Expectativas


Algo que aprendi entre julho de 2013 e hoje é não crie expectativas.

expectativa

Não confunda expectativa com objetivos e metas, são coisas bem diferentes.

Expectativa: Estado de quem espera algum acontecimento, baseando-se em probabilidades ou na possível efetivação deste.
Desejo intenso por algo próspero: expectativa de um bom trabalho. Dentro disso, encontramos como sinônimo a palavra esperança e como antônimo a desilusão.

Objetivo:É o que se quer alcançar , o que move as pessoas a agirem ou a tomar alguma decisão.

Pois bem. Quando criamos expectativa de algo que acaba não dando certo o choque é muito grande. Eu, por exemplo, tinha a expectativa de hoje já estar no meu peso ideal ou que meu marido adivinhasse certos desejos e vontades que tenho. Coitado, por que fui colocar uma responsabilidade desta nas costas dele? Piadas à parte, ninguém nasce com bola de cristal, não é mesmo?

E conversando com amigas notei que o maior problema de qualquer tipo de relacionamento é a expectativa que criamos em cima do outro. A decepção quando este “desejo” não se realiza é tão grande que está sujeito a raiva aparecer. E até mesmo a mágoa. E isso está errado.  Não sou muito de ler livros de auto ajuda, mas confesso que já li alguns como o famigerado “As mulheres são de marte e os homens são de vênus” e já vi alguns vídeos na internet satirizando os clichês das brigas de casais. E não tem jeito: homem e mulher pensam diferentes. Aliás, qualquer pessoa pensa diferente de você. E partir do momento em que você começa a aceitar isso, as coisas podem ficar mais fáceis. Mas, calma que não é suficiente.

Algo que tenho praticado é ser mais direta. Não grossa, mas por exemplo, mais clara quanto ao meu desejo. Vou dar um exemplo caseiro: “Amor, você pode lavar a louça agora?” Dependendo da resposta dele, eu ainda explico por que quero que ele faça aquilo naquele determinado momento. E voilà: as coisas acontecem. Antes, eu só pensava “Bem que ele podia fazer x,yz…” e o coitado nem sabia o se passava na minha cabeça. E eu ficava brava sem motivo algum.  Pra que, né? O mesmo acontecia com algum colega de trabalho, eu tinha dificuldade em dizer o que queria e quando a pessoa não adivinhava, eu ficava muito brava.

Este pensamento em relação à expectativa tenho expandido a outros relacionamentos também: profissionais, familiares e até de amizade. Tenho procurado não esperar muito das pessoas e quando quero algo delas, eu tenho falado mais claramente. E  vou confessar: não é fácil. Acredito que temos medo de falar o que pensamos por receio de uma rejeição, mas mais uma vez, ninguém é obrigado a fazer aquilo que você quer. E outra coisa que aprendi com a vida: o não a gente sempre tem, mas tente, vai que você encontra o sim?

Relacionamentos, de qualquer natureza, são difíceis. Porque não existe um dominador, existe uma igualdade – ou pelo menos deveria existir – e por isso é tão difícil.  Mas ajuda se colocar no lugar do outro e ouvir seu próprio pedido. Assim, você aprende a olhar pra si e ver quem você realmente é e o que quer da vida.

Estou filosofando bastante, né? Ainda mais depois de ter ficado bastante tempo sem postar. Na verdade, eu havia começado este post em agosto, mas por falta de tempo (ou planejamento?) acabei deixando pra lá. Mas é um assunto que tenho gostado bastante de pensar a respeito e, por isso, resolvi postar.

Essa coisa de crescer não é fácil, mas quem disse que precisa ser sofrida? Vivendo e aprendendo. Crie objetivos e não expectativas….

Sinalize sempre


placas_sinalize

Sou daquelas pessoas que gostam quando há clara sinalização. Exemplo, pra mim é de suma importância saber qual é o banheiro feminino e qual o masculino. Ou se tal rua é mão única…coisas do tipo.

Mas o que aconteceu comigo no sábado não foi bem este tipo de sinalização. Eu entrei no casamento errado! Isso mesmo que você leu.

