“A garota da capa vermelha”


Eu já tinha visto o trailer, vi que tinha estreado no cinema, mas na época não fui ver do que se tratava “A garota da capa vermelha” (Red Riding Hood, 2011). Zapeando pela TV vi até um breve making of realizado pelo canal E! e fiquei pensando quando poderia assistir.

Olhei a direção e vi que é de Catherine Hardwick, a mesma que dirigiu o primeiro filme da Saga Crepúsculo e já consegui traçar um perfil de como seria o filme: algo místico, no caso o lobisomen, com toque de sensualidade da “virgem” personagem principal.

E não é que eu acertei? Tudo bem que o filme é baseado no conto da Chapeuzinho Vermelho, mas bem longe da versão Disney que eu conhecia. Deve ser mais parecida com a versão dos irmãos Grimm e o longa conta a história de Valery (Amanda Seyfried – detalhe que só tinha visto esta atriz em “Meninas malvadas” e gostei de ver ela em um filme no qual ela não fosse a loira burra) que vive em uma vila medieval aterrorizada por um lobisomen.

Claro que a premissa da lua cheia existe neste filme, mas ao contrário de outros filmes que já vi sobre lobisomen, existe o fator da lua vermelha. Neste período da lua, o lobosimomen fica ainda pior e se morder alguém, espalha a maldição. Assim, todos da vila ficam desesperados e se escondem ao anoitecer para evitarem que o pior acontece. Ao pedirem ajuda, para acabar com a fera, um padre afirma que o lobo vive ali entre eles e a tensão se instaura para buscar quem é o culpado pelas mortes.

Em meio a esta tensão, a personagem principal é apaixonada pelo seu melhor amigo, mas é prometida ao rapaz mais rico da Vila. Diferentemente dos contos de fadas, onde o amor aparece de forma pura, fica claro o desejo entre a personagem e o seu amor, tendo algumas cenas que tira a classificação livre do cinema.  Para apimentar o filme, chega o ataque do lobo computadorizado.

E eis que vem algo interessante: Valery consegue se comunicar com o lobo. Algo meio Harry Potter que podia falar e ouvir as cobras. Neste diálogo, ficamos sabendo que o lobo deseja leva-la embora. A garota olha bem nos olhos do animal – achei a cena mais interessante de todo o filme – e percebe que são olhos humanos e castanhos.

A partir daqui ela começa a buscar nos olhos de todos os seus vizinhos aquele par de olhos castanhos. A trama foi feita de forma que você pense que o verdadeiro vilão é senão o amor da vida dela.  Confesso que eu caí e achei genial a forma como mostram quem é o culpado. Não vou dizer aqui porque o filme só compensa por esta parte já que os efeitos visuais não surpreenderam tanto.

Depois de ver este filme, fico me perguntando se ‘A branca de neve e o caçador’ vai seguir por este mesmo caminho: “desmistificando” o conto Disney e deixando ele mais adulto com efeitos visuais. Só quero saber qual vai ser o elemento surpresa se a história já é conhecida por muitos e muitos anos…desde a época do “Era uma vez…”

Deixo o trailer aqui 

Uma opinião sobre “Eclipse”


ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS

Ontem eu fui assistir  “Eclipse”, terceiro filme da Saga Crepúsculo.  Estava empolgada porque muita gente que detesta a série dizia ser o melhor até agora. Sem contar que fãs enlouquecidas compraram mais de 90 mil ingressos antecipados para ver a pré-estreia  às 0h00 do dia 30 de junho.  Até pensava que não seria possível assistir neste final de semana.

Mas como metade das salas do cinema que freqüento estava oferecendo o longa, consegui. Compramos pela internet para evitar demoras, jantamos e momentos antes fomos para a fila que já se formava na frente da sala.

O filme começa com uma sacada boa que não tem no livro. Grande mérito do roteirista.  Logo de cara sabemos como Riley foi transformado em vampiro. Este personagem até ganha um destaque que não havia no livro. Conhecemos seus pais e como Charlie, pai da Bella, fica preocupado com o desaparecimento do jovem rapaz.  Mas a parte surpreendente acaba aqui.  O logo da saga aparece e tudo começa a desmoronar.

Uma das milhares cenas de amor entre Bella e Edward

Não culpo o diretor, culpo o responsável pela montagem do filme. Isto porque em quase todas as cenas de diálogo os cortes de plano e contra-plano estão MUITO, mas MUITO mal feitos. A não ser que a ideia original fosse que a gente não visse o personagem que fala e somente aquele que está ouvindo.

