Esse cara existe?!


No meio do frisson “Saga Crepúsculo” duvido que não haja um ser do sexo feminino, independente da idade, que não tenha alguma vez sonhado em ter o cara perfeito na vida. Vampiros e lobisomens a parte, venho falar de outra coisa, mas do mesmo assunto.

Na faculdade somos desafiados a realizar coisas que antes a gente nem parava para pensar sobre. E tem uma matéria, aliás, um professor, que adora botar nossa cabeça para funcionar. Pois bem, o tema do trabalho era discutir o que é a realidade, quem está falando a verdade e outras questões que filósofos ficaram anos discutindo e que nós da casa dos 20 anos devemos começar a refletir.

O que é a realidade? Difícil responder porque ela é uma experiência individual única já que está diretamente ligada à consciência (Edmund Husserl). Pensando que a consciência nunca é pura, é sempre alguma coisa, pode-se dizer que ela se dá a partir da experiência. Aí está o problema. Como ninguém passa pela mesma experiência que o outro, ela só tem significado dentro da consciência de cada um. É complicado fazer o outro saber o que você passou, ele pode ter uma ideia. O engraçado é que mesmo que ele passe por uma mesma situação, a experiência para ele pode ser diferente da sua.

Ficou complicado? Vamos simplificar. Desta vez, resolvi ficar na frente das câmeras e aproveitar a minha semelhança com Ana Luisa para colocarmos em prática a teoria que escrevi precariamente (a aula foi infinitamente melhor) . Livia (eu mesma) acredita que tem no namorado perfeito, mas a sua irmã Ana acha que ela inventou esse cara. (Foi por causa disso que iniciei o post falando de namorado perfeito). As duas têm certeza da sua versão da história…mas e ai, ele existe? Espero a sua resposta, mesmo que seja algo que diga para eu nunca mais atuar (rs).

Grupo: Ana Luisa Pacheco, Bruna Marques, Caio Ramos, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli.

Sintonize sua história


No dia 02 de junho coloquei aqui no blog um post chamado “ Radionovela”. Nele eu falava de um programa que fizemos para a disciplina de produção de rádio. Após ouvir algumas críticas construtivas, resolvemos mudar o sentido do nosso programa.

Deixou de ser radionovela e passou a ser um programa onde as pessoas enviam as suas histórias e nós da rádio fazemos a encenação. O tema desta edição é: choro de mãe, baseado no conto escrito dia 26 de abril de 2010.

O resultado você vê aqui.

Na locução: Ana Luisa e Mayara Picoli

Voz do alfinete: Rafael Fillipini (Sintonize a sua história)

Vozes da vinheta de abertura: Mayara Picoli, Renata Canales, Marcelo Viesti e Guilherme Cintra

Alfinete Rádio Ramos: Livia Di Bartolomeo e Bruna Marques

Edição: Robertinho

Você participaria deste programa?Mandaria a sua história? Dê a sua opinião, ela é muito importante.

Radionovela


Fazer faculdade tem as suas vantagens. Na hora de fazer trabalho em grupo, as risadas são quase garantidas. Ainda mais quando nenhum integrante é ator e resolve, mesmo assim, fazer uma radionovela. É deste trabalho que venho falar.

Para a disciplina de Produção de Rádio, devíamos criar um programa: jornalístico, musical, radionovela..enfim… o que a nossa criatividade permitisse. Baseada no texto que escrevi em 29 de abril, Choro de mãe – que por si só já é baseado em fatos reais-, resolvemos fazer uma radionovela.

Como era uma adaptação, escrever o roteiro foi mais simples. Numa noite de terça-feira, na mesa da cantina, eu,  Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos e Mayara Picoli, sentamos e escrevemos o roteiro. Marcamos a gravação e fomos à caça dos sons que comporiam nosso trabalho. Resolvemos encarar nós mesmos os papeis de atores para aumentar a diversão.

Chegado o dia de gravar…altas risadas. Na hora que era para chorar, eu ri. Na hora de falar, o Caio se perdeu e a Mayara deu um show com um sotaque tirado não sei de onde. A Ana fez dois papeis graças a sua capacidade de emitir sons diferentes quando ela fala, sim ela é uma dubladora. E a Bruna como sempre atenciosa e porque ela acha que tem a voz fina, foi a criança da radionovela.

Contamos com a ajuda do Robertinho, que trabalha lá na Cásper. Ele deu uma super força na hora da gravação, mas não deixou de rir com as nossas presepadas.

Ouça pelo Uol Mais aqui

O hábitus de cada dia


Este post eu destino ao trabalho de comunicação comparada a respeito do hábitus. Você sabe o que é isso?

Hábitus é o princípio estruturador e gerador de práticas, gosto, ações e percepções adquiridos ao longo da sua trajetória social. Em outras palavras, é o princípio que te faz agir do jeito que você age. É uma ação tão profunda que se torna inconsciente e você chega ao hábitus a partir de um longo processo de aprendizagem. Confuso? Simples, basta pensar em andar de bicicleta. Não se lembra como foi difícil aprender? Então pense em quando você aprendeu a dirigire em como você dirige agora. Parece tudo simples, certo? Mas não é bem assim.

Basta lembrar de todas as coisas que você faz sem pensar e todos os conceitos que você incorporou. Tudo é culpa do hábitus. Se dá para mudá-lo? Dá sim, mas imagine mudar uma coisa que é tão enraizada em você? É um grande desafio.