Coincidentemente, dois sítios vizinhos estavam celebrando um casamento no dia 6 de setembro. Logo que entramos na rua, vimos alguns motoristas parados e um homem com roupa de pai de noivo. Como eu conheço apenas a família da noiva, perguntamos ao homem onde estacionar. Ele indicou e entramos. Não tinha ninguém na porta para receber os convites individuais e o homem nem nos preguntou quem éramos.

Assim que entrei, dei de cara com aqueles famigerados quadros do casal com espaço em branco para assinar. Para a minha “sorte” o casal na foto estava de costas e a foto estava escura, sendo assim, não estava conseguindo reconhecer o casal. Até aí, tudo bem. Peguei a caneta e escrevi “Muito amor na vida de vocês. Beijos Li e Thi”. Assim que terminei de fazer isso, um frio me passou pela barriga. Resolvi olhar o lugar porque sentia que tinha algo errado.

Foi quando fui até a mesa do bolo e vi que a noivinha era loira. Loira? Calma, lá! Minha amiga é morena! Muito sem graça, puxei o marido de canto e disse:

“Amor, acho que estamos no casamento errado”. Saímos discretamente e na porta, uma plaquinha minúscula apontava o nome de outro sítio.  Começamos a rir muito. E percebemos que havia mais gente perdida por ali.

Caminhamos até o sítio ao lado e chegamos ao nosso destino. Segundo o rapaz que estava na porta para receber os convites, não fomos os primeiros a entrar no casamento errado naquela noite.

No fim da história, chegamos a tempo para a cerimônia (que chorei muito rs) e fiquei pensando na cara do casal desconhecido lendo o meu recadinho no quadro rs rs rs Me senti quase no filme “Penetras bom de bico”.

 

 

 

Você está grávida?


Esta é uma pergunta que tem me rondado muito desde que casei.  O meu casamento aconteceu no dia 7 de julho de 2013 e foi casar que as piadinhas a respeito de gravidez começaram.

irritada

A vontade é esta quando me fazem esta pergunta

Frases como “Vai voltar da lua de mel grávida”, “Tá treinando muito?”, “quando vem o herdeiro?” e coisas do tipo eu até relevava, mas quando começaram as afirmações no tempo presente de ‘você está grávida?’ o cenário mudou.

Não bastava eu responder, ainda simpática, “não, não estou”, eu era obrigada a ouvir explicações para a pergunta como: “ah..então vai ser logo, porque eu estou sentindo que você vai engravidar” ou “não vai demorar muito não, né?”

Tá…por que a pessoa não pode sentir que vou ficar rica? Ou que vou realizar uma viagem incrível? Por que existe esta pressão absurda de se ter um filho logo depois de casar?

Eu confesso que não tive pressão para casar, mas pra ter filho, parece que querem que eu encomende pra ontem. Calma lá, sociedade maluca.  Calma lá, pessoas! Cada casal é um e só depende de mim e o meu marido esta decisão.  Tá a fim de ver um bebê? Faz você, ué.

E eu me sinto numa fase de curtir apenas o meu marido. Criança, apenas afilhada, sobrinho (sim, vocês podem perguntar para a Marcela se ela está grávida, porque ela está depois de CINCO ANOS DE CASADA) e priminhos.

cegonha

Pedi ajuda para o santo google e tenho notado que muitas mulheres têm pressão para engravidar e as respostas delas são muito parecidas com as minhas. E alguns esclarecimentos também.

E lembre-se que, se você tivesse um filho, alguém te cobraria pra ter mais um. Se você tivesse dois meninos, alguém iria falar pra você tentar ter uma menina. Se você tivesse três, alguém te diria que é filho demais. E se você estivesse grávida, todo mundo iria passar a mão na sua barriga. Ou seja, intrometidx é o que não falta. ” (como lidar com a pressão de ter filhos)

Ai vai ter quem pense “Lívia, não estou te pressionando, mas torcendo por você”, pois bem…leia isso:

Pressão social atrapalha quem deseja engravidar

VERDADE. O estresse e a expectativa de uma gravidez que não está ocorrendo fazem muito mal ao casal. Cobranças sutis ou ostensivas, principalmente por parte de mães ou sogras, só aumentam ainda mais o estresse. A maternidade não tem que ser uma obrigação, e sim um prazer.