Um exemplo, uma cena super delicada e engraçada entre Bella e seu pai na cozinha. Charlie tenta iniciar uma conversa sobre sexo seguro com sua filha. No livro, dá para sentir a tensão, mas na telona a cena fica esquisita. Quando Charlie está falando, só vemos a cara da Bella e vice-versa. Ainda mais quando ela anuncia que é virgem. O plano nela tem 1 segundo e já corta para um plano geral dela correndo para a escada. Aquilo me incomodou, pois em todo filme os planos e movimentações de câmera fazem com que a gente se sinta dentro do filme, como um figurante.  Basta lembrar da primeira vez em que Jacob aparece na tela: câmeras meio tremidas, planos curtos e em detalhes. E bem nesta da cozinha, há um corte brusco que nos distancia.

Os Cullen se preparando para lutar contra os recém-criados

O mesmo ocorre com a luta entre lobos, vampiros e os recém-criados. A cena de luta de Neo e Smith em Matrix, ganha de dez a zero.  Acho que aqui houve um abuso da tecnologia, é tudo tão rápido que não dá para entender muito. Só vemos borrões. Em Matrix, havia bons planos das reações dos personagens.  Mas a tecnologia teve seu lado bom sim. Os lobos foram muito bem feitos. Os pêlos são tão incríveis quanto os de Sully, em Monstros  S.A.

Voltando à montagem, enquanto eu assistia ao filme surgiu uma dúvida: será que quem não leu o livro está entendendo alguma coisa? Para quem não leu: quando Bella diz: “Sou a Suíça”, faz algum sentido para você? Se você leu o livro, faz.

No desespero de comprimir a história em algumas horas fez com que o filme perdesse a continuidade. Está tudo jogado.  Uma montagem bem esquisita e diferente dos outros longas da série.

Aqui me atrevo a fazer outra comparação: Eclipse é fantástico na direção de arte, os cenários estão lindos, atores mais preparados e o filme mais sombrio como no livro, mas como fã da série, Catherine Hardwick foi , para mim, mais fiel à adaptação. Com orçamento baixíssimo, o filme com certeza respeitou muito mais coisa que Eclipse.

Mas isso vai de gosto de cada um. É inegável dizer que a série tomou grandes proporções e deixou muitos cinéfilos e críticos de cinema bravos por uma história tão mamão com açúcar e com atores quase sem experiência ser aceita pelo público.  Dá vontade de rir. Sério. Falem bem, falem mal…mas tudo mundo está falando de “Eclipse”.

Eu poderia escrever muito mais coisa neste post, mas vou aguardar o resultado dele. Se rolar diálogo, escrevo mais.

Esse cara existe?!


No meio do frisson “Saga Crepúsculo” duvido que não haja um ser do sexo feminino, independente da idade, que não tenha alguma vez sonhado em ter o cara perfeito na vida. Vampiros e lobisomens a parte, venho falar de outra coisa, mas do mesmo assunto.

Na faculdade somos desafiados a realizar coisas que antes a gente nem parava para pensar sobre. E tem uma matéria, aliás, um professor, que adora botar nossa cabeça para funcionar. Pois bem, o tema do trabalho era discutir o que é a realidade, quem está falando a verdade e outras questões que filósofos ficaram anos discutindo e que nós da casa dos 20 anos devemos começar a refletir.

O que é a realidade? Difícil responder porque ela é uma experiência individual única já que está diretamente ligada à consciência (Edmund Husserl). Pensando que a consciência nunca é pura, é sempre alguma coisa, pode-se dizer que ela se dá a partir da experiência. Aí está o problema. Como ninguém passa pela mesma experiência que o outro, ela só tem significado dentro da consciência de cada um. É complicado fazer o outro saber o que você passou, ele pode ter uma ideia. O engraçado é que mesmo que ele passe por uma mesma situação, a experiência para ele pode ser diferente da sua.

Ficou complicado? Vamos simplificar. Desta vez, resolvi ficar na frente das câmeras e aproveitar a minha semelhança com Ana Luisa para colocarmos em prática a teoria que escrevi precariamente (a aula foi infinitamente melhor) . Livia (eu mesma) acredita que tem no namorado perfeito, mas a sua irmã Ana acha que ela inventou esse cara. (Foi por causa disso que iniciei o post falando de namorado perfeito). As duas têm certeza da sua versão da história…mas e ai, ele existe? Espero a sua resposta, mesmo que seja algo que diga para eu nunca mais atuar (rs).

Grupo: Ana Luisa Pacheco, Bruna Marques, Caio Ramos, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli.

pagando a língua #eclipse


No dia 26 de abril eu fiz um post falando que a Summit estava tranquila em relação a publicidade do filme “Eclipse”, terceiro longa da Saga Crepúsculo que estreia dia 30 de junho. Mas o tempo foi passando e eis que várias cenas estão sendo divulgadas o que significa que a estratégia de marketing envolvida no “Lua Nova”, segundo da série, deu certo e resolveram apostar novamente. Ou seja, “engoli a minha língua” hehhe

Segue as novas cenas

Este aparece a mãe da Bella

Divulgada no MTV movie awards em 06 de junho.

