Enfim, formada (2)


Está aí um post que há anos atrás eu jamais pensaria em escrever! Digo isso porque aos meus 17 anos eu nunca iria dizer que faria duas graduações. E ainda duas graduações dentro da comunicação!

Sim, senhores! A primeira opção logo que saí da escola foi jornalismo. Passei quatro anos na PUC. Aprendi um bocado de coisas úteis e também inúteis e acabei me formando com um gostinho de quero mais e ainda com o sonho de estudar na Cásper Líbero.

E lá fui eu prestar o vestibular. Para a minha alegria (e surpresa) eu passei em 12º lugar no curso de rádio e tv. Estava mega empolgada.

Eu entrei com a pegada de aproveitar cada momento. Estava mais madura, com 21 anos, e sabia que estava ali por opção. O primeiro ano foi o mais puxado com as matérias teóricas e eu estava desacostumada a fazer provas escritas. Mas as notas foram boas. E dos anos seguintes também. Tive professores maravilhosos, alguns nem tanto, e conheci muita gente legal, outros nem tanto também.

Aprendi a fazer coisas que nem esperava que fosse capaz de fazer. Calma, digo isso de qualidade técnica profissional e intelectual, nada ilícito ou vergonhoso. Mas também aprendi a ser mais paciente e vi que a vida fica muito mais fácil quando nos colocamos no lugar de aprendiz. Sério mesmo! Pensar que sabe tudo só traz frustração, mas se você mantém a mente aberta, tudo vem como algo que vai te acrescentar.

Enfim, foram muitas provas, trabalhos e o desafio da primeira monografia. Encerrei o ciclo de 4 anos com notas altas, quase sem faltas e feliz pela jornada que trilhei. E nessa segunda-feira foi a cerimônia oficial me informando que acabou mesmo! Eu colei, mais uma vez, o 3º grau. Sim, oficialmente sou radialista!

Só tenho a agradecer aos professores pelo incentivo, aos colegas pelas ideias divididas e trabalhos realizados, mas principalmente à minha família que mesmo às vezes não entendendo como eu aguentava a correria, me apoiaram como sempre fizeram.  Mãe e pai, sem vocês eu não teria tido condições de estudar o tanto que estudei. Grata por tudo que me deram. Só cheguei onde estou porque vocês me deram a oportunidade.

Eu consegui! Me formei, colei e grau e tenho a felicidade de dizer que agora sou jornalista e radialista!

Cerimônia de Colação de Grau

Cerimônia de Colação de Grau

Antes que as piadas comecem, não…não tenho interesse em cursar outra graduação. Se for para voltar à faculdade, que seja uma pós e quem sabe até mestrado e doutorado? Quem sabe… ainda sou nova e sei que os percursos são diversos, mas o caminho ainda é o mesmo! =)

 

TCC: e nasce um filho


Hoje, dia 02 de novembro de 2012 ficará marcado para a minha história. Para você pode ser apenas um feriado, para outros a lembrança dos que já se foram, mas para mim um nascimento. Estou com a minha monografia impressa aqui na minha frente.

Para quem não sabe estou finalizando o 4º ano do curso de rádio e TV na faculdade Cásper Líbero. Ok, pode parecer algo simples e comum, mas não para quem teve este curso como a sua segunda graduação. Ahan, isso aí. Eu tive a coragem de encarar duas faculdades seguidas: mal saí de jornalismo e já entrei em rádio e TV. Se fizer as contas direitinho, hoje eu tenho 25 anos e estudo há pelo menos 20 anos ininterruptos.  É um bocado de tempo, não é mesmo?

Mas terminar este TCC significa pra mim muito mais que encerrar mais uma faculdade. Estudar na Cásper Líbero sempre foi um sonho meu. Este sonho iniciou aos 14 anos quando decidi que queria fazer comunicação, na época jornalismo, e o meu tio Ricardo me falou que a faculdade mais conceituada era a Cásper Líbero. Quando entrei para o colégio Lumière, isso em janeiro de 2002 ouvi de um outro professor, o Márcio que dava aula de química, que a Cásper, além da USP, claro, tinha que ser o meu alvo. Pois bem. Chegou a época de prestar os vestibular e fui nas três maiores: USP, Cásper Líbero e PUC.

