Renda extra trabalhando a partir de casa


Olá, tudo bem?

Procuro pessoas que queiram fazer renda extra trabalhando a partir de casa sem deixar de fazer o que faz hoje.

 

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Coisas da Tatá – Manual do fã


Recebi o lindo convite da Tatá para participar do seu canal no youtube, o Coisas da Tatá. E quando ela me falou o tema, sabia que ia me divertir muito gravando com ela.

Eu sou fã de um bocado de gente. De anônimo a famoso. E você?

Uma das coisas que sempre me choca é a criatividade (ora positiva, ora negativa) que um fã tem para demonstrar o seu amor e chegar perto ao seu ídolo. Então, veio o tema: como seria o manual do fã?

O que você não deve fazer?

O resultado deste divertido vídeo, você assista dia 28 de setembro, às 20 horas.

Mas, enquanto isso, fica o teaser.

Teaser 2

 

saiu o vídeo!

50 seguidores!


50

Eu não tenho palavras para expressar o que estou sentindo. 50 seguidores no blog, é isso? A realidade é que tenho pleno consciência do quanto isto é numeroso tendo em vista que não sou um blog fitness, não sou blog de beleza, sou um blog que traz textos de auto ajuda e algumas resenhas, que pretendo tornar cada vez mais frequentes.

Eu só tenho a agradecer a você que resolveu me seguir. Não sei o motivo, mas saiba que você se tornou especial pra mim. Só me dá mais força para não desistir, para continuar lutando por aquilo que eu gosto: escrever.

 

Frozen – O que é o amor verdadeiro?


Finalmente, depois de muito tempo querendo, conseguir assistir a “Frozen – um aventura congelante”. Apesar da música “Let it go” ser sucesso, optei por assistir  à animação na versão dublada. Sim, sou daquelas que gosta de ver desenho na minha língua rs rs

***spoiler****

frozen

Quando eu vi os primeiros teaser´s, criei uma imagem totalmente diferente do filme. Jamais pensei que a Disney realmente já estava mudando a forma como tratar as personagens femininas. Achava que a Elsa era tipo a rainha má da Branca de Neve e que ela queria matar a ruivinha. Me enganei rs.

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Na história, Elsa e Anna são princesas de Arendell e irmãs inseparáveis. Elsa tem o poder de “lançar” gelo e neve pelas mãos e, durante uma brincadeira, Elsa sem querer ataca sua irmã. Para a segurança de Anna, sua memória é apagada e Elsa se esconde dela e do mundo, pois teme não conseguir controlar o seu poder.

Anos depois, no dia da coração de Elsa como rainha, um acidente acontece e todo o reino descobre seu poder. Ao contrário de todos, Anna não se intimida e quer ajudar a irmã que foge para as montanhas. A aventura começa aqui, ela conhece novos personagens e enfrenta diversos perigos para ajudar a sua irmã.

O que mais me chamou a atenção neste desenho foi a questão do que é o “amor verdadeiro”. Quando Anna é atingida pelo poder de Elsa, seu coração começa a congelar. A cura só acontece através do amor verdadeiro. Nos contos de fada tradicionais a resposta estaria no beijo de um belo rapaz, certo?

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Pois bem, em “Frozen” não foi assim. Quando Anna está quase recebendo o beijo verdadeiro e, quase morrendo, ela vê sua irmã em perigo e decidi salvá-la. Ignora sua fraqueza e como seu último ato da vida, impede que Elsa seja morta. Está aí, bem claramente, uma demonstração de amor verdadeiro. Claro que, para ajudar a entender isso, o bonequinho da neve repete a frase: isto é o amor verdadeiro.

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Amor verdadeiro é amor entre irmãos. Claro que filosoficamente podemos expandir o conceito de irmão para além do convívio familiar, mas eu fiquei admirada pela ideia da Disney de dizer que encontramos o verdadeiro amor dentro de nossa família. É muito lindo isso. E olha que maravilha: amor é a chave para Elsa controlar seu poder. Lindo, né?Com certeza é uma animação que toda criança (e por que não adulto) deve assistir.