Novo trailer de “Eclipse”: e a Summit volta com suas jogadas de marketing!


Poster 02 do filme "Eclipse"

Na sexta-feira foi transmitido no programa Oprah a segunda (e última?) versão do trailer de Eclipse, da Saga Crepúsculo. Até aí não é novidade já que o filme estreia dia 30 de junho. Mas o que mais me intrigou é a diferença da campanha de marketing da produtora Summit com o filme anterior, Lua Nova.Foram inúmeras as cenas liberadas no youtube e os diversos trailer meses antes da première. Confesso que até cansou um pouco e ao assistir o longa no cinema, quase não houve surpresas..tudo já estava na internet.

Por que será que houve mudança? Eu tenho um palpite. Nem toda sequência de um filme faz sucesso. Lógico que há exceções como a trilogia “O senhor dos anéis” , que foi filmada toda de uma vez e dividida só depois, Harry Potter que tem sete livros e o saldo final será de oito longas, “Piratas do Caribe” etc, mas há grandes fiascos como “Efeito Borboleta” e “Premonição”. Para mim seria esse o motivo da exaustiva campanha de Lua Nova: garantir a fidelidade dos fãs de Crepúsculo e atiçar novos seguidores que desejam uma mordida de Edward.

O resultado foi algo surreal. Enquanto “Crepúsculo” faturou US$ 250 milhões, “Lua Nova”passou de US$ 700 milhões. Agora que os fãs já estão enlouquecidos e aguardam ansiosos a estreia, os tabloides investem no “namoro”entre os protagonistas e atiçam para a polêmica da quarta adaptação. Será que “Amanhecer” será dividido como Harry Potter? Não sabemos ainda, por enquanto só acompanho o que vem sendo publico a respeito desta febre.

“Na continuação de “Lua Nova”, Bella Swan precisa enfrentar as consequências de ser amiga do lobisomem Jacob Black e namorada do vampiro Edward Cullen. Ao mesmo tempo, a moça se vê aterrorizada por uma misteriosa onda de assassinatos em Seattle e o fato de estar sendo perseguida por uma maligna vampira. Baseado no terceiro livro da série iniciada em “Crepúsculo”.” (fonte: cinema em cena)

A primeira coisa que apareceu foi um teaser de 10 segundos do trailer 10 segundos liberados do trailer:

Dias depois, saiu o trailer completo trailer 01

O que mais me chamou a atenção, foi uma fã (medo dela) ter filmado a sua reação quando o primeiro trailer de “Eclipse” caiu na rede. Fã enlouquecida:

Pouco tempo depois, uma cena é liberada:

E na sexta-feira, o novo trailer Trailer 02:

Pra quem ainda não viu, o dvd de “Lua Nova” traz os bastidores de “Eclipse”:

Confesso que fiquei mais encantada com o primeiro trailer por causa da música e da fotografia. O segundo já entrega muito coisa, perde um pouco da surpresa. Mas a questão que fica é: será que este foi o último trailer antes da estreia? Posso estar enganada…quem sabe quando se aproximar da data não aconteça outro bombardeio?? Eclipse ocorre raramente, mas a publicidade…. Temos que aguardar só.

Um olhar sobre “Crepúsculo” e “Lua Nova”


Eu lembro muito bem que quando era criança não gostava muito de paródias. Pra falar a verdade eu não gostava porque geralmente não conhecia a obra original. Hoje é diferente e por causa disso resolvi falar de duas em especiais.

As obras originais são as adaptações cinematográficas de “Crepúsculo” e “Lua Nova”. Sem entrar no mérito se os filmes e livros são bons, vim aqui destacar a criatividade de duas irmãs, Hilly e Hannah Hindi. Elas ultrapassaram o limite de fãs.

As paródias delas são muito criativas, cheia de humor, mas conservam o essencial de cada história. Para quem não sabe, as duas usam apenas uma câmera e são elas mesmas quem filmam, atuam e editam. Obviamente que tem uma grande equipe por trás, mas a grosso modo, o trabalho é delas. O sucesso foi tanto em “Crepúsculo” que a Summit liberou o uso do carro de Bella e alguns cenários para que elas fizessem a paródia do “Lua Nova”. É mole?rs

A fama delas está crescendo e novas paródias como Batman já foram ao ar. Quem sabe ainda o que vem por ae. Para ficar por dentro do que elas vão aprontar, entre no site “The Hillywood Show“.

Me despeço deixando os dois vídeos aqui para quem curte a saga “Crepúsculo”

Crepúsculo

Lua Nova