O que quero dizer com tudo isso? Simplesmente, pare de perguntar a qualquer casal se querem/quando vão ter filhos. Deixem eles quietos. Quando acontecer, pode ter certeza que você irá saber.

 

E você, cara leitora ou leitor, já sentiu a pressão para ter filho logo?

Tchau, 2013


Pensa num ano que virou o meu mundo do avesso? Sim, foi 2013. Muitas coisas aconteceram, muitas mesmo. Mudanças extraordinárias que quando paro para analisar, parece que vivi 5 anos e não apenas 12 meses.

Fazendo uma retrospectiva, vamos lá:

Em janeiro uma grande decisão foi tomada: Amor e eu marcamos a data do casamento. E compramos a viagem para Paris. Assim, tudo de uma vez! Eu ia casar e logo em seguida realizar o sonho de conhecer esta cidade luz maravilhosa. Como uma boa ariana, a ansiedade passou a fazer companhia todos os dias.

Neste ano, foquei na alimentação e vida saudável. Conheci o muay thai, boxe e até encarei a musculação. Entre idas e vindas encerrei o ano com o mesmo peso que iniciei: 70 kg. Emagreci um tempo, voltei a engordar e no final das contas posso até dizer que mantive o peso rs. Não era bem o peso que queria, esperava estar agora com 60 kg, mas..faltou mais determinação.  Não irei usar a desculpa do casamento não, foi falta de planejamento mesmo. Eu nunca tive um ano tão estressado e ao mesmo tempo tão feliz. O lado emocional ficou a flor da pele durante todos os meses. Alguns sustos no caminho, algumas decepções, mas sei que aprendi e amadureci um bocado.

– Lado incrível de 2013: casei, moro na minha própria casa, ganhei uma afilhada muito amada e amadureci
– Lado tenso: nada de emagrecer e algumas outras coisinhas que prefiro deixar pra lá e começar 2014 com mais firmeza.

Metas para 2014?
Minhas 30 resoluções:

Não está por ordem de prioridade, posso ir completando em ordem aleatória.

1) Sair do sobrepeso. Isso significa pesar abaixo de 62 kg. Ou seja, nos próximos 12 meses, tenho que diminuir 9 kg na balança.
2) Usar manequim 40. Atualmente estou no 44/46.
3) Ter a medida da cintura abaixo de 80 cm. Atualmente, 88.
4) Beber mais água, todos os dias.
5) Malhar pelo menos 144 vezes ao ano, o que daria uma média de 3 vezes na semana. Caso consiga ir mais, beleza. Se uma semana for apertada, vou mais vezes na semana seguinte.
6) Anotar todos os treinos e alimentações em uma agenda.
7) Correr 5 km em 30 minutos (na rua e na esteira)
8) Adeus refrigerante por um ano
9) Ir para a praia ao menos 6 vezes em 2014
10) Ler 10 livros
11) Fazer algum curso
12) Atualizar o blog toda a semana
13) Tirar mais fotos, imprimir mais fotos
14) Editar mais vídeos
15) Conhecer um lugar novo
16) Comer chocolate no máximo 1 vez por semana. Anotar quando comer.
17) Correr em algum parque ao menos 8 vezes no ano.
18) Me estressar menos
19) Comprar patins e voltar a andar
20) Participar de pelo menos 4 corridas de rua
21) Cozinhar receitas dukan e outras receitas mais saudáveis
22) Continuar trabalhando com o que eu adoro
23) Comprar uma sapateira e criados mudo.
24) Rir mais
25) Fazer as unhas com mais frequência (aprender de uma vez ou ir mais vezes ao salão rs)
26) Usar protetor solar e hidratante todos os dias
27) Assistir à uma peça de teatro
28) Ir mais vezes na piscina
29) Namorar/maridar muito
30) Me amar mais! Muito mais!

Bora lá! Que 2014 seja incrível! E quais são os seus planos para 2014?

Casamento #1


Assim como criei a série “Paris#”, venho com a “Casamento#”. Isso para ajudar quem vai passar por isso.

Para o primeiro post a respeito de Casamento, escolhi o tema “Papelada”

Imagem

Algumas coisas importantes a respeito da papelada:

1) Como será o seu casamento?
Existem diversas maneiras legais (nos termos jurídicos) para você casar. Você pode casar diretamente no cartório, casar na Igreja com efeito civil (quando o padre/pastor/entidade religiosa também atua como juiz de paz) ou casar em diligência, ou seja, quando você leva o juiz de paz para casar fora do cartório, que foi o meu caso.