Outra coisa que me chamou a atenção e me fez gostar ainda mais do desenho foi que Esza precisou se aceitar. A música “Let it go” faz sucesso, na minha opinião, justamente por ser no momento em que ela se assume. Sim, ela tem poderes….sim, ela pode ser do jeito que é. E uma das coisas mais difíceis na vida é sabermos justamente quem somos e nos aceitarmos.

Arrasou, Disney…mais uma vez!

 

Vale a leitura


Retuitando este incrível post: Como ser incrivelmente mediano 

Autor: Sylvio Ribeiro

Entre os maiores desejos que as pessoas costumam ter estão morar no exterior, fazer trabalho voluntário, escrever um livro e morar na praia. Infelizmente, isso quase nunca acontece e elas arrumam um emprego, casam, tem filhos, viajam quando dá e nunca tem tempo para escrever um livro tampouco ajudar os outros, praia só carnaval. “Muitas pessoas pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”, disse Tolstói uma vez.

Na ânsia por querer conquistar certas coisas na vida –casa própria, carro, um bom emprego–, as pessoas esquecem de viver e só se dão conta disso quando já têm tudo que precisam menos aquele sonho antigo. Aí elas se acham velhas demais para realizar e morrem sem nem tentar,um pouco frustradas pela vida ter passado tão depressa. Uma vida assim está longe de ser ruim, mas acho que todos nascem para ter uma experiência extraordinária aqui, viver do seu jeito e deixar a sua contribuição. Chris Guillebeau é um desses caras que podemos ter inveja da vida que leva, ele já conheceu todos os 193 países do mundo e trabalha como escritor provocando as pessoas a fazerem o mesmo: o que quer que você tenha vontade. O dele era viajar, qual é o seu?

Um dos mais inspiradores (e famosos) textos do Chris é um guia sobre “como ser ordinariamente mediano”, leitura obrigatória a todos que querem não apenas uma vida feliz, mas uma vida completa. Aqui está a minha versão do guia.

AVERSÃO À RISCO

A maneira mais fácil de levar uma vida tranquila é aceitando tudo que lhe dizem. Não se destaque, faça o que os outros fazem e você estará seguro. Consiga um emprego normal, de preferência através de um concurso público e você não precisará se preocupar mais com nada. Certifique-se de nunca ser o primeiro a erguer a mão quando perguntarem algo.

FACULDADE

Já que todo mundo que você conhece fez ou está fazendo, é melhor você fazer também. Isso, provavelmente, irá garantir um emprego que pague bem e lhe permitir desfrutar melhor da vida, do jeito que os mais velhos vivem. Conforto. Gaste os 4 ou mais anos conhecendo bares, entregando os trabalhos depois do prazo e reclamando dos professores. No final, é quase certo que você estará com canudo nas mãos de qualquer jeito. Certifique-se de seguir a carreira que seus pais sempre quiseram.

FINANÇAS PESSOAIS

Trabalhe para comprar. Comece pela casa própria financiada em parcelas suaves pelos próximos 20 anos, planeje cada cantinho com móveis sob medida para impressionar as visitas e, quando der, financie aquele carro de luxo que você tanto desejou e continue reclamando do preço exorbitante da gasolina à medida que ela vai subindo. Quando algum programa de TV ou comercial pedir a sua doação, troque de canal, afinal há sempre alguém por trás lucrando muito com as criancinhas carentes ou portadores de deficiência. Quando estiver de bom humor, doe R$10,00. Quando ficar triste, compre algum eletrônico ou roupa cara, você merece por trabalhar tanto.

Certifique-se de priorizar o cartão de crédito em vez do dinheiro, a satisfação da compra é maior apontam as pesquisas.

VIAGENS

Como é bom viajar! Ou será que bom mesmo é tirar um monte de fotos em terras estrangeiras e compartilhar em redes sociais? Seja como for, viaje uma ou duas vezes para fora do Brasil na vida, mas opte por destinos seguros como Paris, Londres, Madrid ou Miami. Fuja do mochilão e pegue a excursão para evitar problemas. Tem McDonald’s e Subway em mais de 100 países, então você não corre o risco de comer algo que possa estragar a sua viagem. Inglês é o idioma do mundo, não se incomode em tentar usar a língua do país, mas quem sabe eles não entendam um pouquinho de português né? Ou melhor, você não encontra um brasileiro por lá?

