Como passar no vestibular ao redor do mundo?

Antes de arrancar os cabelos por causa das provas, entenda como se tornar universitário em diversos países

Por Livia Di Bartolomeo

Terror de quase todos os estudantes do terceiro ano do ensino médio, o vestibular apareceu no Brasil pela primeira vez em 1911. O responsável foi Rivadávia da Cunha Corrêa, na época Ministro da Justiça e dos Negócios. Ele instituiu o vestibular pois o número de interessados em estudar nas universidades já ultrapassava as vagas disponíveis.

Com a raiz derivada do latim vestibulum, a palavra vestibular significa entrada e este conceito foi usado pela primeira vez, como processo seletivo, em meados do século X, na China. O motivo era o excesso de candidatos às vagas oferecidas para funcionários no palácio do imperador. E adivinhe qual era o método aplicado? Sim, já eram as provas!!

Foram necessários oito séculos e uma Revolução Francesa para que este sistema alcançasse a Europa e mais tarde, o Brasil. O vestibular sofre algumas alterações em alguns países e para entender as diferenças e semelhanças do sistema ao redor do mundo, fica mais fácil começar pelo modelo adotado no Brasil.

Com algumas exceções, cada universidade brasileira tem o seu processo seletivo individual, mas todas utilizam provas,dissertativa e/ou de múltipla escolha, para realizar a seleção dos bixos mais “aptos”. Pouco importa o histórico de notas do estudante até então. Modelos parecidos você encontra na Austrália, China e em Cabo Verde, na África do Sul.

Entretanto, há países que não se contentam em aplicar uma prova e preferem aumentar as etapas do processo seletivo. Este é o caso dos Estados Unidos, onde os alunos fazem o exame SAT (Scholastic Aptitude Test) e enviam histórico de notas, cartas de recomendação dos professores e escrevem um texto sobre a sua escolha profissional, chamado essay, além de passarem por entrevistas individuais. Quem tem atividades extracurriculares pode ter mais chances de entrar, pois as instituições acreditam que isso demonstra liderança.

No Japão é um pouco diferente, pois lá é aplicado um exame nacional e, após a aprovação, os alunos fazem as provas específicas de cada universidade e testes de personalidade, para ver se o perfil do aluno é o adequado àquela instituição.

O Egito também utiliza o sistema de prova única, mas apenas nas universidades públicas. Há alguns requisitos básicos um tanto inusitados, como a entrega de um atestado médico comprovando que o candidato não tem nenhum tipo de doença infecciosa e que tem condições para concluir o curso.

Além disso, o aluno não escolhe o curso porque as vagas são preenchidas de acordo com a nota obtida nessa prova. Caso ele não consiga a pontuação para a carreira desejada, ele pode optar pela faculdade particular. Sem contar que quem mora mais perto da instituição ganha pontos extras, pois o governo não incentiva migrações. O problema é que os egípcios só podem prestar o vestibular uma vez na vida e, por isso, é comum iniciarem a preparação para a prova três anos antes.

Para quem é contra as provas como melhor método de seleção deve olhar para o Canadá, Grécia, Argentina e Dinamarca. No Canadá e na Dinamarca o aluno é selecionado a partir da análise do histórico escolar, ou seja, se foi bom aluno a vida inteira é aprovado automaticamente.

Para estudar na Grécia, você tem que ser sortudo, literalmente. As vagas para a única universidade pública são preferencialmente para alunos maiores de 23 anos, mas se o número de interessados for maior que as vagas, todos entram num sorteio eletrônico para ver quem estudará naquele ano. Isso mesmo, é na sorte. Por outro lado, se sobrar vagas, a universidade aceita alunos menores de idade.

Agora, se você é contra qualquer método de seleção, seu lugar é na Argentina ou na Bélgica. Para ser universitário basta ter concluído o ensino médio. Mas lembre-se que o clichê “é fácil entrar, o difícil é sair” se aplica perfeitamente nesses dois países, pois só chegam a receber o canudo aqueles que tiverem notas boas durante todo o curso. As universidades têm vagas para todos e este modelo aceita toda e qualquer inscrição, independente de processo seletivo, mas se o aluno não atinge notas suficientes durante a graduação é reprovado e deixa de ser universitário.

E ai, prefere ser universitário onde?

Fontes: PBS, como tudo funciona, college aps,
time, uca, wikipedia, Eap, Uol, timesonline

Publicado no site Ikwa em 05/10/2009

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