Independente da sua escolha, o cartório diz que você deve ir com um prazo mínimo de 90 dias anterior a data até, no máximo, 30 dias antes do dia especial para dar entrada nos documentos.  É neste momento que você irá pedir uma habilitação para casar. Isso mesmo! Pensa que é só assinar e pronto?! Nada, você tem que dar entrada nesta habilitação aí. Para que ela serve? Depois de você ir ao cartório, esta habilitação fica disponível por 15 dias ao público para ver se há algum impedimento na união do casal.

Como fazer isso? Vá ao cartório mais próximo da sua residência. Leve certidão de nascimento, RG, comprovante de residência e duas testemunhas (podem ser padrinhos do seu casamento mesmo).

A pessoa que irá te atender irá fazer um cadastro seu e do seu futuro cônjuge. Neste momento você já decide se vai fazer comunhão total, parcial ou separação total de bens. É aqui também que você vai dizer onde vai casar. Depois de preencher tudo, você vai ao caixa pagar as taxas e as testemunhas vão lá (testemunhar, obviamente). Você vai embora com o protocolo para retirar a habilitação 15 dias depois.

No mesmo dia em que demos entrada, resolvemos visitar o cartório para onde iriam transferir os nossos documentos. Lá, já deixamos a data e horário agendados, passamos o endereço do local do casamento e nos entregaram um formulário, um para o noivo e outro para a noiva, para que preenchêssemos com um casal cada de padrinhos que iriam assinar no momento da cerimônia. Acabamos escolhendo o mesmo casal de testemunhas.
E eles também te dão um prazo máximo para levar a habilitação e este formulário preenchido.

Quando a habilitação ficou pronta, levei no cartório. Tudo conferido e bonitinho, só me restou aguardar a data do casamento, com o aviso de “noiva, não atrase” (levei tão a sério que cheguei antes, mas isso é mais pra frente). No dia do casamento, eles te entregam a certidão de casamento prontinha e linda.

É basicamente isto. Mas prepare o bolso que foi uma grana. Sim, casar em diligência chega a sair por um pouco mais que mil reais…

Pensando bem, eu TAMBÉM prefiro ser magra!


Este post é dedicado à minha leitura do livro “Pensando bem, prefiro ser magra”, da Camilla Pires, autora do blog pensandomagro.net no qual ela conta como emagreceu mais de 20kg.

Antes de entrar no âmbito do livro, quero falar como conheci o blog dela. Acho que, como toda mulher, eu sempre fui encanada com o peso. Tudo bem que nunca fui obesa, mas sempre tinha aquela coisa de “ah, queria emagrecer mais alguns kgs”, mas de uns anos para cá eu percebi um aumento de peso forte na minha vida.

Tudo começou quando entrei na faculdade de jornalismo. Sim, a rotina mudou. Até então eu ia para a escola a pé, fazia aula de educação física etc. Olhando as minhas fotos, realmente eu não era assim gordinha, estava até no peso considerado normal, mas tinha aquela barriguinha de tanto comer porcarias.

Com a faculdade a balança foi subindo. Ainda mais quando comecei a estagiar. Tive os meus primeiros trocados e gastava quase tudo em comida: café, pão de queijo, chocolate, o famoso pastel da PUC às terças de manhã…saídas com o namorado sempre envolviam gordices. Terminei jornalismo com quase 60kg. Para os meus 1,59 m ainda era considerado normal, mas estava ficando incomodada.

A coisa piorou quando entrei no curso de rádio e tv à noite e passei a trabalhar em período integral. Comecei a engordar muito e no ano de 2011 eu descobri o blog da Camilla enquanto procurava no google algumas dicas de como emagrecer. Eu li o blog dela muito rápido e percebi que a saída era reeducação alimentar. Mas eu fui teimosa e tentava dietas doidas, do tipo de ficar sem comer, mas na semana seguinte atacava o Mc Donalds. Ou pior, comia regrado um dia e detonava no outro. Cadê a reeducação? Sei lá onde ela andava…

Fui em médicos, fiz exames e só via a minha saúde indo para o saco. Eu tentava emagrecer, mas a força de vontade ia embora rapidinho. Era emagrecer 2kg que voltava a comer como uma porca.

