francesa e alimentar ainda mais o sonho de conhecer Paris. Aliás, com o seu primeiro salário de estágio você sabiamente vai começar a guardar dinheiro para isso. Você também vai conhecer cidades internacionais, antes de Paris, e vai se encantar. Mas não vou dizer onde. Descubra no tempo certo.

Você vai se formar desempregada, mas não se assuste. Você vai tomar mais uma decisão importante e fundamental na sua vida: estudar Rádio e TV. E voilà! A Cásper Líbero abre as portas pra você. Sim, você vai estudar na sua faculdade dos sonhos. E vai ser do jeitinho que você imaginou. Tudo! E ta dan! Vai entrar em uma grande emissora. Sim….e vai trabalhar com rádio! Opa…você vai se apaixonar por este veículo!

Quanto à sua personalidade, algumas coisinhas: seja mais paciente. Não espere muito dos outros, sabe? Não que o mundo seja cruel, mas não guarde mágoas e bola pra frente. O seu lado sentimental (de chorar por tudo) vai continuar forte, mas você vai se controlando. E quer saber? Não tenha vergonha disso. Nem todos são sensíveis e não ache que você é a pessoa mais chorona do mundo. Tem sempre alguém pior e melhor que você. A sua teimosia pode trazer bons frutos, se você souber usar. Na verdade, você soube…estou colhendo coisas boas por ter estudado demais. E ignore todos que falarem da sua risada, tá? Ria com vontade, sem medo de ser feliz. Porque a gente sabe que a nossa risada é sincera e vem do coração. Infeliz é aquele que não sabe sorrir.

Só te peço para mudar uma coisa: cuide da sua alimentação. Se não você vai engordar demais…tipo uns 14 kg…e entre logo em uma academia rs. Nos assuntos do coração,  eu disse que você vai casar, né? Sim, a Lívia de 27 anos já está casada há quase um ano. Quer uma dica de quem é seu marido? Olha aí o meu sobrenome rs.

A vida dá uma bela de uma reviravolta, muitas coisas acontecem, mas você se fortalece. E ah, você conhece Paris e atualmente tem vontade de morar lá rs. Agora eu estou aqui, aguardando a carta da Lívia de 37 anos para saber o que acontecerá comigo.  Enquanto isso, assim como você, vou curtindo cada instante e aprendendo com cada lição. E me conhecendo a cada dia mais. E ah! O mais importante: FELIZ ANIVERSÁRIO! Hoje o dia é nosso!

aniver

 

Ganhamos parabéns até do Google! google

Era uma vez um celular


É com tristeza que venho contar algo que aconteceu comigo.

pontofrioEu sempre ouvi falar muito mal da Black Friday no Brasil, que aqui tudo era enganação e coisa e tal. Mas estava há algum tempo namorando os preços do Celular Samsung S3 em vários sites. No dia 29 de novembro, vi que o site Ponto Frio, estava oferecendo um desconto de quase 400 reais.

Como eu havia feito a lista do meu casamento com ele e ainda tinha um crédito de quase 800 reais, resolvi comprar e pagar com o cartão o valor que faltava. Mal sabia eu que estava começando uma bela dor de cabeça.

O produto chegou no dia 7 de dezembro. Apesar da demora, eu estava super empolgada. Mas…a alegria durou pouco. No dia 11 de dezembro o celular amanheceu com problema. Reiniciava sozinho. Me restavam duas opções: solicitar a troca pelo ponto frio ou enviar para a assistência técnica.

Como ainda estava na garantia da troca, resolvi fazer isso. Consegui entrar em contato com o PontoFrio.com apenas no dia 12 pelo chat. Conversei com a atendente que me disse que a troca seria feita, mas que eu teria que aguardar a coleta. Eis o problema: me informaram que a coleta seria feita até o dia 18, apenas nos dias úteis, entre 8h e 18h. Então eu disse à moça que eu trabalho durante este horário e a mesma me informou que não era possível o agendamento de data e hora para a coleta e nem a alteração de endereço de coleta. Foi uma briga danada, até conseguir falar com a Ouvidoria.

A opção que me deram foi que eu enviasse o produto danificado com a nota fiscal, via Correios. Fiz isso. Me disseram que assim que eu tivesse o código de rastreamento, me enviaram outro aparelho. Ok, tudo bem. Mas eis que São Pedro resolveu complicar a minha vida e alagou o bairro no Rio de Janeiro, onde fica o centro de distribuição do Ponto Frio.

O que me restava? Estornar o valor ou aguardar. Como eu não queria perder o desconto, resolvi aguardar. O Rio de Janeiro desalagou e o Ponto Frio me informou que seria mais rápido receber o celular pelo Correios uma vez que a transportadora estava sem data de previsão por conta dos atrasos das compras de final de ano. Eu aceitei.

O celular foi postado no dia 18 de dezembro de 2013. A data de entrega prevista era dia 8/01 por conta das festas de final de ano. Para “ajudar”, li na internet que uma van dos Correios, no rio de janeiro, tinha sido assaltada. Na hora pensei: o meu celular estava lá.  Liguei na ouvidoria, mas não saberiam me informar e o meu celular tinha sido postergado até o dia 21 de janeiro.

Eis que hoje, dia 13 de janeiro de 2014, o “Correios” confirmou ao Ponto Frio: o celular estava lá, na carga roubada. Para ajudar ainda mais: o ponto frio não tem mais nenhum celular em estoque (acho que todo mundo aproveitou a promoção), o que me restavam duas opções novamente: estornar o valor ou aguardar uma data indefinida.

Eu cansei e estornei. Agora, o valor foi estornado no cartão e ainda tenho um crédito na loja virtual, sem saber o que fazer e fiquei sem o celular.

Já senti raiva, tristeza, indignação e mais sei lá o que. Diria que estou chateada e exausta porque quando a gente vai lá e compra um produto, espera recebê-lo bem, sem nenhum defeito, não é mesmo?

