Entre cobras e lagartos

Fomos até o Instituto Butantan passar o dia com a Aline, estagiária de biologia, que cuida das cobras do museu biológico

Por Livia Di Bartolomeo

É bem comum encontrar pessoas que tenham medo de cobras (eu sou uma delas), mas este não é o caso de Aline Gama, 20 anos, estagiária do museu biológico do Instituto Butantã. “Eu adoro cobras e acho que as baratas tem as carinhas mais fofas do mundo”, afirma a estudante do último ano de biologia da Universidade Santo Amaro – Unisa.

A paixão por animais um tanto exóticos começou desde cedo, mas ela optou por biologia porque “nunca seria capaz de sacrificar um cachorro tenho mutia dó”. Ela optou por biologia para cuidar de animais que as pessoas temem, como as cobras. A estudante conseguiu o estágio voluntário por indicação de um professor ao mostrar interesse pelos répteis. “Quero fazer meu mestrado voltado para pesquisa sobre a adaptação de cobras e serpentes de cativeiro para a natureza”

Fomos visitá-la numa segunda-feira, dia em que o museu está fechado para manutenção geral. Nos bastidores do Instituto Butantã, vemos uma grande equipe que se divide entre limpeza dos aquários, das cobras, iguanas e sapos além da alimentação dos animais.

Dia a dia
A rotina da estagiária é bem corrida. Ela se divide entre a quarentena, biotério e setor extra. No primeiro, ela ajuda a veterinária no manejo dos animais a serem tratados. Usa toda a técnica aprendida com os biólogos já formados para pegar as cobras com os ganchos de maneira correta para que a veterinária aplique os remédios necessários.

No museu, ganhamos uma visita monitorada. Enquanto ela falava com todo o carinho sobre cada animal que estava lá, contou que o trabalho da equipe do museu é limpar os aquários para criar um ambiente o mais próximo possível da natureza para os animais da exposição. Ela não trabakha dentro do museu, mas no decorrer da semana, ela passa por lá para manter o contato com as dúvidas das pessoas e aprender junto com eles.

O biotério e o setor extra é onde ficam as cobras e outros animais de reserva do museu, caso algum que esteja em exposição adoeça ou morra. Lá, Aline cuida da limpeza, manutenção de cada caixa e cataloga os animais que defecaram ou fizeram muda. “Todo o trabalho é feito, pelo menos, em dupla, por medidas de segurança”, diz a estudante que já foi mordida por uma cobra não peçonhenta.

“Eu sabia que a cobra era calma só que eu tinha esquecido que naquele dia tinha ido no setor extra cuidar dos ratos e a minha mão estava cheirando a camundongo. Aí já viu, né? Ela me mordeu”, lembra. No biotério, tivemos sorte de encontrar uma muda inteira de uma cobra peçonhenta que será usada para o projeto “Saiba mais” – um dia da semana no qual o público pode tocar nas cobras e aprender mais sobre esses animais para perder o medo. Será que devo ir?

Publicado no site Ikwa em 02/02/2010

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One comment

  1. Nw é só ela que adora cobras “♥♥♥”, eu também 😆 , o meu principal animal favorito é a “(_COBRA_)”, pÓrem não gosto de barata

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