O resultado? Iniciei 2013 com 70,1kg! O maior peso que tive na minha vida.  E pra completar estava no que chamam de sobrepeso. Nem fiz a minha avaliação física na academia porque eu sabia que a gordura estaria gritando “achei você, achei você”.

Foi um choque tão grande entrar na casa dos 70 (tenho 1,59m) que dei um basta. Estou com casamento marcado e não quero olhar para o meu álbum e me ver gordinha. Sem contar que estou no melhor momento da minha vida, por que ficar deprimida com um corpo que sinto vergonha? Por que ficar chateada que tem gordura saltando da calça? Por que ter vergonha de usar biquini? Por que não posso correr de shorts senão as coxas assam?

E eis que a Camilla lança o livro “Pensando bem, prefiro ser magra”. Obviamente que comprei. Mas antes de começar a ler, eu já tinha enfiado na minha cabeça que EU precisava mudar. Não adiantava culpar a minha mãe pelas deliciosas gordices que ela prepara, ou pelo brownie com sorvete que a lanchonete vende ou pela infindável quantidade de frituras à minha disposição e muito menos brigar com o noivo toda vez que fôssemos comer fora de casa. A mudança tem que ser minha. Partir de mim e de mais ninguém. O mundo não conspira contra mim, eu que conspirava contra mim mesma.

Aos 28 dias após largar a fritura, fugir dos doces e evitar qualquer coisa que poderia ser ruim para o meu emagrecimento, tomei coragem para ler o livro. Digo coragem porque eu sabia que seria um tapa na minha cara.

E foi! Ler o livro dela foi quase como me ver ali. Sim, temos histórias diferentes, mas os motivos para engordar e fingir que aquilo não estava acontecendo comigo, foram os mesmos. As desculpas para não emagrecer, as mesmas. As dificuldades emocionais na adolescência, também. É um livro muito fácil de se identificar, ainda mais quem quer emagrecer.

Eu sempre quis emagrecer, mas será que queria mesmo? Foi essa pergunta que me passou pela cabeça enquanto lia. O que eu fazia para mudar a minha atitude? Nada! Qual era o meu foco? Onde estava a minha força de vontade? Percebi que não tinha o “meu motivo forte” para querer mudar.

Ela passou pela morte do pai e deu a volta por cima. Eu tenho o meu pai, lindo ao meu lado. Eu precisaria de um baque desse para acordar pra vida? Não! Não é possível! Eu preciso acordar antes.

Eu comecei a minha reeducação alimentar no dia 2 de janeiro de 2013, inicialmente pensando no vestido de noiva, mas já estou sentindo que dentro de mim está nascendo uma força maior: a de ser saudável. E o meu desejo para 2013 é esse: saúde!

Quem me conhece de perto ainda fala que não estou assim tão gordinha. Mas eu me sinto um balão e sei que dentro de mim as coisas não devem estar assim tão lindas. Este livro me deu o chacoalhão que eu estava procurando.

Agora, falando do livro:

É uma delícia de ler. Parece que ela está sentada na sua frente contando a vida dela. É uma linguagem simples, de mulher para mulher, um depoimento sincero de uma pessoa que está na sua luta e que vê a luz no fim do túnel. É um ser humano comum falando dela mesmo. Existe algo mais verdadeiro do que isso? Algo mais fácil de se acreditar? Por isso que o blog e o livro são sucessos.

Tive que concordar com muitas coisas que ela escreveu ali, principalmente com a parte da aceitação social. Pra mim, tudo aquilo é verdade. Sim, eu acredito que as pessoas mais saudáveis são melhor aceitas pela sociedade, mas digo isso porque elas mesmas se aceitam.  O gordinho que se sente incomodado, fica acuado, o saudável não tem medo de ser feliz. E eu? Quando vou começar a me aceitar? Preciso mudar a minha mente, a começar a pensar magro.