Não culpo o Ponto Frio, não culpo o Correios, não culpo a Samsung, não culpo São Pedro pelo alagamento. Eu senti que tudo o que o Ponto frio poderia fazer, fizeram, mas realmente, eu cansei de esperar. Achei melhor pedir o estorno e aguardar uma outra oportunidade. Como disse uma amiga: foi uma série de infelicidades que me deixaram sem o aparelho.

Que coisa, né? Bate até o pensamento de: “não era para ser”. Uma pena.

 

TCC: e nasce um filho


Hoje, dia 02 de novembro de 2012 ficará marcado para a minha história. Para você pode ser apenas um feriado, para outros a lembrança dos que já se foram, mas para mim um nascimento. Estou com a minha monografia impressa aqui na minha frente.

Para quem não sabe estou finalizando o 4º ano do curso de rádio e TV na faculdade Cásper Líbero. Ok, pode parecer algo simples e comum, mas não para quem teve este curso como a sua segunda graduação. Ahan, isso aí. Eu tive a coragem de encarar duas faculdades seguidas: mal saí de jornalismo e já entrei em rádio e TV. Se fizer as contas direitinho, hoje eu tenho 25 anos e estudo há pelo menos 20 anos ininterruptos.  É um bocado de tempo, não é mesmo?

Mas terminar este TCC significa pra mim muito mais que encerrar mais uma faculdade. Estudar na Cásper Líbero sempre foi um sonho meu. Este sonho iniciou aos 14 anos quando decidi que queria fazer comunicação, na época jornalismo, e o meu tio Ricardo me falou que a faculdade mais conceituada era a Cásper Líbero. Quando entrei para o colégio Lumière, isso em janeiro de 2002 ouvi de um outro professor, o Márcio que dava aula de química, que a Cásper, além da USP, claro, tinha que ser o meu alvo. Pois bem. Chegou a época de prestar os vestibular e fui nas três maiores: USP, Cásper Líbero e PUC.

Porém, com 17 anos eu só passei na PUC. E ainda na sétima lista de chamada. Imaginem a minha tristeza. Mas tudo bem, eu tentaria fazer a transferência no final daquele ano. Eu tentei. E não passei. Tentei mais uma vez e não passei. A primeira vez que entrei na Cásper foi para fazer cursos extracurriculares de locução. A sensação ao entrar lá era que eu pertencia ali. Mesmo sendo um prédio cinza, sem janelas, algo me dizia que eu deveria estar ali.

Pois bem. Por 4 anos, foi apenas por cursos extras que entrei ali. Quando estava no terceiro ano de jornalismo na PUC comecei a perceber que o curso não estava me dando aquilo que eu mais queria. Eu queria mexer com câmera, com edição, entender como funciona um microfone, com iluminação e tudo mais. Foi aí que descobri o curso de rádio e tv. Todos os trabalhos de jornalismo que dava para fazer em vídeo, eu fazia. Fiquei pensando por um ano até que chegou o TCC de jornalismo e fui fazer um documentário sozinha. Senti grandes dificuldades na parte técnica e estava frustrada por simplesmente não saber como certas coisas funcionavam. Foi quando abriram as inscrições para o vestibular da Cásper Líbero. E a vontade de continuar os estudos gritava dentro de mim.

Eu já namorava o Thiago e ele estava na luta para entrar na faculdade. Naquela época ele queria medicina, mas algo dentro dele chamava-o para o curso de Direito. Eu me formei desempregada, quase sem sorte nos estágios que fiz. Queria trabalhar numa grande emissora, mas meus 4 anos ficaram em assessoria de imprensa. Tudo estava acontecendo para eu encarar outra faculdade. Conversei com os meus pais, perguntando da possibilidade financeira de iniciar outra faculdade, mas não era outra qualquer, eu queria estudar na Cásper. Como sempre, eles me apoiaram.

E foi aí que fiz a inscrição. Mas fiz a inscrição no último dia, a poucos dias da prova. Fiz apenas para a Cásper, porque se não fosse lá, eu não queria. Fui para a prova de vestibular sem estudar nada das matérias do colegial. Apenas li os livros e vi os filmes que eles indicavam. Dias mais tarde o resultado saiu. E eu passei em 7º lugar, na primeira lista.

Foi muita emoção. Eu liguei para o meu pai chorando sem acreditar que eu finalmente iria estudar lá. Claro que perguntei de novo se ele poderia pagar e ele disse que sim. Fui fazer a matrícula com a felicidade transbordando dentro de mim.  Dá até para ver na foto da carteirinha, né? Explico: o fotógrafo leu o que estava escrito na minha camiseta, mas eu estava com sorriso solto e achei que era para sorrir. E a foto saiu assim rs.

Quando as aulas começaram eu sabia que era 4 anos mais velha que a maioria da turma. Em alguns momentos isso atrapalhava porque eu estava levando tudo muito a sério e eles, ainda saindo da escola e curtindo a vida.  O primeiro ano foi bem teórico e tinha aula aos sábados. Ao contrário do PUC, janelas na grade não existiam. Eu estava aproveitando tudo ao máximo, virei nerd completamente. Lia todos os textos, fazia todos os trabalhos com antecedência e tinha notas como nunca tive em toda a minha vida escolar.  Mas calma lá, a faculdade tem sim os seus problemas, mas eu gosto mesmo assim. No segundo ano fomos tendo aulas mais práticas e finalmente eu entrei numa grande emissora que estou ainda e hoje e espero continuar por muitos e muitos anos.

Jamais pensaria que trabalharia com rádio, mas foi onde a oportunidade surgiu e tenho que confessar que me apaixonei pelo lugar logo de cara. Além de nerd, passei a ser sistemática. Mas tudo porque eu estava amando tudo o que estava acontecendo. Não via nada daquilo como obrigação, eu me divertia nas duas coisas. Fazer as coisas de qualquer jeito não é comigo não. Se é pra fazer, faço com paixão e vontade.

