O que é ser fã de alguém? Segundo o wikipedia, fã é aquele que é dedicada e que expressa uma admiração por uma pessoa famosa, grupo, esporte, ideia e até objetos.

Desculpe, wikipedia. Mas a sua definição está muito objetiva! Para mim não há como explicar seu significado sem entrar no campo da subjetividade.

Pois bem, ontem eu senti um pouquinho o que é ser fã.  Em um evento que fiz pela rádio, as sorteadas almoçariam e teriam um tarde de autógrafos com um artista.

Era bem legal. Imagine você e mais alguns exclusivos poder chegar pertinho do seu ídolo? Pois é…

Só que dentro daquele grupo havia duas meninas que me chamaram a atenção. Uma adolescente ainda de aparelhos que cruzou a cidade de São Paulo de ônibus só para chegar perto do seu ídolo. Conversando com ela, vi que ela sabia tudo sobre o artista.

Mas ser fã não é só decorar informações. É a maneira como ela falou que me surpreendeu. É aquela respiração eufórica, olhos brilhando de emoção e o jeito que ela olhava para o portão com o medo de ele não chegar mais.

Quando finalmente ele apareceu, as lágrimas da menina foram mais fortes que ela. O artista estava a menos de 1 metro da garota, mas ela não se mexia. Só chorava.

Outros que estavam ali aproveitaram para tirar fotos, mas ela..ficou, olhando para seu ídolo em meio a muitas lágrimas.

Na hora de tirar a tão esperada foto com seu ídolo, eu tive medo que ela desmaiasse. Eu estava encarregada de tirar as fotos das máquinas dos fãs e senti a pressão da minha vida em conseguir o melhor clique para a menina.

O artista deu um show.Abraçou a menina, fez carinho, conversou com ela. Tudo o que uma fã de verdade deseja. Foram várias fotos. E sabe o que foi mais interessante?

Ela “largou” logo do artista deixando os produtores mais calmos. Acredito que nestas horas eles tenham medo que alguém agarre o cidadão ali, mas apesar da emoção, ela foi a mais calma para chegar perto do ídolo.

Quando o artista se despediu, mais lágrimas saíram do rosto dela. Mas vi que ela estava feliz, radiante…que seu esforço todo valeu a pena.

Para mim ser fã é isso. Você admira o trabalho de alguém, coleciona informações, deseja ansiosamente que um dia você chegue perto dele…e quando chega…é civilizado…abraça, beija, tira foto e não tem vergonha de exprimir sua emoção em lágrimas. Afinal, é como um sonho realizado.

Não é preciso morder, arranhar, puxar, atacar as pessoas para chegar ao ídolo. Uma hora, a melhor oportunidade aparece na sua vida..e tenho certeza que para essa menina foi isso mesmo.

É quando vejo meninas fãs assim que me dá força para aguentar as histéricas…e gosto de fazer o que faço nestes eventos.

Primaiada reunida


Uma das grandes vantagens de se ter uma família grande é a quantidade de primo que você pode ter. Mais legal ainda quando crescem, arranjam namorados, casam ou têm filhos. O número pode aumentar significamente.
No início éramos 8: eu, Allan, Thali, Gi, Rodrigo, Ronan, Cintia e André. Costumávamos nos encontrar nos Natais na casa da vovó e em alguns dias da mães ou pais. Dependíamos de nossos familiares para poder juntar todo mundo e ter as risadas garantidas.

Anos se passaram. Somos 16! E depois de muito planejar, marcar e desmarcar, conseguimos reunir a primaiada. Marcado com 1 mês de antecedência, a noitada prometia muita pizza, fotos velhas e a atração da noite: a nossa priminha fofa de dois anos, Mirella. Tudo bem que dois faltaram, mas mesmo assim foi memorável.

Não foi preciso bar, nem bebida alcoólica. Bastou ligar o playstation para os apaixonados por futebol e entregar para mim e pro Thiago aqueles brinquedos de madeira que te fazem quebrar a cabeça para desvendar o mistério (estilo daqueles cubos mágicos).

Dos três que tentei, só solucionei o das argolas sem ajuda, confesso. Mas isso não importa tanto. Valeu a reunião e o doce da Thali, claro. Prometo que da próxima teremos tijolinho também e desejo que a gente consiga ao menos tornar esse encontro semestral. Foi ótimo!