É uma grande lição: nós podemos mudar sim! Só cabe a nós mesmos. Resolvi mudar. Pode demorar para eu chegar ao meu estado físico imaginado, mas o segredo é não desitir. Reeducação alimentar é todos os dias, toda hora, cada segundo da minha vida. O segredo para dar certo? Encontrar o seu foco! E espero ter encontrado o meu.

Por isso que eu também prefiro ser magra.

Projeto Pensando Magro


Vamos lá! Estou muito incomodada com o corpo, peso e inchaço. Voltando aqui para recuperar o ânimo, o fôlego e uma vida saudável. Ainda mais que tenho alguns meses antes de casar….quero estar linda de vestido..ainda mais que é branco!

Desde que comecei a trabalhar integral e estudar a noite engordei 3kg! Mas me sinto muito mais inchada que isso. Atualmente estou:

Peso: 67 kg
Altura: 1,59 cm
Cintura: 85 cm
barriga: 95 cm
quadril:109 cm
coxa:62 cm
braço: 32 cm
busto: 97 cm

Muito acima do que é considerado saudável para o meu corpo. Até mudei a régua ai do lado para tomar vergonha na cara. Vou colocar todo dia 1º de cada mês no próprio post.Pra guardar de recordação: eis fotos minhas que não quero ser assim nunca mais: cara de bolachinha e abdomen mega inchado. O sorriso é para animar o início desta caminhada, ou melhor…corrida.

Olhe por onde você pisa


 

Depois de muito pesquisar, em várias lojas, marcas, modelos e preços: eles decidem. Chamam o vendedor:

– Oi, boa noite – diz a noiva
– Boa noite. Em que posso ajudar?
– Eu gostaria de levar esse piso, por favor
– Claro, qual a metragem?
O casal responde e sentam para acertar os últimos detalhes.
– O preço fica R$ XXX incluso a argamassa e o rejunte.
– Tudo bem – respondem
– Qual é a cor do rejunte que vocês desejam?
– Cor do que? – pergunta a moça
– Do rejunte! Como vocês estão levando o piso XXX, devem escolher o rejunte desta categoria YYY, mas temos diversas opções de cores.
– Ah….tá…. – diz a moça entrando em pânico ao olhar uma palheta gigante de cores de rejunte. – Acho que esse tá bom
O vendedor a leva até o piso e apoia as cores marfim, bege, algodão, creme, tom pastel e qualquer outro tipo de bege bem próximo do piso para que a garota escolha melhor.
– É…esse…isso…não…calma…acho que esse outro….ah…é combina melhor.
Na fila do caixa o casal está cabisbaixo, mas não por causa da compra, mas sim tentando advinhar qual seria o rejunte do piso da loja. Chegam na casa dela, a mesma coisa…saem reparando em rejuntes…alias…até hoje…a moça entra em um ambiente e sai prestando atenção em rejunte…quem diria…um detalhe que ela nem sabia que existia tantas opções…

Ser gente grande é legal.

Sexta-feira 13


Hoje é o dia do azar. Dia da macaca solta, no qual a superstição põe as caras para fora e tudo que dá errado é culpa dela. Bater três vezes na madeira para isolar o azar, carregar pimenta no pescoço, sal grosso ou olho grego na bolsa, não passar embaixo de escada, fazer figas e evitar gatos pretos são apenas algumas delas.

Quem nunca carregou pimenta para afastar mau olhado?

Em uma pesquisa rápida no google o “bom” e velho wikipedia conta que o número 13 é mal visto pela numerologia. E o motivo seria que o 12 é o número completo. Exemplo: 12 meses no ano, 12 apóstolos de Jesus e 12 signos do zodíaco.

Junta o número 13 com uma sexta-feira na qual Jesus foi crucificado e eis a lenda: Sexta-feira 13 é o dia da má sorte.  Se quiser um viés histórico, foi em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira claro, que a ordem dos templários foi considerada ilegal pelo rei da França, Filipe IV. Os membros foram presos e torturados a mando do rei. Que azar, não?

Na mitologia também encontramos uma justificativa para essa data ser tão temerosa. Durante um banquete para 12 deus, o 13º chega e arranja uma grande briga que termina em morte.

Coincidência ou não, foi em uma sexta-feira 13 que foi decretado o AI-5 aqui no Brasil. Lembra do estado de sítio? Pois é….

Dizem que devemos evitar gato preto....mas ele parece uma ameaça?