Quando chegou no terceiro ano, tivemos um projeto chamado interdisciplinar que consistia em fazer um curta-metragem. O trabalho foi em grupo. E foi aqui que percebi que não queria fazer um filme como projeto final do curso. Conheci alguns professores que eu admiro muito e a vontade de, quem sabe, ministrar aulas um dia, cresceu dentro de mim. Escolhi que faria monografia para ir treinando para a futura pós-graduação. Outro motivo desta escolha é que seria a primeira vez na vida que faria um trabalho tão importante sozinha. Tudo dependeria apenas de mim e, por isso, aceitei o desafio.

Meu orientador foi um dos grandes – se não o melhor – professores que tive ali. As reuniões foram bem diferentes das que tive em jornalismo e nele vi um apoio que eu não esperava. (sim a minha experiência anterior foi meio traumática rs). A cobrança veio nas suas medidas corretas e aprendi muito durante todo o processo.
Sei que este post está gigante, mas ele reflete parte do que estou sentindo nesse momento ao ver o TCC impresso aqui.  Estou simplesmente emocionada. Realizei dois grandes sonhos.

Agradecimentos especiais aos meus pais Hilda e Eduardo, ao noivo que sempre esteve ao meu lado, Thiago, ao orientador Luis Mauro e à Camila Fink, que me apresentou ao mundo do Hitchcok no segundo ano de jornalismo e que revisou o meu texto com o maior carinho. E a todos que de alguma forma participaram de tudo isso.

Agora, resta esperar a banca de TCC no dia 6 de dezembro de 2012, às 20h. Exatos 4 anos depois que defendi o meu documentário e recebi um dez com louvor. Não estou tão preocupada com a nota porque a realização que estou sentindo, só as lágrimas de felicidade conseguem exprimir. 

PS: A banca é livre, quem quiser ir, basta me enviar um e-mail com nome completo e RG.

 

Coisas da vida


Essa tinha que vir para o blog. Hoje pela manhã tive que fazer um exame de rotina. O único lugar mais próximo da minha casa que atendia o meu convênio era dentro de um shopping. Até aí, tudo bem. O exame estava marcado para 7:54 (isso é hora?) e eu tinha que estar de jejum e ainda beber 6 copos de água.

Pois bem, cheguei com os 30 minutos de antecedência, conforma a moça do agendamento me exigiu, e me deparei com uma grande fila. Pouco importava se eu tinha exame agendado, tinha que aguardar a minha vez para passar pelo guichê. Isso porque eu já tinha bebido mais de 6 copos de água.

Depois de 20 minutos (até que foi rápido), fui chamada para fazer a fichinha. Até aí, a vontade de fazer xixi não tinha vindo e eu resolvi que seria melhor beber mais água. Afinal, só tinham duas mulheres na minha frente…não deveria demorar muito!

Ah! Mas que engano! A primeira mulher demorou 45 minutos para sair da sala…e quando eu estava quase explodindo de vontade de ir ao banheiro, a médica chamou mais uma…eu sabia que era a próxima.

Me contorcendo de dor e suando frio esperei por mais 25 minutos. Quando chegou a minha vez, quase fiz xixi de tanta felicidade, mas tive que me conter senão perderia o propósito do exame.

Pra aumentar o meu sofrimento, a médica me joga aquele gel gelado na barriga. Foi necessária muita concentração! Para a minha sorte, assim que ela terminou de avaliar a minha bexiga, me liberou para ir ao banheiro. Nem preciso falar que ouvi anjos cantando, né?rs

Mas o exame não tinha terminado. Sem problemas! Eu ficaria horas ali depois que meu sofrimento já tinha terminado! E, por incrível que pareça, o exame foi rápido.

Saí de lá feliz…até chegar no guichê do estacionamento e ver a placa: CAIXA FECHADO!

Como assim? Pois é, rodei aquele shopping inteiro, vazio…a não ser pelas senhorinhas que participam da caminhada matinal realizada pelo estabelecimento. Perguntei a faxineiros, guardas e ninguém sabia me dizer por que a moça do guichê não estava lá.

Não teve jeito, me plantei em frente ao guichê. Fiquei ali um bom tempo até que um bom samaritano me avisa: olha, tem um guichê aberto do outro lado do estacionamento.

Ah!!! Que beleza Atravessei com felicidade aquele estacionamento! Chegando ao meu destino, estava uma senhora sentada…quase dormindo..e foram necessários alguns pigarreios para que ela me ouvisse!

Paguei e fui embora!

Que engraçado. Quando eu era adolescente tinha uma vontade retardada de ficar presa em um shopping para poder entrar em todas as lojas e experimentar todas as roupas. Mas, na época, não me ocorreu que ficavam todas trancadas. Que coisa!

No consultório dentário


Fiquei surpresa de saber que mesmo usando oito anos de aparelho, o que significou visitas mensais ao consultório, eu ainda me sinto incomodada quando vou ao dentista.

Não sei explicar se é o barulho do motorzinho ou se a brancura e a organização do lugar me deixam desconfortável…sem contar aquela cadeira que, quando sentados nela, parece que tem vida própria (sim, eu sei que é o dentista quem controla).

O procedimento, limpeza, não foi nada dolorido. Mas ficar ali aqueles minutos imóvel com a boca escancarada não é muito legal. Só sentia o meu corpo tenso e quando me dava conta, estava com os músculos todos travados.

O som ambiente era antena 1 e o motorzinho é claro. Fechei os olhos para não olhar aquela luz na minha cara e não pude deixar de lembrar da minha primeira reportagem quando trabalhava no Ikwa.

Assisti de novo e ri demais. A matéria trata de um dia na vida da estagiária de um consultório dentário. Tenho certeza que a menina deve rir todos os dias de pessoas tensas como eu naquela cadeira.

Veja a matéria aqui.

Ponto de vista


É interessante e ao mesmo tempo assustador você se vê a partir dos olhos de outra pessoa. Se permitir a ouvir o que ela tem a dizer a respeito de você dá medo porque imaginamos que ela irá apontar nossos maiores defeitos (justo aqueles que mais queremos esconder).