Certifique-se de que tudo está em completa ordem antes de pegar o avião, hotel, translados, passeios e dinheiro, muito dinheiro.

TRABALHO

“Se você trabalhar esperançosamente, 8 horas por dia, quem sabe não vire patrão e trabalhe doze todo dia” escreveu uma vez o premiado poeta Robert Frost. Uma maneira agradável de dizer que trabalhar demais não é o melhor caminho para ser feliz, partindo do princípio que ser feliz envolve mais tempo para curtir a família, hobbies e outras atividades. Quem ama o que faz, nem chama seu trabalho de trabalho, então isso não vale para as raras pessoas que tem o prazer de fazer o que ama. Para a grande maioria, dinheiro e reconhecimento são os dois principais motivos. Há quem trabalha duro porque sonha em montar seu negócio, dar mais conforto à família, ficar rico ou ter uma boa aposentadoria. Viver só depois, para isso a gente se aposenta aos 65.

Então, as pessoas leem Você/SA, fazem um ou dois MBAs que pouco irão ajuda-las a lidar com os problemas do dia a dia (devido à baixa qualidade do ensino ou incongruência do curso com a posição na carreira), passam o dia em reuniões inúteis, se vangloriam de resultados, culpam os outros pelos resultados, falam mal dos chefes diariamente, nunca chamam a responsabilidade para si e desistem após primeiro grande fracasso. Essa é a típica vida corporativa. Cheia de panelinhas que servem para proteger uns dos outros como se fosse uma grande disputa. Em algum momento, será necessário mediar conflitos, foque-se na questões de personalidade em vez de valores.

Certifique-se de que todos vejam que você está trabalhando, isso é mais importante do que tentar resolver grandes problemas e até inovar.

AUTORIDADE

Jamais desafie a máxima “sempre foi feito assim”. Os mais velhos nunca erram, certo? Novas ideias são para grandes empresas inovadoras, deixe para os americanos, apenas fique ligado para copiar o mais fiel possível. Quando todos disserem A, evite dizer B, mesmo que você acredite com todo o seu coração e tenha argumentos para embasar. Afinal, se ninguém perguntou, é porque não quer saber. E quem é você para discordar com o diretor? Se todo mundo é contra algo, seja também. Se todos estão a favor, vista a camisa. Ser popular é “cool”!

Certifique-se de que há alguém abrindo o caminho antes de dar o primeiro passo

NÃO SE PREOCUPE, SEJA FELIZ

É arriscado ser diferente. Ideias não convencionais assustam. Experimente dizer para sua mãe que irá deixar seu ótimo emprego em uma grande empresa, ou fechará seu consultório ou empresa bem sucedida para fazer outra coisa. Prepare os ouvidos…

O mundo é mediano, os diretores da maioria das empresas são medianos e políticos só são espertos o suficiente para tirar proveito disso. Você quer ser feliz? Então siga esses conselhos, de verdade. Evite frustrações, grandes desafios, medo de se arriscar e do novo. Você terá a companhia de bilhões de outras pessoas que levam uma vida incrivelmente mediana.

Ou Pare e olhe o que você está fazendo com a sua vida, ainda dá tempo de ser alguém extraordinário e levar a vida que você sempre quis.

Baseado no artigo: “How to be Unremarkably Average”

Enfim, formada


28.01.2009 - Colação de grau - Jornalismo e Multimeios - PUC - realizado no TUCA

A passagem de estudante para jornalista

 

 Colação de grau – 28.01.2009 – Jornalismo e Multimeios – PUC – realizado no TUCA

Foram 04 anos acordando às 5h00 com o céu escuro…

04 anos pegando o metrô muitas vezes lotado e as filas intermináveis do ônibus…

04 anos subindo aquelas rampas e sentando naquelas cadeiras minúsculas…

04 anos para perceber que não sou mais criança…

04 anos de uma longa caminhada.