Somos bombardeados com informação e constantamente vamos reformulando nosso hábitus, isso se dá de forma automática porque somos domestificados, mas tem certas coisas que “não descem”, sabe? Imagine a seguinte situação: Você aos 20 anos sabe, provavelmente, mexer em um computador e acessar um blog – senão não estaria lendo isso aqui -, mas a minha mãe, por exemplo, tem quase 50 anos e só agora ela está aprendendo a mexer no computador. Ela tem bastante dificuldade em assimilar as coisas, enquanto que para mim é tudo muito simples. Isso acontece porque meu hábitus se rearranja o tempo inteiro enquanto que o dela está há muito tempo enrraigado. Mas, caros leitores, para ela não ficar mal, vamos inverter a situação: você acha que eu entendo tão bem de cozinha? Nem de longe. Ela com certeza sabe muito mais. Por que? Porque cozinhar não está incorporado no meu hábitus. Com o meu blog eu estou tentando incorporar ao hábitus: atualizá-lo sempre, no mínimo uma vez por semana…

Ó céus! Chega de divagar! Vamos ao trabalho. Baseado nas aulas e nesse viagem ae encima, meu grupo: Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos, eu e Mayara Picoli brincamos com duas gerações para tentar desmistificar a confusão que acabei de fazer a respeito do hábitus. A história é a seguinte: a neta pede que a avó a leve na casa da amiga.  Se interessou? Então clique aqui e ouça.

O primeiro curta a gente nunca esquece


Desde pequena eu adoro filmadoras e câmeras fotográficas. Se você não acredita, basta pedir uma daquelas fitas VHS da minha infância que você vai ver eu gritando pro meu pai: “ filma eu, pai. Filma, eu”. Pois é, o que era só registro familiar virou hobby mais tarde quando a minha família comprou a primeira JVC, estilo handcam.

O gosto pela brincadeira fez com que eu usasse a criatividade e regravasse os clipes da minha musa na época (sim, podem rir. Eu tinha 14 anos e adorava a Britney Spears). Como não tinha nenhuma técnica de edição, a gente pausava a música e a filmagem junto para mudar de cenário e lá ia o play de novo. Até hoje me surpreendo que a música nunca cortou. Ficavam bem bacanas, pena que não tenho nenhum desses vídeos mais.

Tudo mudou quando apareceu aqui em casa uma filmadora de HD. Nossa…foi sensacional! Nunca me esqueço da alegria ao descobrir que poderia passar o vídeo para o computador e gravar em DVD. Tanta tecnologia… e eu ainda não sabia mexer em nada.

Até que entrei na faculdade. Aí me encantei mais ainda. Vi pela primeira vez uma ilha de edição de perto. Confesso que era MUITO amadora, mas era uma ilha. No primeiro dia que vi a mulher capturando e editando e foi daí que eu resolvi instalar o adobe première em casa e aprender a editar na marra. Muitos foram os vídeos simples, como montagem de fotografias até chegar nas matérias de 1 minuto para a PUC.

Fui me aprimorando, lógico que com muita ajuda de amigos, até que me embrenhei em filmar festas de dança do ventre. Foi uma época de grande aprendizado, onde fucei mesmo no programa e me vi fazendo coisas que nem imaginava.

Por causa disso, resolvi encarar um grande desafio: fiz meu tcc em vídeo – um documentário a respeito de feiras livres. Um dia eu dedico um post especialmente ao meu TCC e a tudo que se passou.

Apesar de este post já estar enorme, o foco dele é o meu primeiro curta-metragem. Pra quem não sabe, estou fazendo a segunda graduação em rádio e TV e foi lá que tive a oportunidade de fazer isso.

Claro que não fiz nada sozinha, todo o trabalho foi em equipe. Confesso que foi muito gratificante ver que uma simples ideia de personagem transformou-se num curta que eu jamais esperava ser capaz de produzir.

A elaboração do roteiro não foi nada fácil e quando ficou pronto, olhamos pra ele e pensamos:  “praticamente impossível filmá-lo nas condições que temos para gravar”. Tínhamos apenas 4 horas e não podíamos ir além do quarteirão da faculdade. Mas encaramos o desafio e gravamos em 3h30. Inacreditável como tudo foi se encaixando e quando acabamos a gravação eu só olhei pra Ana, da equipe, e disse: “Fizemos o impossível, a gente conseguiu!”

Eu estava acabada de cansada, mas extremamente feliz. Quando fui editar eu me surpreendi com o resultado. E eis abaixo o trabalho que realizamos. Não ganhamos o Casperito, mas o sentimento de realização valeu por todo o esforço.

Confiram!

“Sem serviço” (2009)
Agitação de cidade grande, as pessoas sempre com a tecnologia pindurada na orelha. Neste mundo comtemporâneo há uma contradição com a ajuda de um mensageiro do passado: Hermes (Caio Ramos). Há muito tempo ele anda sem serviço por causa dos aparelhos celulares já que os humanos o trocaram pelo SMS. Até que um dia, ele percebe que Márcia (Leila Brambilla) não recebe um torpedo importante e resolve ajudá-la, entregando a mensagem ele mesmo.

Este é um trabalho dos alunos do 1 RTVC da Faculdade Cásper Líbero

Ana Luisa Pacheco, Bruna Carvalho Marques, Bruno Teixeira, Danilo Sala, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli Rafael

Para quem gosta dos bastidores, confira o making of