Porém, tem vezes que nos surpreendemos. Já fui chamada de sistemática, pessoa mais calma do mundo(como assim?), organizada, ansiosa e teimosa, mas se comparada a uma peça de quebra-cabeça….nossa…essa foi a que mais me surpreendeu.

Sou uma peça de quebra-cabeça. Reflexão.

Garoto sulamérica trânsito


Quem pega trânsito todo dia na cidade de São Paulo com certeza já ouviu falar da rádio sul américa trânsito (92,1 FM), do Grupo Bandeirantes.

É uma emissora que aponta as rotas de fuga e te explica porquê tá tudo parado quando você menos espera. Mas não vim fazer propaganda deles, só escrevi porque quero destacar o slogan deles, que é “Se aborrecer pra que?”

Pois é…se aborrecer pra que? Tá tudo parado mesmo! Hoje aconteceu uma coisa engraçada.

Eu, parada no trânsito sem poder escapar (isso porque já tinha fugido das avenidas mais travadas), aparecem três crianças. Elas seguem em direção ao meu carro sorrindo.

Confesso que o preconceito surgiu ali temendo um assalto, até que o mais novo vira e fala:

– Meu pai disse que a gente não deve se aborrecer no trânsito. Quer que eu cante pra você?

E a criança começa a cantar a música do desenho Barney!!!

hahahaha pois é…será que o pai dele trabalha na Sulamérica?

Boa viagem e volte sempre


Sabe aquela pessoa que aparece do nada e quando você menos espera percebe que ela deve fazer parte da sua vida para sempre? Pois é.

Ainda lembro com clareza a primeira vez que a vi na escola. Nós duas éramos as novatas no primeiro ano do ensino médio naquela escola. Logo, não foi muito difícil conversar já que estávamos inseguras com o restante dos alunos.

A afinidade chegou rapidinho. Durante os três anos do colegial a amizade foi crescendo. Chegou a formatura e eu sabia que não veria nunca mais muitas pessoas dali, mas ela eu tinha certeza que veria.

Não deu outra. Passaram os anos, fiz faculdade e lá estava ela na minha formatura. Torcendo por mim. Um tempo depois ela casou com uma rapaz muito bom e que eu sabia logo quando ela conheceu ele que alguma coisa mais séria iria acontecer entre os dois.

A correria da vida não permitiu a amizade diária, mas sempre que nos vemos é aquela alegria. Não tem tempo ruim. Afinal, a afinidade sempre nos acompanhou.

E ontem…ah ontem…foi a despedida do casal. Os dois vão morar na Alemanha por três anos. Foi um mix de felicidade pela oportunidade que eles estão tendo, mas tristeza por saber que ela não mora mais por aqui.

Pensando melhor…não foi uma despedida não. Foi um desejo de boa viagem e volte sempre porque sei que nossa amizade ultrapassa os limites do continente. Estou feliz de saber que existe a internet para poder me comunicar com ela e saber como os alemães estão aceitando a culinária brasileira. Boa sorte, queridos. Sucesso. Que Deus os acompanhe e clareie a consciência de vocês para fazerem o melhor.

Descanso momentâneo


Semana de provas chegou ao fim! Tchau, estresse! Sai para lá toda a tensão que carreguei nesse período….um grande suspiro: UFA! Acabou! Não para sempre, mas momentâneo.

Tempo de recuperar o fôlego, mas não deixar a peteca cair e tentar adiantar o que for possível dos próximos trabalhos e estudos para não ter crise de enxaqueca. Não desejo aquela dor para ninguém! Me sinto até mais leve e feliz….

Caos no metrô


imagem do jornal Estado de SP

Em tempos de eleição é interessante notar como os candidatos prometem mais trilhos de metrô e expansão daqui para lá, mas quando aparece um caos como o de hoje, as propostas ficam vazias e sem sentido.

Nesta terça-feira a linha vermelha do metrô de São Paulo paralisou. Para variar, o metrô não sabe, ou não quer falar, o motivo. Apontaram a culpa para os usuários que apertaram o botão de emergências e as portas foram abertas entre a estação Dom Pedro e Sé. Isto causou um efeito dominó e travou tudo. Alguns jornais apontam que o problema começou às 7h50, outros às 8h10. Eu fiquei sabendo do caos, antes da notícia, uma vez que a funcionária do meu pai ligou aqui avisando que iria se atrasar.

Mas  este post não é para noticiar a paralisação, mas sim lembrar algumas coisas. Eu ando muito de metrô e sei que as portas, supostamente, não abrem entre as estações. Quando pedimos socorro, somos obrigados a esperar que o trem chegue a plataforma seguinte para sermos resgastados. Outra coisa, tenho certeza que o trem estava parado há muito tempo para alguém ter apertado aquele botão. E pelas imagens da TV Record, percebi que era o trem novo que estava parado: sim…o trem ultra mega moderno que não tem janelas. Então, imagine a situação: o metrô corta a energia..e junto com ela o ar condicionado. Caos total. Desespero mesmo para sair daquele forno. Não é a toa que iriam disparar o alarme de segurança.

Confesso que fiquei feliz por terem aberto as portas na plataforma. Já fiquei presa dentro do metrô e sei que é terrível. Mais terrível ainda é ver que a imprensa nunca sabe o motivo, já que a assessoria de imprensa do metrô é realmente muito boa! Conseguem esconder as mortes diárias, acidentes e tem a maior facilidade para apontar que a culpa é o usuário.

Queria muito que tivesse um candidato ao governo de são Paulo fazendo campanha dentro do metrô hoje…ou qualquer outro dia em horário de pico, para eles verem que não é brincadeira e que merecemos respeito. Ao invés de brigar que um só entregou 650 metros de trilhos por ano, por que não se movimenta e faz o negócio funcionar? De que adianta ter  mil km de metrô se em falhas como essa somos tratados como números e ainda culpados por uma falha do sistema? Está na hora de repensar isso e também no seu candidato.