Porém, com 17 anos eu só passei na PUC. E ainda na sétima lista de chamada. Imaginem a minha tristeza. Mas tudo bem, eu tentaria fazer a transferência no final daquele ano. Eu tentei. E não passei. Tentei mais uma vez e não passei. A primeira vez que entrei na Cásper foi para fazer cursos extracurriculares de locução. A sensação ao entrar lá era que eu pertencia ali. Mesmo sendo um prédio cinza, sem janelas, algo me dizia que eu deveria estar ali.

Pois bem. Por 4 anos, foi apenas por cursos extras que entrei ali. Quando estava no terceiro ano de jornalismo na PUC comecei a perceber que o curso não estava me dando aquilo que eu mais queria. Eu queria mexer com câmera, com edição, entender como funciona um microfone, com iluminação e tudo mais. Foi aí que descobri o curso de rádio e tv. Todos os trabalhos de jornalismo que dava para fazer em vídeo, eu fazia. Fiquei pensando por um ano até que chegou o TCC de jornalismo e fui fazer um documentário sozinha. Senti grandes dificuldades na parte técnica e estava frustrada por simplesmente não saber como certas coisas funcionavam. Foi quando abriram as inscrições para o vestibular da Cásper Líbero. E a vontade de continuar os estudos gritava dentro de mim.

Eu já namorava o Thiago e ele estava na luta para entrar na faculdade. Naquela época ele queria medicina, mas algo dentro dele chamava-o para o curso de Direito. Eu me formei desempregada, quase sem sorte nos estágios que fiz. Queria trabalhar numa grande emissora, mas meus 4 anos ficaram em assessoria de imprensa. Tudo estava acontecendo para eu encarar outra faculdade. Conversei com os meus pais, perguntando da possibilidade financeira de iniciar outra faculdade, mas não era outra qualquer, eu queria estudar na Cásper. Como sempre, eles me apoiaram.

E foi aí que fiz a inscrição. Mas fiz a inscrição no último dia, a poucos dias da prova. Fiz apenas para a Cásper, porque se não fosse lá, eu não queria. Fui para a prova de vestibular sem estudar nada das matérias do colegial. Apenas li os livros e vi os filmes que eles indicavam. Dias mais tarde o resultado saiu. E eu passei em 7º lugar, na primeira lista.

Foi muita emoção. Eu liguei para o meu pai chorando sem acreditar que eu finalmente iria estudar lá. Claro que perguntei de novo se ele poderia pagar e ele disse que sim. Fui fazer a matrícula com a felicidade transbordando dentro de mim.  Dá até para ver na foto da carteirinha, né? Explico: o fotógrafo leu o que estava escrito na minha camiseta, mas eu estava com sorriso solto e achei que era para sorrir. E a foto saiu assim rs.

Quando as aulas começaram eu sabia que era 4 anos mais velha que a maioria da turma. Em alguns momentos isso atrapalhava porque eu estava levando tudo muito a sério e eles, ainda saindo da escola e curtindo a vida.  O primeiro ano foi bem teórico e tinha aula aos sábados. Ao contrário do PUC, janelas na grade não existiam. Eu estava aproveitando tudo ao máximo, virei nerd completamente. Lia todos os textos, fazia todos os trabalhos com antecedência e tinha notas como nunca tive em toda a minha vida escolar.  Mas calma lá, a faculdade tem sim os seus problemas, mas eu gosto mesmo assim. No segundo ano fomos tendo aulas mais práticas e finalmente eu entrei numa grande emissora que estou ainda e hoje e espero continuar por muitos e muitos anos.

Jamais pensaria que trabalharia com rádio, mas foi onde a oportunidade surgiu e tenho que confessar que me apaixonei pelo lugar logo de cara. Além de nerd, passei a ser sistemática. Mas tudo porque eu estava amando tudo o que estava acontecendo. Não via nada daquilo como obrigação, eu me divertia nas duas coisas. Fazer as coisas de qualquer jeito não é comigo não. Se é pra fazer, faço com paixão e vontade.