 

Antes de entrar numa universidade, imaginava um mundo totalmente diferente pelo que passei. Aliás, este mundo existiu, mas percebi que eu não precisava, necessariamente, fazer parte dele.

 

 Eu pude continuar a ser quem eu era sem ter que me adaptar para ser uma universitária. É claro que para isso, deixei de fazer muito amigos que eu sabia que dentro de 01 ano não teria mais contato. Entretanto, posso dizer com toda a sinceridade do meu coração que foram poucas, mas essenciais, as pessoas que eu hoje chamo de amigo. E elas sabem que eu não preciso nomeá-las.

 

Manter a minha essência me deixou fora de bares, baladas, JUCAs e churrascos e de muitas rodinhas, mas não vejo isso como problema porque eu desfrutei a universidade de uma outra forma. Aprendi, com uma dessas pessoas que chamo de amiga, a estudar, a pesquisar e a não ter medo de ultrapassar os limites dos trabalhos e até mesmo de vê-los de outra forma.

Foram inúmeros os domingos e feriados em que me reunia com essas pessoas para transformar os trabalhos em aprendizado e diversão. Não sinto, de forma alguma, que desperdicei meus finais de semana, pois eles foram todos mais que válidos e os guardarei com muito carinho dentro de mim, até sentirei enormes saudades.

 

Aprendi também que a teoria (e olha que foi muita) não se aplicava somente ao exercício da profissão, mas a nova pessoa em que eu pude me transformar.  Eu me olho no espelho e vejo que amadureci sem deixar os meus princípios de lado e isso me deixa orgulhosa.

 

Ontem foi a confirmação de que esses 04 anos já passaram e que, a partir de hoje, meus professores já me chamam de “colega de profissão”. É uma imensa felicidade saber que eles, os nossos grandes orientadores na profissão nos reconhecem como jornalistas e não mais como estudantes. Para mim, é o grande motivo da colação de grau.

 

Participei de todas as colações de graus: 8ª série, 3º colegial, mas nenhuma me causou a emoção de vestir a beca como ontem. Quando eu coloquei o capelo eu vi que havia completado uma fase muito importante na minha e me senti vitoriosa por estar colando o grau de uma universidade tão conceituada  num curso que faz parte de mim.

 

Os discursos foram o meu momento de reflexão. Vi os 04 anos passando diante dos meus olhos e confesso que neste momento as lágrimas caíram de felicidade.  Ao ouvir meu nome, o momento em que estava confirmado. Peguei o canudo, vi a alegria dos meus familiares e amigos presentes e gritei dentro de mim: ESTOU FORMADA!

 

 

08/08/2008 – Chove em São Paulo


Ok..demorei, mas cá estou com um texto cujo tema foi sugerido numa aula na Puc, hoje mesmo.

 

 

05h00. O despertador já me avisa que está na hora de levantar, mas um som estranho me chama atenção. Abro a janela e já vejo: chuva! Não é garoa, chuvisco, é chuva mesmo! É o som da lembrança, da imagem do colorido dos guardas-chuva em meio a uma rua cinzenta e dos joelhos molhados. Por que às vezes parece que a chuva cai de baixo para cima? Para que serve realmente um guarda-chuva? Deve ser para proteger as “chapinhas” femininas, pois a única coisa que ele mantém seco, é o cabelo.

Mas, está na hora de sair e travar a batalha. Será que chegarei seca ao metrô? Duvido, mas é uma luta que não quero perder. Não basta caminhar pela rua, tem que desviar dos bueiros entupidos e das mais variadas poças que impedem a minha rota ao destino, além dos carros que não se importam de evitar aqueles lagos próximos das calçadas.

Após vinte minutos, chego. Perdi a batalha, mas a guerra continua. Sinto-me um cão molhado, chacoalho o guarda-chuva e percebo que não sou a única. Outros cães se sacodem e eles alcançam onde a chuva não conseguiu.