Este texto foi escrito às 9h33 e até este momento estava sem respostas quanto ao real problema que levou ao caos no metrô de são Paulo. O potal G1 foi esperto….ouviu quem estava preso. Teve uma fala que resume tudo o que eu falei:

‘Tivemos de andar sobre os trilhos’
“Eu estava no trem que parou na estação Sé. Ficamos mais de 15 minutos parados. Desligaram as luzes e o sistema de ar. As portas foram abertas pelo operador do trem e começamos a sair e andar pelos trilhos, pois os funcionários não nos dava informações. Quando passei em frente à cabine do condutor havia funcionários da manutenção tentando solucionar o problema.”
– Rodrigo Lucas dos Santos, internauta, São Paulo, SP  para G1

Intervalo


Dez dias sem nenhuma atualização por aqui…Calma! Não é sinal de abandono! Fase doida de final de bimestre ainda mais para quem deixou a maioria das coisas para fazer de última hora! Eu esqueci que não posso largar mão até meio de novembro…ai..fôlego e garra para dar conta..espero não ter um pire-paque e sobreviver até o dia 24/9…torça por mim.

Sonho e música


Eu acredito que o ser humano já nasce ansioso.  Quando nascemos aprendemos um bocado de coisas e somos sempre estimulados a querer saber mais e trilhar nosso caminho de acordo com as nossas vontades e desejos.

Mas, infelizmente, nem tudo acontece no ritmo que desejamos. Daí a ansiedade cresce mais. Lutamos e construímos a nossa base para que nossos sonhos aconteçam no momento esperado, mas às vezes – acredito que na maioria delas – não é bem na hora que queremos.

Por isso, fica mais fácil  acreditar que a realização de um sonho é como uma música instrumental. Ele começa impressionando…tem seus picos, mas pode haver momentos em que tudo está tão calmo que a impressão que dá é que não saímos do lugar. Mas basta lembrar que a música ainda tá rolando que a gente sabe que o que desejamos vai acontecer. E quando acontece…ah….nem preciso falar, né? A sensação é maravilhosa! Muito mais que um dever comprido…é a esperança renascendo dentro de nós e a felicidade verdadeira.

Para ilustrar esse momento, selecionei uma música. Pena que não sei o nome, mas ela representa bem essa coisa de sonhar e ver que tudo pode dar certo, mesmo que a realização não tenha seja exatamente como o ápice da música, é calma e sernea.

Vergonha alheia


Eu ainda não entendo porquê algumas pessoas gritam quando vêem alguém famoso. Sério. Por que? Eu fico imaginando o que deve passar na cabeça de um artista quando uma menina histérica aparece na frente dele e ao invés de dizer alguma coisa, ela só grita. E sabe o que é pior? Junto com o grito, vem as mãos na cabeça e 99,% das vezes, ela fecha os olhos ao emitir aquele som agudo e irritante.

Tudo bem…são fãs, eu até relevo. Agora….você ser estudante de rádio e TV e gritar como uma idiota quando vê um jornalista? Tudo bem que o Tiago Leifert merece a fama que tem, mas meu…ele foi até a sua faculdade ministrar uma palestra sobre o novo esporte na televisão praticamente exclusivo a você e seus colegas de sala e você ainda tem a coragem de dá uma de histérica dessas?  Gritou e se escondeu de vergonha….

Vergonha alheia total. Fico imaginando quando ela trabalhar em uma emissora…se é que vai trabalhar. Sério, gente! Eles podem ser famosos, mas não deixam de ser pessoas e, às vezes, você pode até ser melhor que uma celebridade. Pense nisso. Pode prestigiar, claro, mas seja sensato. Ainda mais se quer ser respeito. Fora isso,os meus ouvidos e os dos que estavam ali, agradecem.

Equilíbrio


Às vezes as coisas acontecem para a gente se mexer. Sair da zona de conforto e lutar por aquilo que precisamos para voltar a um equilíbrio.

Hoje a aula de comunicação comparada me fez refletir muito sobre muitas coisas, além das necessárias para o entendimento da disciplina.

Jean Piaget fala que ser inteligente é ter a capacidade de solucionar problemas.  Eu realmente tento ser inteligente e busco meu equilíbrio.

Fica meio difícil explicar o que quero dizer, pois como Ludwig Wittgenstein disse, minha linguagem é o limite do meu mundo e, no momento, não consigo expressar linguisticamente o que estou sentindo.

É, o professor tem razão…as quintas-feira são quase uma terapia…

Uma opinião sobre “Eclipse”


ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS

Ontem eu fui assistir  “Eclipse”, terceiro filme da Saga Crepúsculo.  Estava empolgada porque muita gente que detesta a série dizia ser o melhor até agora. Sem contar que fãs enlouquecidas compraram mais de 90 mil ingressos antecipados para ver a pré-estreia  às 0h00 do dia 30 de junho.  Até pensava que não seria possível assistir neste final de semana.

Mas como metade das salas do cinema que freqüento estava oferecendo o longa, consegui. Compramos pela internet para evitar demoras, jantamos e momentos antes fomos para a fila que já se formava na frente da sala.

O filme começa com uma sacada boa que não tem no livro. Grande mérito do roteirista.  Logo de cara sabemos como Riley foi transformado em vampiro. Este personagem até ganha um destaque que não havia no livro. Conhecemos seus pais e como Charlie, pai da Bella, fica preocupado com o desaparecimento do jovem rapaz.  Mas a parte surpreendente acaba aqui.  O logo da saga aparece e tudo começa a desmoronar.

Uma das milhares cenas de amor entre Bella e Edward

Não culpo o diretor, culpo o responsável pela montagem do filme. Isto porque em quase todas as cenas de diálogo os cortes de plano e contra-plano estão MUITO, mas MUITO mal feitos. A não ser que a ideia original fosse que a gente não visse o personagem que fala e somente aquele que está ouvindo.