Quando chegou no terceiro ano, tivemos um projeto chamado interdisciplinar que consistia em fazer um curta-metragem. O trabalho foi em grupo. E foi aqui que percebi que não queria fazer um filme como projeto final do curso. Conheci alguns professores que eu admiro muito e a vontade de, quem sabe, ministrar aulas um dia, cresceu dentro de mim. Escolhi que faria monografia para ir treinando para a futura pós-graduação. Outro motivo desta escolha é que seria a primeira vez na vida que faria um trabalho tão importante sozinha. Tudo dependeria apenas de mim e, por isso, aceitei o desafio.

Meu orientador foi um dos grandes – se não o melhor – professores que tive ali. As reuniões foram bem diferentes das que tive em jornalismo e nele vi um apoio que eu não esperava. (sim a minha experiência anterior foi meio traumática rs). A cobrança veio nas suas medidas corretas e aprendi muito durante todo o processo.
Sei que este post está gigante, mas ele reflete parte do que estou sentindo nesse momento ao ver o TCC impresso aqui.  Estou simplesmente emocionada. Realizei dois grandes sonhos.

Agradecimentos especiais aos meus pais Hilda e Eduardo, ao noivo que sempre esteve ao meu lado, Thiago, ao orientador Luis Mauro e à Camila Fink, que me apresentou ao mundo do Hitchcok no segundo ano de jornalismo e que revisou o meu texto com o maior carinho. E a todos que de alguma forma participaram de tudo isso.

Agora, resta esperar a banca de TCC no dia 6 de dezembro de 2012, às 20h. Exatos 4 anos depois que defendi o meu documentário e recebi um dez com louvor. Não estou tão preocupada com a nota porque a realização que estou sentindo, só as lágrimas de felicidade conseguem exprimir. 

PS: A banca é livre, quem quiser ir, basta me enviar um e-mail com nome completo e RG.

 

Hein?


Segunda-feira agora tive que ir fazer a matrícula no último ano da faculdade. No mesmo dia, solicitei o atestado de matrícula uma vez que o estágio exige isso a cada mudança de ano. Sabendo da demora da burocracia achei melhor ligar lá antes de comparecer ao local para saber se o tal atestado estava pronto.

Liguei ontem.

Eu: Alô, é da secretaria da faculdade?
ele: Sim, pois não?
Eu: Oi, meu nome é Livia Di Bartolomeo e solicitei ontem e queria saber se está pronto.
Ele: um momento que vou verificar

segundos depois

Ele: Está aqui, Livia. Pode vir buscar.
Eu: Ok, Obrigada.

No dia seguinte antes de ir trabalhar, resolvi passar lá. Tive que parar no estaciomento porque na região da paulista é quase impossível estacionar na zona azul. Chegando à secretaria, uma fila gigante para ser atendida. Até aí tudo bem. Estava com paciência até, afinal o documento ali estava me esperando. Quase 1 hora depois chegou a minha vez.

Eu: Oi, vim buscar o meu atestado de matrícula
Ela: Qual é o seu nome?
Eu: Livia Di Bartolomeo

15 minutos depois

Ela: Não tem nada aqui.
Eu: Como não? Liguei ontem e o fulano disse que estava aqui.
Ela: Ele deve ter se confundido.
Eu: ??????????????????
Ela: Você pode ligar amanhã para saber se está aqui.

Alguém me explica por que fui até lá????

Inter #2


Falei que iria dedicar um post às locações. E aqui está ele!

O nosso curta-metragem se passa basicamente em três lugares: um apartamento (sala, banheiro e quarto), praia e rua. Eu era extremamente à favor que fizéssemos em estúdio este apartamento já que ali poderíamos mandar na luz e ter o isolamento acústico perfeito. Mas como era um grupo a democracia acbaou indo contra a minha vontade. Tudo bem, faz parte.

Eis que a busca pelo melhor local foi intensa. Apartamento de amigos, apartamentos para alugar, apartamento de namorado de uma das integrantes do grupo e até apartamento de outra integrante do grupo. Para a minha intensa felicidade, o local escolhido foi este último. Depois disso começou a parte matemática da coisa. Medir o apartamento para a planta baixa (é muito difícil fazer escala para a minha pessoa rs) , tirar fotos para a direção de arte e fotografia pensarem no que queriam para cada cena. Imaginar onde a câmera poderia ser colocada…dentre milhões de coisas que se pensa para um cenário.

