Frozen – O que é o amor verdadeiro?


Finalmente, depois de muito tempo querendo, conseguir assistir a “Frozen – um aventura congelante”. Apesar da música “Let it go” ser sucesso, optei por assistir  à animação na versão dublada. Sim, sou daquelas que gosta de ver desenho na minha língua rs rs

***spoiler****

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Quando eu vi os primeiros teaser´s, criei uma imagem totalmente diferente do filme. Jamais pensei que a Disney realmente já estava mudando a forma como tratar as personagens femininas. Achava que a Elsa era tipo a rainha má da Branca de Neve e que ela queria matar a ruivinha. Me enganei rs.

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Na história, Elsa e Anna são princesas de Arendell e irmãs inseparáveis. Elsa tem o poder de “lançar” gelo e neve pelas mãos e, durante uma brincadeira, Elsa sem querer ataca sua irmã. Para a segurança de Anna, sua memória é apagada e Elsa se esconde dela e do mundo, pois teme não conseguir controlar o seu poder.

Anos depois, no dia da coração de Elsa como rainha, um acidente acontece e todo o reino descobre seu poder. Ao contrário de todos, Anna não se intimida e quer ajudar a irmã que foge para as montanhas. A aventura começa aqui, ela conhece novos personagens e enfrenta diversos perigos para ajudar a sua irmã.

O que mais me chamou a atenção neste desenho foi a questão do que é o “amor verdadeiro”. Quando Anna é atingida pelo poder de Elsa, seu coração começa a congelar. A cura só acontece através do amor verdadeiro. Nos contos de fada tradicionais a resposta estaria no beijo de um belo rapaz, certo?

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Pois bem, em “Frozen” não foi assim. Quando Anna está quase recebendo o beijo verdadeiro e, quase morrendo, ela vê sua irmã em perigo e decidi salvá-la. Ignora sua fraqueza e como seu último ato da vida, impede que Elsa seja morta. Está aí, bem claramente, uma demonstração de amor verdadeiro. Claro que, para ajudar a entender isso, o bonequinho da neve repete a frase: isto é o amor verdadeiro.

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Amor verdadeiro é amor entre irmãos. Claro que filosoficamente podemos expandir o conceito de irmão para além do convívio familiar, mas eu fiquei admirada pela ideia da Disney de dizer que encontramos o verdadeiro amor dentro de nossa família. É muito lindo isso. E olha que maravilha: amor é a chave para Elsa controlar seu poder. Lindo, né?Com certeza é uma animação que toda criança (e por que não adulto) deve assistir.

Outra coisa que me chamou a atenção e me fez gostar ainda mais do desenho foi que Esza precisou se aceitar. A música “Let it go” faz sucesso, na minha opinião, justamente por ser no momento em que ela se assume. Sim, ela tem poderes….sim, ela pode ser do jeito que é. E uma das coisas mais difíceis na vida é sabermos justamente quem somos e nos aceitarmos.

Arrasou, Disney…mais uma vez!

 

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Enrolados


A nova animação da Disney 3-D promete boas risadas. Quando vi o cartaz pela primeira vez achava que “Enrolados” seria uma completa sátira à história da Rapunzel, mas me enganei.

Tem claras referências, mas é uma história que parece infantil, com toques de ironia, amor e belas lições de moral. Tudo isso com um roteiro muito bem escrito e imagens que fazem jus à nossa imaginação quando lemos algum conto de fada.

A história é sobre uma princesa chamada Rapunzel, raptada por uma mulher por causa da propriedade mágica de seus cabelos. Seus loooongos cabelos não podem ser cortados, senão perdem o poder como a história de Sansão.

O sonho da garota é sair da torre onde vive, mas sua mãe a proíbe e coloca os típicos medos de quem quer prender alguém.  Um dia, por mera coincidência, um rapaz (ladrão) tenta se esconder na torre ao fugir de um cavalo muito engraçado. É aí que aventura começa.

É muito difícil uma obra da Disney me desanimar e esta mais uma vez me agradou em cheio. Mesmo com o cinema lotado de criancinhas (eu temia os choros e a impaciência delas) a experiência valeu a pena.

Ainda desconfio se este filme foi realmente feito para crianças. Se foi, com certeza eu ainda não cresci.

Um comentário sobre “Como treinar o seu dragão”


Soluço e Banguela em "Como treinar o seu dragão"

Uma história aparentemente tosquinha surpreende nos diálogos, ou ausência deles, e na montagem. “Como treinar o seu dragão” é uma adaptação do livro “How to train your dragon” de Cressida Cowell e  conta a história do desajeitado Soluço, filho de um grande Viking.  Eles moram numa aldeia que vive sendo atacada por dragões e a função destes vikings é exterminar todos.

Ao contrário dos jovens da sua idade, Soluço é franzinho e não tem aptidão para lutar contra dragões, mas tem sede de provar suas habilidades. Numa dessas, inventa uma catapulta para capturar as feras e, por acaso, consegue prender aquele que todos temem: Fúria da noite, o dragão que só aparece à noite e destrói tudo que vê pela frente. Incapaz de matá-lo, Soluço o liberta e a partir daqui a animação ganha ritmo.

Os planos são mais curtos e a montagem bem surpreendente. Mas pra mim, o melhor de tudo foi a expressão do Banguela, nome dado ao Fúria da noite. Fiquei encantadíssima a observar como a computação gráfica vai além do esperado e consegue passar emoções que nenhum diálogo passaria. Aliás, diálogo verbal entre o menino e o dragão não existe, mas você entende perfeitamente tudo que está acontecendo.

Os diretores Dean DeBlois e Chris Sanders usaram muito bem a montagem paralela entre o crescimento do relacionamento do menino e do dragão e o treinamento de Soluço como viking.  “Como treinar o seu dragão”é uma animação da Dreamworks e na mesma linha de Kung Fu Panda e Espanta Tubarões traz uma moral da história. Neste caso, trata-se de não julgar aquele que você não conhece.

Não sou nenhuma cinéfila, mas este filme encantou tanto que resolvi falar dele aqui. Se interessou?  Dá uma olhada no trailer. A animação ainda está passando no IMAX e nos principais cinemas.

Ficha Técnica
Título Original: How to train your Dragon
Direção: Chris Sanders & Dean Deblois
Roteiro: Will Davies, Chris Sanders, Dean Deblois
Adaptado da obra de: Cressida Cowell
Elenco: Jay Baruchel, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrera, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, T.J. Miller
Produção: Bonnie Arnold
Produção Executiva: Kristine Belson, Tim Johnson
Direção de Arte: Pierre-Oliver Vincent
Supervisor de Efeitos Visuais: Craig Ring
Chefe de História: Alessandro Carloni
Chefe de Animação de Personagens: Simon Otto
Supervisor Estereoscópico: Phil McNally
Chefe de Efeitos: Matt Baer