Um exemplo, uma cena super delicada e engraçada entre Bella e seu pai na cozinha. Charlie tenta iniciar uma conversa sobre sexo seguro com sua filha. No livro, dá para sentir a tensão, mas na telona a cena fica esquisita. Quando Charlie está falando, só vemos a cara da Bella e vice-versa. Ainda mais quando ela anuncia que é virgem. O plano nela tem 1 segundo e já corta para um plano geral dela correndo para a escada. Aquilo me incomodou, pois em todo filme os planos e movimentações de câmera fazem com que a gente se sinta dentro do filme, como um figurante.  Basta lembrar da primeira vez em que Jacob aparece na tela: câmeras meio tremidas, planos curtos e em detalhes. E bem nesta da cozinha, há um corte brusco que nos distancia.

Os Cullen se preparando para lutar contra os recém-criados

O mesmo ocorre com a luta entre lobos, vampiros e os recém-criados. A cena de luta de Neo e Smith em Matrix, ganha de dez a zero.  Acho que aqui houve um abuso da tecnologia, é tudo tão rápido que não dá para entender muito. Só vemos borrões. Em Matrix, havia bons planos das reações dos personagens.  Mas a tecnologia teve seu lado bom sim. Os lobos foram muito bem feitos. Os pêlos são tão incríveis quanto os de Sully, em Monstros  S.A.

Voltando à montagem, enquanto eu assistia ao filme surgiu uma dúvida: será que quem não leu o livro está entendendo alguma coisa? Para quem não leu: quando Bella diz: “Sou a Suíça”, faz algum sentido para você? Se você leu o livro, faz.

No desespero de comprimir a história em algumas horas fez com que o filme perdesse a continuidade. Está tudo jogado.  Uma montagem bem esquisita e diferente dos outros longas da série.

Aqui me atrevo a fazer outra comparação: Eclipse é fantástico na direção de arte, os cenários estão lindos, atores mais preparados e o filme mais sombrio como no livro, mas como fã da série, Catherine Hardwick foi , para mim, mais fiel à adaptação. Com orçamento baixíssimo, o filme com certeza respeitou muito mais coisa que Eclipse.

Mas isso vai de gosto de cada um. É inegável dizer que a série tomou grandes proporções e deixou muitos cinéfilos e críticos de cinema bravos por uma história tão mamão com açúcar e com atores quase sem experiência ser aceita pelo público.  Dá vontade de rir. Sério. Falem bem, falem mal…mas tudo mundo está falando de “Eclipse”.

Eu poderia escrever muito mais coisa neste post, mas vou aguardar o resultado dele. Se rolar diálogo, escrevo mais.

O fim de um ciclo


ah...Paris...ainda vou lá

Quando entrei em jornalismo na PUC, eu tive que escolher uma língua estrangeira como grade do curso. Como eu já tinha terminado o inglês e estava no meio do espanhol, resolvi encarar o desafio de estudar francês. Foi um ano repleto de aulas, mas confesso que não havia entendido muita coisa. Por isso, no ano seguinte, me matriculei na Aliança Francesa.

Nunca me esqueço daquele primeiro dia de aula. Aquela sensação engraçada de não entender nada o que a professora estava falando, doía até o cérebro de tanto que eu forçava para entender. Mas esse desespero só durou os dois primeiros sábados de manhã, sim eu fazia aos sábados.

A turma era grande: 13 alunos. Dos mais diferentes estilos, idades e sonhos, mas todos ali com a mesma vontade: aprender francês. Depois que “peguei o jeito”, o básico 1 acabou sendo fácil. Tinha muitos jogos, falação e exercícios para praticar. A turma estava tão empolgada que até fizemos naquele semestre mesmo, um grupo de estudo.
Nunca vou esquecer da técnica da “cuspida e catarrada” para falar o verbo prendre da maneira correta.

No básico 2 já sentimos aquela derrubada: alguns não continuaram, outros repetiram (não sei como, sinceramente), mas fomos firmes. Tempos verbais e conjugações começaram a fazer parte da nossa vida. Foi tão legal conseguir contar uma coisa no passado!! Graças ao chapeuzinho do passé composé. Ficou marcado o desenho da casinha explicando quando usar être e quando usar avoir.
O mais engraçado é que eu nunca mais esqueci.

Fui caminhando e a turma diminuindo. Básico 3, Intermediário 1…quando chegou no 2, aconteceu o que eu esperava: a turma acabou. Não tinha alunos suficientes e lá fui eu fazer o curso de sábado a tarde. Affe!! Achava que seria terrível, mas a turma e as professoras foram tão incríveis que valia a pena perder meus sábados a tarde.

O problema veio quando entrei no avançado, tive que mudar de unidade e dei de cara com uma professora que não deu muito certo. Sabe aquela coisa de “santo não bate”? Pois é, eu entendi naquele momento o que significava isso.
Naquele semestre foi a primeira vez que me desencantei com o francês, isso depois de três anos.

Mal terminei o avançado 1 fui obrigada a parar. Tinha começado a trabalhar e ainda tinha aula aos sábados na faculdade. Foram 06 meses sem aula. Estranho, mas eu dava meu jeito. Ouvi muita música, lia muito e tentava participar de chats em francês.

Até que no início deste ano, tive a oportunidade de voltar: para a mesma unidade e horário de quando me matriculei pela primeira vez. Entrei numa turma que me recebeu de braços abertos e encontrei uma professora muito querida, que me incentivava enquanto eu ficava que nem louca entre francês-trabalho-faculdade.

Foi difícil conciliar tudo…e..neste sábado foi a última aula. Um sentimento engraçado estava dentro de mim. Um mix entre “alívio que terei meus sábados de volta”e tristeza que “mas já acabou?Queria mais”.