A dificuldade era saber que não poderíamos mudar muita coisa da casa uma vez que pessoas moravam ali. Mas com a paciência e criatividade conseguimos deixar a locação com o jeito mais próximo do imaginado pelo roteiro.

Parte importante do produtor é ser cara de pau. Deixar a vergonha de lado. Foi assim que fui até uma papelaria e pedi: “Moço, tem caixa de papelão sobrando aí?” Eis que eles tinham! Uhu!!! Um gasto a menos.

Encaixotamos várias coisas da casa e até as usamos como parte do cenário. Simples, barato e surtiu o efeito que era preciso. A locação da rua foi fácil. Na verdade não era bem na rua, era uma cafeteria/bar. Por conforto, fizemos um acordo com uma padaria que tem essas características e que fica do lado da faculdade.  A comodidade veio porque os donos do local já estão acostumados com os trabalhos do estudantes. Foi a locação mais fácil de arranjar.

O grande desafio foi a escolha da praia. Porque não era uma praia qualquer…tinha que ter um píer e ainda ser uma praia vazia ou com quase nenhum movimento. Inicialmente tentamos procurar em Santos, mas a cidade industrializada não tinha o clima do nosso curta. Até que meu noivo querido me deu uma linda ideia: passear por São Sebastião.

Por ser uma cidade litorânea e ainda próxima da Ilha Bela o que não falta lá é píer. Fomos felizes e contentes e levamos um susto ao saber que 90% dos píeres (é assim o plural?) que existem eram particulares. Até que numa curva da estrada…surge a placa “Píer do Pontal”…coração bate forte.

Quando descemos na praia, até uma lágrima caiu. Um píer lindo e sozinho em uma praia quase sem casas, com extensa faixa de areia…que emoção! Pra quem nunca foi lá, vale a visita. Que lugar mais lindo! Para completar a felicidade, o grupo aprovou a locação!

Inter #1


Fazer um curta-metragem não é fácil. E nem precisa entrar no meio para imaginar as dificuldades que podem aparecer enquanto você tenta transformar uma ideia em um filme.

Este ano na faculdade temos uma coisa, isso – coisa, chamada interdisciplinar que é, carinhosamente ou não, chamada pelos alunos de inter.

E o inter é exatamente isso: a sua chance de criar um curta-metragem.

Resolvi usar o espaço do meu blog para falar como foi a experiência. A ideia inicial era um diário de bordo, mas não tive experiência suficiente para tal atividade.

Então fica um resumão que pode ou não ser dividido em mais posts.

Como se faz um curta-metragem?

Primeiramente tivemos que escolher um tema X. Pesquisar a respeito, fazer entrevistas com as pessoas, criar um roteiro de um documentário sobre este tema para depois partir para a ficção. Pois bem, inicialmente queríamos falar sobre signos. Isso, zodíaco.

Pesquisa daqui, pesquisa de lá. Foi engraçada esta parte porque as respostas que apareciam nos faziam rir muito. Até cheguei a postar a pesquisa aqui para você responder…

Depois desta parte, fizemos o roteiro de documentário. Como as pessoas se portavam em relação ao tema. Terminada esta parte, o sonho começa.

O roteiro da ficção. Em um grupo de 9 pessoas é meio difícil que todos cheguem a um consenso, mas até que conseguimos. Terminamos o segundo ano com o roteiro lá…prontinho para ser filmado.

Eis que vira o ano e uma reviravolta. Não quisemos mais aquele tema e resolvemos criar um novo roteiro totalmente do zero. Yep. Não se assustem que isso pode acontecer com vocês.

Queríamos algo diferente e depois de muitas conversas um novo roteiro foi nascendo. Até chegar ao conceito final de “Cais” demoramos um tanto. Reuniões, reuniões, ideias mirabolantes, zilhões de e-mails até que chegamos à uma história.