Dia das bruxas, traição e medo são uma boa pedida para lançar filmes sobre o tema. Não é à toa que tem um que chama “Sexta-feira 13”. Confesso que nunca assisti porque não sou do gênero terror.

Para finalizar este post, coloco algumas dicas do site sextafeira13.com para o que não devemos fazer no dia a dia…ainda mais hoje em pleno dia do azar.

Pé direito –  Devemos entrar em qualquer lugar, sempre com o pé direito, para não ter azar.

Casamento – A maior parte das noivas ainda fazem o que a velha superstição manda: usar algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul no dia do casamento. O noivo não pode ver a noiva antes da cerimónia, senão não será um casamento feliz, quem quer arriscar?!.

Despedidas – Nunca se deve despedir de um amigo numa ponte pois jamais o verá! (essa eu não conhecia)

Eu não arrisco deixando a carteira no chão

Carteira no chão – Não devemos colocar a carteira no chão se não quisermos perder dinheiro. (já ouvi que não podemos deixar bolsa no chão também)

Estrela Cadente – Ao ver uma estrela cadente, peça um desejo, pois vai realizar-se!. (Nunca vi uma)

Buda – O buda, virado para a parede, trás fortuna. (A personagem Ashling, de Sushi, faz isso direto rs)

Orelha Quente – Se a sua orelha aquecer de repente, é porque alguém está a falar mal de si. Nesse caso, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: quem está a dizer mal morderá a própria língua.

Objetos Perdidos – A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho. (Já usei muitooooo…até encontrei as coisas…será que é real?)

Espelho partido – sete anos de azar!!  (clássica!! Mas por que 7? Não deveria ser 13?)

Guarda-chuva – Nunca abra um guarda-chuva dentro de casa, pois trás infortúnio e problemas aos familiares. (já ouvi que dá goteira na casa)

Garfo – Deixar cair um garfo indica que a pessoa receberá uma visita masculina (bom para as solteiras, né?)

Cadeira de balouço –  Deixar uma cadeira de balanço balançar sozinha é um convite para os demónios se sentarem nela (medoo)

Todas essas superstições, eu retirei daqui. Só o que está entre parênteses é de minha autoria.

Bom..não sei se isso é real ou não, mas não me arrisco. Fora que é garantia de risadas =)

#2 No transporte público


Mulheres e futebol

Homens só falam de mulher e futebol! Que mulher nunca disse ou ao menos pensou isso a respeito do sexo masculino? Pois é, eu preferia não acreditar nisso, mas hoje tive que concordar com essa frase feita. Eis o que ouvi indo para o trabalho. Tentei reproduzir o diálogo o mais fiel possível, por isso das palavras estranhas.

No meio da lotação do metrô às 7:55 AM dois rapazes se reconheceram.

– Cara, não acredito que é você! – disse Rafael
– ô, loco, mano! Faz tempo, hein?! – respondeu Caio
– Bons tempos aqueles que a gente jogava futebol, não?
– Nossa, era feliz e não sabia.
– Mas lembro que você parou cedo de jogar. Por que?
– Por causa da minha mina. A gente ficava junto só de final de semana e ela ficava putinha se eu ia jogar com os muleque. Daí fui cedendo e você sabe como é mulher, né?
– ô se sei, mas nada que um belo trato não acalme a mina.
– é, mas com ela não funcionava. Por isso, terminei com ela.
– Tá solteiro agora?
– Tô nada, vou casar em breve.
– Eita, por que?
– Ah, tá na hora, né? Cinco anos de namoro e tals…ela tá ficando impaciente
– Você é um dominado!
– Olha só quem fala. Quem ficou preso a Bruna, hein?
– ah, a mina era gostosa. Catei ela durante três anos, mas na hora que ela veio com esse papinho de juntar meia, caí fora. Você sabe que não sou homem de uma mulher só.
– Sei bem disso. Ou, você viu a escalação?
– Dunga burro.
– Pra que tanto volante?

“Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem”

Fui jogada do trem junto com o tal de Rafael e confesso que não pude parar de rir e pensar em como muitas vezes uma frase feita faz sentido.  E você? Já se deparou com alguma frase feita na sua frente?

Leia:

#1 No transporte público