Enquanto aguardo o resultado do Delf B2, fico aqui com aquele sentimento de quando um ciclo se fecha. Foi assim com o inglês e espanhol…por que não iria ocorrer o mesmo com o francês? Para completar, só falta ir para Paris para ver como eu viro…ah..Paris…foi por causa deste lugar que resolvi estudar francês…

Salut, mes amies! Comme n’existe pas en français une éxpression sur ça, je vous dis: vou sentir saudades

O clube de Nietzsche


Lendo o post de Camila Fink a respeito do filme “O Segredo de teus olhos” me deparei com uma citação de Nietzsche e logo lembrei que em 2009 fiz em grupo um trabalho de comparação entre o filme “Clube da Luta” (1999) e o pensamento nietzscheano. E hoje, uma das componentes do grupo me pede para reenviar o trabalho. Aí pensei: “ah, vou colocar no blog também”.Então, segue abaixo o trabalho escrito por: Bruna Marques, Bruno Ravagnani, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli Rafael. Se você não gosta de spoilers, pare de ler agora.

Lavar o consumismo da sociedade de massa

A primeira vista “Clube da Luta” (Fight Club, 1999, EUA) do diretor David Fincher parece ser mais um filme superficial no qual o grande foco são as lutas para todos os lados, para a alegria dos rapazes, e a figura do Brad Pitt, para a felicidade feminina. Entretanto, uma olhada rápida na sinopse instiga as possíveis mensagens implícitas já na capa do dvd cuja imagem mostra um sabonete e o nome do filme.

Esta é a história de Jack (Edward Norton), um investigador de seguros de uma grande empresa automobilística. E logo no início do filme encontramos esse personagem redecorando a casa a partir de catálogos de móveis. E o que poderia ser algo fútil se torna interessante na medida em que ele reflete sobre o ato viciado de preencher os espaços vazios de sua casa. Jack se vê apenas como mais um escravo do consumismo que comprava tudo o que achava interessante sem saber o motivo, seguindo sempre mais um valor estabelecido pela sociedade. E para melhorar a nossa perspectiva, o personagem sofre de insônia.

Com o diálogo “…quando se tem insônia você nem dorme nem fica acordado direito.1”, Nietzsche remete este mesmo comportamento aos cristãos porque, para ele, os fiéis estão em um constante estado dormente de rebanho já que não vivem a vida plenamente por idealizarem um além-túmulo – vida após a morte-, ou seja, vivem de modo passivo sem seguir seus instintos e vontades, como são os cordeiros de um rebanho.

Esta moral de rebanho, submissão de modo irrefletido aos valores dominantes da civilização e da burguesia, é criticada por Nietzsche. A ação de Jack ao comprar todo o catálogo reflete o pensamento nietzschiano de que não somos seres humanos livres. Assim, o filósofo desenvolve o seu conceito de niilismo como uma não-crença em nenhuma verdade, moral ou hierarquia de valores pré-estabelecidos. A recusa, ou “reveja os seus valores e ouse ser você mesmo” é mais tarde retratada no filme a partir do personagem Tyler Durdern (Brad Pitt).

Quando Jack busca o médico para tratar sua insônia, é aconselhado a frequentar grupos religiosos de apoio às pessoas com câncer para que ele entenda o que é sofrimento de verdade. Deste modo, fica evidente que a sociedade está impregnada com o valor cristão de que a igreja é a única que acolhe os fracos e desesperados.

Em um desses grupos Jack conhece Bob, um portador de câncer nos testículos que devido ao tratamento desenvolveu mamas, de forma a parecer seios femininos e, ao descrever Bob, diz: “…entre aquelas enormes tetas suadas, enormes, tão grandes quantos Deus (…)”2, como uma metáfora do tamanho do poder de Deus e da Sua influência na sociedade cristã.

No filme, há dois personagens muito importantes, Marla (Helena Bonham Carter) e Tyler. Comecemos com Marla. Para o grupo esse personagem remeteria ao mito da caverna de Platão, pois ela entra na caverna das ilusões (grupos de apoio) e resgata Jack à sua realidade. Graças a ela, Jack deixa de se enganar e não acha mais conforto dentro dos grupos. Neste momento ele conhece Tyler, outro ponto em que a filosofia de Nietzsche aparece na tela.

Com Tyler, Jack é apresentado a uma nova forma de ver a vida, pois segundo o personagem a autodestruição é o que faz realmente a vida valer a pena e o homem não deve aceitar simplesmente o que lhe é dito e imposto. Esta é uma visão como o niilismo de Nietzsche, pois “um niilista é um homem que não se curva ante qualquer autoridade; nem aceita nenhum princípio sem exame, qualquer que seja o respeito que esse princípio envolva”3.

O fato de o personagem possuir uma empresa de sabonetes dá margem à interpretação de que ele veio para limpar Jack da sujeira da submissão. Esta limpeza é perceptível quando ele muda o seu comportamento conforme fica mais íntimo de Tyler.
Nietzsche, em O Nascimento da Tragédia, escrito em 1872, apresenta duas tendências básicas humanas de comportamento que entram em conflito: a tendência apolínea e a dionisíaca. A primeira é aquela que leva o homem a ter um desejo de ordem em sua vida, onde tudo possa ser o mais cristalino e claro possível e, segundo Nietzsche, esse comportamento era representado por Apolo, o Deus Sol, Deus da verdade, da moderação e da individualidade, do lazer, do repouso, da emoção estética e do prazer intelectual.

A outra tendência é a dionisíaca, que levava o homem a atos irracionais e selvagens. Nietzsche afirmava que esse comportamento era representado por Dionísio, Deus do vinho, das festas, dos bacanais.  Em outro livro, Ecce Home, Nietzsche afirma que “a realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de formas” e é exatamente a partir deste excerto que surge o clube da luta.

Jack, que sempre fora uma pessoa pacata e que seguia os valores estabelecidos pela sociedade, passa a se tornar uma pessoa que vê na violência e na selvageria uma forma de crescimento pessoal. Então, quando Tyler aparece sabemos que isso acontece por causa da necessidade de Jack de ter maiores alegrias em sua vida banal e rotineira. Tyler o incentivará rumo a ultrapassagem dos limites do certo e do errado e o Clube da Luta era o local onde aqueles homens revelavam seus verdadeiros instintos de animal e assumiam a vontade do poder e da força, era o local onde eles podiam ser eles mesmos, sem máscaras e também uma briga espiritual, a revolta contra a depressão que é a vida cheia de leis morais impostas aos homens.