Os cargos já foram se definindo e para meu desafio acabei ficando com a produção. Função paradoxa que me faz arrepender da escolha ao mesmo tempo em que percebi o quanto eu amadureci. É justamente por isso que este post irá tratar mais de produção, meu chabú!

Até então eu não fazia muito ideia da tarefa de um produtor de curta-metragem. Ainda nem sei se o que fiz foi o correto, mas….o trabalho saiu! Produtor é aquela pessoa ligada nos 220 v, que tem que estar ligada em todos cargos e saber dialogar com cada um. Aturar mau humor, ideias bizarras e impossíveis de ser realizadas ao mesmo tempo em que deve encorojar quem precisa ser encorajado. Organização é fundamental e ter um carro facilita, no caso do nosso curta, foi a salvação! Noção financeira também ajuda, assim você não estoura o orçamento do grupo comprando besteiras e coisas desncessárias.

Para mim o produtor tinha que estar presente em praticamente tudo. Castings, reuniões de roteiro, direção, arte, fotografia…tudo para ajudar a ideia se transformar no curta em si. Eu tentei ao máximo fazer isso, mesmo incomodando o restante do grupo.

É importante que você tenha o roteiro decorado. Não precisa saber as falas de cada personagem, mas saber a sequência de cenas. Sentar com o assistente de direção e com os demais integrantes para definir o famoso cronograma de gravação. Analisar com cuidado cada locação, ajudar a escolher onde vai ser e ainda saber se o acesso ao local é viável.  Acho que vale um texto a parte a respeito de cada locação do Cais.

Por que o nome Cais? Por mais irônico que seja, pensamos em cais, mas verdade falávamos de píer, aquela passarela que sai da terra e termina já na água. O cais na verdade é paralelo à água e não teria o sentido do filme que queríamos. Mas como “Cais” soa mais bonito que “píer”, ficou este nome mesmo.  Ainda mais porque o nosso personagem principal pode enganar o espectador como fomos enganadas pelo real significado da palavra Cais.   Outra referência foi a música “Cais” de Milton Nascimento que fala muito a respeito do nosso curta.

“Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar”

Colagem


Eba! Primeiro trabalho prático pronto deste terceiro ano de faculdade!!

Na aula de edição de rádio eu e minha dupla (como sempre a Bruna Marques) fizemos uma colagem de 3 minutos com sons e músicas. A ideia do professor era brincar com colagem mesmo.

Não precisava ser uma narrativa, mas tinha que ter começo, meio e fim.

Pois bem, soltamos a nossa imaginação e eis o que saiu.

Não vou falar aqui porque fizemos assim, quero ouvir o que você entendeu desta colagem.

Verdade X Mentira


O que é mais fácil? Contar uma história verdadeira com uma mentirinha no meio ou contar uma história toda inventada com apenas um fato real?

Ai ai ai. Senti isso na pele na aula de interpretação na faculdade essa semana. Tínhamos que fazer as duas coisas: contar uma história real e enfiar uma mentira no meio e depois inventar uma da além e colocar uma verdade nela.

O que pra você é mais difícil? Pra mim foi inventar uma coisa nada a ver e encaixar a verdade nela.  Sei lá, é difícil sustentar uma grande mentira e ainda sabendo que as pessoas buscavam nas suas palavras o que era mentira e o que era verdade.

Mas o exercício foi interessante. Deu para entender que é preciso ter envolvimento para atuar, para poder convencer sempre o seu público de que aquilo tudo é verdade. Tem que ter concentração para não rir dos seus colegas te analisando e acima de tudo, criatividade na hora de improvisar.

Ok, amigos atores. Eu começo a esboçar uma ideia do que vocês passam todos os dias. Não é nada fácil. Vou lembrar disso quando começar o casting para o inter.

Espelho


Como nada se cria, procuro sempre um espelho para me inspirar

Sabe aquele professor que faz valer a pena pegar uma hora de trânsito só para assistir à aula dele? Sabe aquela matéria que te faz ir todas as aulas mesmo que não tenha chamada? Sabe aquele conteúdo que te faz pensar não só na disciplina como na sua própria vida? Pois é…eu tive isso este ano.