Fila. Aquele amontoado de pessoas esperando o ser humano que esqueceu de carregar o bilhete único e insiste em passar pela catraca. Paciência. Finalmente, passo. Desço a escada e sou recebida pelo vento molhado enquanto o metrô não chega.

As luzes indicam que está a caminho, mas não é possível saber se está lotado. A janelas estão embaçadas pela respiração e pelo calor humano dos cidadãos que embarcaram na estação anterior. A chuva aperta. A abertura das portas me lembra a explosão de uma boiada e quando menos espero, me encontro dentro do vagão. Calor demais. Um apito me avisa que iremos partir. Uma, duas, três, quatro estações…calor, balanço, suspiro. Falta pouco. Abro um espaço na janela embaçada e vejo que a radial leste está tão cheia quanto este vagão.

Estação terminal Palmeiras – Barra Funda. Até que enfim! Mas a guerra não terminou.  A chuva aperta e ainda tenho que pegar o lotado 875P – Ana Rosa, o ônibus que todos da zona oeste pegam para ir à avenida paulista. Depois de muito treme-treme, empurra-empurra, chego ao meu destino. Mais chuva. Trânsito, poças, businas, joelhos molhados, frio, calor…Ligo o MP3 player para ouvir aquela voz que me diz: “08/08/2008, chove em São Paulo”, como se eu já não soubesse. 

 

 

Como tudo começou…


Quando era mais nova, houve uma febre de blogs, weblogs, blogger…enfim..quase todo provedor cedia um espaço gratuito para usuários que desejavam ser lidos na web.

Com as minhas colegas de escola, montei diversos blogs, mas nenhum teve uma vida longa…afinal utilizava o blog como um “diário virtual” e praticamente se resumia a pequenos relatos da minha vida.

Obviamente cansei e acabei desativando.

Hoje, a menos de um ano para me formar em jornalismo, resolvi voltar a escrever como uma forma de praticar e como uma terapia neste ano de TCC.

E, para inaugurar, publico uma pequena crônica que escrevi hoje pela manhã, com a revisão de uma grande amiga, Camila Fink.

Manchas  

Por Livia Di Bartolomeo 

O seu nome é Carlos, tem 28 anos e está na profissão há um mês. Nunca pensou que algo tão inimaginável pudesse ocorrer em tão pouco tempo de serviço. O dia havia amanhecido como qualquer outro, a não ser pela ligação de seu chefe avisando que aquele seria o momento de monitorar uma importante rodovia da cidade. Por mais que fosse domingo, ele estava contente com a oportunidade que lhe havia sido confiada. 

 Chegou ao local com uma hora de antecedência para conhecer os seus companheiros daquela tarefa que muitos achavam tediosa. Num determinado momento, seu superior deixa o posto para tomar seu café da manhã e Carlos encontra-se só diante de telas de monitoramento. Observa que alguns ultrapassam a velocidade e que um determinado carro pára no acostamento.Tudo acontece muito rápido e a sua única reação é chamar seu superior, mesmo sabendo que não deveria interromper o “coffee break”. Irritado, seu chefe derruba o café em sua camisa nova.

Ao fim de tudo, Carlos volta a trabalhar no departamento. Está chocado com o que viu e ainda por cima por ter que lavar a camisa manchada. Seu horário de trabalho volta ao normal, mas naquele dia foi dispensado mais cedo para ir à lavanderia. No caminho, filosofa sobre a “mancha” enquanto observa a camisa.

Ao chegar na estação de metrô depara-se com uma fila imensa e muitas pessoas desesperadas. Nessas horas não há final de expediente e assume seu papel de policial. Se junta aos colegas que já estavam no local e nota a presença de uma ambulância com as portas abertas e uma equipe de pessoas vestidas de branco carregando uma maca na qual transportavam um homem.

Vê manchas avermelhadas no caminho. Manchas. Em dois dias, já havia visto três, mas ele sabe que serão lavadas e os especialistas garantem que deixarão de existir. O que eles não sabem é que existem certas “manchas” que são permanentes e por mais que sejam apagadas da superfície, elas ficam na memória. Mas Carlos sabe que aquela da camisa deve ser tirada.