Da esquerda para a direita: Valéria, Mirella, Ronan, Thiago, eu, Allan, Marcela, Rodrigo, Sérginho, Ageu, Rodrigo, Gisella, Fernanda e Thalita

Encontros e desencontros


Sabadão de manhã. Dez horas em frente à entrada do shopping. Foi lá que os recém-formados do nível avançado da Aliança Francesa resolveram comemorar a aprovação no Delf B2. Alunos e, é claro, a professora só exibiam sorrisos. O clima era de amizade. Conversas sobre passado, presente e futuro circularam, ainda mais com a presença da pequena Camila , uma menininha linda de dois anos, filha de um dos alunos.

No meio do encontro, uma surpresa: meu celular toca com um número estranho.

– Alô?

– Livia?

– Sim, quem é?

– A Fabi.

– Que Fabi? – perguntou tentando buscar na memória todas as Fabianas que conhecia.

– Da cocada da imigração!

Nossa! Por essa, não esperava!

– Fabiiiiiiiiiiiiiii!! Nossa..quanto tempo!!

– Vocês estão onde?

– No café Blenz, do shopping.

– Tô indo ae. – e desliga o telefone.

“Nossa, Fabi! De onde ela achou meu telefone?”

Para quem  não sabe, estudei com ela alguns níveis do francês, mas ela se despediu da gente no intermidário 3 para morar no Canadá. Isso faz dois. Dois anos que não falava com ela.

Ela chega com o namorado e não pude deixar de pergutnar:

– Como você ainda tinha o meu telefone?

– Por causa de um e-mail que você mandou anos atrás sobre a Herbalife – responde.

Céus! Como eu adoro a tecnologia! E a Herbalife! Juntando pessoas que há tempo não se viam.

O encontro continuou e, é claro, foi curto demais para matar a saudades. Mas foto não podia deixar de faltar.

Rendez-vous!

Tenho certeza que a amizade continua. Por isso que eu amo o francês também! Junta pessoas tão diferentes com o mesmo objetivo e traz aqueles com quem convivemos e que, por coisas da vida, tiveram que se afastar. O bom é que sempre há um jeito de voltar! =)

Antes de acenar, verifique-se se é a pessoa por quem você espera


Em caso de chuva, redobre a atenção

Chovia muito naquele dia. Mas mesmo assim o encontro entre Rodrigo* e Júlia* estava confirmado. O tempo frio foi uma boa pedida para ir até a Galeria dos Pães tomar uma sopa bem quente.

Combinaram de se encontrar lá. Ela tem um C3 e ele um corsa. Rodrigo não pegou trânsito, apesar da chuva, e preferiu deixar o carro no estacionamento com manobrista. Ao parar, observou que havia um C3, igual ao de Julia, atrás dele.

Não teve dúvidas. Feliz com o encontro antecipado, acenou para a moça. A porta do C3 abriu e com grande alegria Rodrigo sorria. Mas se desfez quando percebeu que do C3 saía um homem.

– Me desculpe, achei que era minha amiga – disse Rodrigo

O homem se aproximou, sorriu e disse:

– Não tem problema, gato.

Rodrigo ficou super sem graça e saiu do estacionamento. Encontrou na Galeria dos Pães e momentos depois chega Júlia.

– Você não sabe o que acabou de me acontecer….- disse Rodrigo.

É, Rodrigo…a Parada Gay esteve logo ali..faz parte. Quando menos se espera, lá vem a cantada. Da próxima vez, olhe bem para saber se é o carro certo.

Essa história é real e me foi contada neste sábado o que me fez lembrar que já passei por uma situação parecida.

Tinha combinado com o meu namorado que ele fosse me buscar após meu curso que era a noite. Acabada a aula, desci da escola e vi o gol branco parado ali na frente. Certa de que era ele, fui na fé e abri a porta do carro.

Mas….no momento que abri, eu me arrependi. Vi a professora se amassando com o namorado dela. E para piorar, eu dei o maior berro.

– AAaaaaaaaaaah! Desculpa, desculpa…

Bati a porta roxa de vergonha. Tentei voltar para a escola, mas ouvi uma buzina e quando olho para trás, vejo meu namorado rindo da minha cara.

– Da próxima vez, você olha a placa do carro – disse ele.

É, sábio conselho para mim e para o Rodrigo.

E você? Já passou por situação semelhante?

*Nomes inventados.