Confesso que a primeira aula de quinta-feira foi sempre a mais aguardada da semana. E não é porque estava perto do final de semana não!! É porque o professor é realmente muito bom.  Á primeira vista, você não dá nada. Um cara magrelinho do tipão nerd que chega sem carregar material nenhum. A aula dele só é giz na mão. Ele era daqueles que inicia a aula às 19h em ponto e prende a sua atenção até o bater do sinal.

Antes que as mentes maliciosas se manifestem quero deixar claro que não me refiro a beleza (eu não vou pra faculdade ficar babando em professor), mas sim ao conteúdo. Ele sabe muiito. Desde citações inacreditáveis de livros que você nunca ouviu falar, falando a página, parágrafo e tudo milimetricamente igual, até analogias que você nunca parou para pensar.

Falando assim até parece que ele é o nerd insuportável, mas não. Você pode conversar sobre qualquer assunto: desde Crepúsculo ao pensamento de Freud sobre a sociedade. É inacreditável. Tão jovem e já com doutorado e livros lançados, esbanja simpatia e conhecimento.

Pena que ontem foi o derradeiro dia de aula com ele. Podia ter mais dois anos que a gente não enjoava. Tenho certeza que muitos da minha turma ou que já tiveram aula com ele, pensam igual.

Já fizemos nossas homenagens: milhares de maçãs no dia dos professores, uma instalação de giz na mesa da sala de aula e ontem aplausos quando ele anunciou que o programa estava terminado.

É realmente o espelho que eu estava buscando. Encontrei ali…na minha segunda faculdade.Foi vendo pessoas assim que me entusiasmei a seguir em frente e entrar de vez no mundo acadêmico. Um dia ainda serei professora universitária e espero chegar perto do que ele sabe.

Olha só o que ele fala sobre ser professor:

“Os melhores professores que tive eram professores por vocação.
Não faziam das aulas um bico ou complemento de renda. Era sua diversão e, por coincidência, seu trabalho.
Ensinar, para eles, era parte de um processo de aprendizagem: os melhores professores que tive não sabiam apenas ensinar, mas tinham uma vontade constante de aprender.”
Leia mais.

Tira gosto


Em breve irei publicar dois textos que fiz para a faculdade que ficaram geniais, na minha opinião. Um escrito junto com a Bruna Marques, intitulado “o suspense no chuveiro de Hitchcock” no qual a gente analisa juntas a cena do chuveiro em Psicose. O outro também feito com Bruna Marques e Mayara Picoli: uma análise do filme de Dogville sob o ponto de vista de Brecht.

Olha…adorei o resultado..em breve aqui =)

Intervalo


Dez dias sem nenhuma atualização por aqui…Calma! Não é sinal de abandono! Fase doida de final de bimestre ainda mais para quem deixou a maioria das coisas para fazer de última hora! Eu esqueci que não posso largar mão até meio de novembro…ai..fôlego e garra para dar conta..espero não ter um pire-paque e sobreviver até o dia 24/9…torça por mim.

#5 No transporte público


Estreia do Brasil na Copa do Mundo 2010

Antes tarde do que nunca!

Queria muito dedicar um episódio do Transporte público a respeito da Copa ontem mesmo, mas como no trabalho foi aquela correria, teve que ficar para hoje.

O jogo do Brasil

Pela manhã ela saiu no mesmo horário de casa para ir ao trabalho. Na rua, movimento intenso e cheio de verde-amarelo. Camisetas, bandeiras, luvas, boinas e tudo mais que a criatividade permitisse colocar a bandeira do brasil como estampa.

No metrô, uma surpresa: muito mais cheio que o normal.  Fila para passar pela catraca. Uma olhada rápida aos funcionários também provou que o transporte público estava em clima de festa.