As brigas podem ser vistas como uma forma de extravasar os instintos aprisionados pela moral burguesa, como se apanhar e bater transformasse Jack em indivíduo novamente, só que desta vez um ser humano livre. Mas, apesar de possuir características niilistas, Jack também cumpre regras, pois no Clube da Luta elas existem e são rigorosas e devem ser seguidas por todos, em quaisquer circunstâncias.

Outro momento que Jack segue e se vê vítima das regras, é quando ele inicia o Projeto Caos (para Nietzsche, os instintos humanos são o próprio caos), no qual os participantes estão proibidos de comentar com qualquer pessoa que não faça parte do projeto e, levado às ultimas consequências, Jack é quase castrado, já que essa era a regra para alguém que denunciasse a polícia sobre o Projeto, que tomou tamanha proporção que até mesmo os policiais faziam parte dele.

Ao tentar se desvencilhar deste novo rebanho, Jack percebe que Tyler não existe de verdade, mas só dentro da sua mente, o personagem de Brad Pitt é o alterego de Jack, porque ele exterioriza todos os sentimentos que estavam adormecidos. Na sociedade moderna o homem busca constantemente objetos que o definam como indivíduo, como o caso de Jack ao comprar móveis nas primeiras cenas do filme.

Esta busca reforça que o consumo é um modo de libertação, ou seja, com o capitalismo é possível gozar de felicidade por meio da compra. No filme, Jack não alcançou o gozo pelo catálogo, mas sim por meio do seu alterego. O problema está no fato de que assim como o consumidor fica preso aos produtos, o personagem se vê preso à Tyler, como um vício já que ele realiza todos os seus desejos sem frustrações.É como o cristianismo para Nietzsche, um vício do qual as pessoas não se livram. Entretanto, Jack assume uma postura nietzschiana e ousa a ser a si mesmo, matando seu alterego, dando um tiro em si mesmo, tornando-se livre.

Veja o trailer do filme

1Fala do personagem Jack. Retirado do filme “Clube da Luta”, 1999
2 idem
3 Retirado de http://ateus.net/wiki/index.php?title=Niilismo. Acessado em 15 de setembro de 2009.

 

Texto publicado no site da Cásper Líbero.

Vencedor do Casperito 2009


Quase esqueci de falar sobre isso por aqui. Com a cobertura do Oscar lembrei que eu já ganhei um prêmio, em equipe, claro.
No ano passado, o primeiro trabalho prático que tive como estudante de rádio e tv foi criar uma história sem palavras em áudio com até 1 minuto. A dificuldade foi tremenda! Como fazer isso?

Lá se foram dois sábados a tarde!! A ideia do roteiro foi tranquila: um rapaz está na casa da namorada quando o amigo chama ele pra balada. Com uma desculpa esfarrapada, ele deixa a namorada e vai curtir. No meio da festa, uma garota se aproxima e “flerta” com o cara. Ele cai na dela, mas uma amiga da namorada vê tudo e liga contando o “bafão”. Quando o cara volta pra casa, lá vem a briga. E o nome da história: “A traição“. Clique no link para ouvir.

O trabalho não foi muito bem aceito pela professora e a nota no bimestre confirmou que ela esperava mais do grupo. Porém, no final do ano aconteceu uma grande surpresa!

Lá na faculdade tem, todo ano, uma premiação chamada “Casperito” e os alunos do primeiro ano podem participar. Aliás, tem até uma categoria específica para eles. Confesso que inscrevi esse trabalho quase sem esperanças, mas na hora H fomos premiado como melhor áudio dos alunos do primeiro ano! É isso ae!! aha uhu…o Casperito foi nosso!! eheheheh

2010 tem mais!

Elenco: Bruna Marques, Livia Di Bartolomeo, Mayara Picoli, Rafael Batista e Vinícius Peres

A= namorada
E = amigo
I = amiga da namorada
O = namorado
U = a outra

Gravando!


Trabalhar no Ikwa me exige uma atividade que eu, particularmente, gosto muito: fazer reportagens em vídeo. Para mim, cada matéria é um novo desafio que me entrego de corpo e alma porque eu aprendo muito com os entrevistados e comigo mesma. A cada gravação sinto que vou dando mais um passo e ao ver a matéria no ar, sinto que estou evoluindo. E dentro disso, tem vezes que um vídeo se destaca.

E esta semana foi ao ar uma matéria que com certeza vou guardar no coração pra vida inteira. “Duas carreiras ao mesmo tempo” foi muito especial para mim nem tanto pelo assunto, mas como a equipe resolveu abordar o tema. Ela fala de pessoas que têm dois empregos e mostra como eles lidam com a rotina puxada. E eu senti na pele o que é se dividir em duas para dar conta do trabalho.

Thumb da matéria que foi ao ar hoje, 03 de março de 2010

A ideia da duplicação não foi minha, mas veio num momento muito especial. Foi muito trabalhoso gravar, regravar, trocar e destrocar de roupa, decorar texto e ainda pedir que o Ikwa inteiro ficasse sem falar alto pra gente conseguir gravar as intervenções na matéria. Mas confesso que a dor no corpo e o cansaço compensou o resultado final e me sinto orgulhosa. Só tenho a agradecer por ter participado de algo tão legal.

Espero de coração que a gente tenha mais ideias criativas assim porque além de ter aprendido muito, a diversão foi garantida. Sei que este texto tá muito meloso, mas quero deixar claro que não foi encomendado, foi só a consequência de um trabalho bem feito: satisfação.

A alegria vem junto com o sentimento de: “será que o público vai gostar?”Eu espero que sim. Se você ficou curioso para ver a matéria, acesse aqui e não deixem de comentar, aqui ou lá, o que acharam.

Para ver todas as inserções, inclusive as que não foram para a matéria, veja o vídeo abaixo.  Participação do Newman me ajudando nas falas! Valeu,  Minhoca