A plataforma parecia um formigueiro.  Mistura de cores, sexos, idade, mas todos com um só pensamento: chegar mais cedo ao trabalho para poder ir embora antes do jogo ou assistir com os colegas de trabalho. E as conversas não poderiam deixar de serem as mesmas:

– Meu chefe liberou. Vou pra casa uma hora antes do jogo e nem vou ter que compensar horas – disse um.
– Sorte a sua. O meu me obrigou a ver no trabalho e ainda compensar as horas do jogo. Vê se pode? – resmunga outro
– Pelo menos vocês podem assistir, eu vou ver na surdina. Entrar naqueles sites lá ao vivo e acompanhar pelo fone de ouvido – fala um terceiro
– Duvido você não gritar gol – desafia o primeiro
– Eu vou dar o meu jeito – responde o terceiro.
– Você acha que vai ser quanto? – interfere um quarto
– 3X0, certeza. – responde o quinto
– Eu acho que fica 2X0 – fala o sexto
– 3×0 se o Dunga não colocar o Kaka, ele tá zoado – fala o primeiro
– ah, o Kaka tem que jogar. Ele é lindo – fala uma primeira mulher

Estação Sé – desembarque pelo lado esquerdo do trem

– Se beleza fosse sinal de jogo bom, o Robinho tava ferrado – ri o segundo.

Ela chega ao trabalho acompanhada pela trilha sonora de vuvuzelas. Não sabe o que é uma vuvuzela? Antes você chamava ela de corneta, certeza. Lembrou, né?
Ela se concentra no trabalho e o dia vôa. Hora do jogo. Tensão, salgadinho, refrigerante e colegas de trabalho.
Tudo junto ali, misturado em frente à tv.
Apita o jogo. As vuvuzelas do bairro param de tocar. Silêncio.
Risada logo de cara: uma baita faixa de “Cala boca Galvão” em plena rede globo. Mas, não demorou dois minutos e a faixa sumiu.

Primeiro tempo: triste. Nenhum gol.
A vontade de comemorar estava entalada.
Intervalo: olhada rápida para o computador. Ela conclui uma tarefa simples.
Segundo tempo: tenso. Mas Maicon aliviou: GOL! O grito veio e o sorriso também. Nem tiveram fôlego para “vuvuzelar”, era mais divertido gritar GOL
Saldo final: 2×1. Ganhamos, mas como todo brasileiro, ela esperava goleada.
Fim do jogo, de volta ao trabalho.
Concentração, próximo jogo só semana que vem.
Ela vai para a faculdade. Ruas vazias…sem trânsito às 18hs.
No ônibus os técnicos de plantão dão a sua opiniao:

– O Dunga tinha que ter tirado o Kaka antes e colocado o Grafite – fala o cobrador
– Pode crer. E por que tirou o Elano logo que ele fez gol? Devia ter deixado mais tempo. – fala o transeunte.

Na faculdade, quase sem comentários sobre o jogo. Semana de provas e trabalho, dá nisso.
Mas nada impede que na semana que vem, tudo se repita.

Veja + da série
#4 No transporte público – amor entre amigas
#3 No transporte público – cidadão e funcionário
#2 No transporte público – mulheres e futebol
#1 No transporte público – o riso é o melhor remédio contra o mau humor
No transporte público – como tudo começou

E você? Assistiu à Copa onde? Comente!

Sintonize sua história


No dia 02 de junho coloquei aqui no blog um post chamado “ Radionovela”. Nele eu falava de um programa que fizemos para a disciplina de produção de rádio. Após ouvir algumas críticas construtivas, resolvemos mudar o sentido do nosso programa.

Deixou de ser radionovela e passou a ser um programa onde as pessoas enviam as suas histórias e nós da rádio fazemos a encenação. O tema desta edição é: choro de mãe, baseado no conto escrito dia 26 de abril de 2010.

O resultado você vê aqui.

Na locução: Ana Luisa e Mayara Picoli

Voz do alfinete: Rafael Fillipini (Sintonize a sua história)

Vozes da vinheta de abertura: Mayara Picoli, Renata Canales, Marcelo Viesti e Guilherme Cintra

Alfinete Rádio Ramos: Livia Di Bartolomeo e Bruna Marques

Edição: Robertinho

Você participaria deste programa?Mandaria a sua história? Dê a sua opinião, ela é muito importante.

Radionovela


Fazer faculdade tem as suas vantagens. Na hora de fazer trabalho em grupo, as risadas são quase garantidas. Ainda mais quando nenhum integrante é ator e resolve, mesmo assim, fazer uma radionovela. É deste trabalho que venho falar.

Para a disciplina de Produção de Rádio, devíamos criar um programa: jornalístico, musical, radionovela..enfim… o que a nossa criatividade permitisse. Baseada no texto que escrevi em 29 de abril, Choro de mãe – que por si só já é baseado em fatos reais-, resolvemos fazer uma radionovela.

Como era uma adaptação, escrever o roteiro foi mais simples. Numa noite de terça-feira, na mesa da cantina, eu,  Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos e Mayara Picoli, sentamos e escrevemos o roteiro. Marcamos a gravação e fomos à caça dos sons que comporiam nosso trabalho. Resolvemos encarar nós mesmos os papeis de atores para aumentar a diversão.

Chegado o dia de gravar…altas risadas. Na hora que era para chorar, eu ri. Na hora de falar, o Caio se perdeu e a Mayara deu um show com um sotaque tirado não sei de onde. A Ana fez dois papeis graças a sua capacidade de emitir sons diferentes quando ela fala, sim ela é uma dubladora. E a Bruna como sempre atenciosa e porque ela acha que tem a voz fina, foi a criança da radionovela.

Contamos com a ajuda do Robertinho, que trabalha lá na Cásper. Ele deu uma super força na hora da gravação, mas não deixou de rir com as nossas presepadas.

Ouça pelo Uol Mais aqui

#4 No transporte público


Amor entre amigas

Duas amigas voltam de metrô da faculdade depois de uma longa semana de trabalho e estudos. Sexta-feira, 23h. Descem da estação do metrô e resolvem embarcar na segunda lotação para poderem ir sentadas durante a viagem.

Infelizmente, só conseguiram sentar em corredores diferentes, mas lado a lado. A conversa gira em torno do que fizeram durante a semana. De repente, duas meninas embarcam.

A loira passa o bilhete na catraca tranquilamente, enquanto que a morena de cabelos curtos passa o bilhete e diz:

– Ai, amiga…tô zerada.

O comentário foi tão alto que todos perceberam e entenderam que quem estava zerado era o bilhete e não a menina.

– Ué, tenta ae a integração, oras – respondeu a loira

– Tá liberado, pode passar – interveio o cobrador

A morena hesita, não sabe se vai ou se fica, até que a catraca apita e ela passa. Curiosamente, as duas param entre as duas amigas que estavam sentadas de modo que a conversa foi cortada.

Se bem que vale ressaltar que as amigas já estavam rindo do comentário da morena. E para piorar:

– Ai, amiga….eu amo você – disse a morena

Silêncio na lotação. Eu tento olhar para a minha amiga, mas só percebo que ela está sentada com a cara escondida entre os cabelos. Pela movimentação dos ombros, vejo que ela também estava rindo. Com um sorriso a la “gato do Alice no País das Maravilhas”, tive que imitá-la.

O ataque de riso veio de uma forma incontrolável naqueles poucos segundos em que a loira demorou para responder.

– Ah, eu também amiga.

A conversa entre a loira e a morena seguiu, mas eu estava mais concentrada em disfarçar a minha risada. A lotação para no ponto e as duas descem. No mesmo momento, olho para a minha amiga e as duas caem na risada.

– Você ouviu? – pergunta ela

– Sim. – respondi

– Tudo? Até a parte “eu amo você”?

– Sim.

Risos e mais risos

– Isso vai pro blog, com certeza – falei

E aqui está este momento hilário que, nas palavras da minha amiga, foi uma ótima maneira de encerrar a semana.

E você? Tem histórias engraçadas no transporte público? Mande pra mim.

Veja os outros capítulos

#3 No transporte público – Cidadão e Funcionário
#2 No transporte público – Mulheres e Futebol
#1 No transporte público – O riso é o melhor remédio contra o mau humor
No transporte público – como tudo começou

O hábitus de cada dia


Este post eu destino ao trabalho de comunicação comparada a respeito do hábitus. Você sabe o que é isso?

Hábitus é o princípio estruturador e gerador de práticas, gosto, ações e percepções adquiridos ao longo da sua trajetória social. Em outras palavras, é o princípio que te faz agir do jeito que você age. É uma ação tão profunda que se torna inconsciente e você chega ao hábitus a partir de um longo processo de aprendizagem. Confuso? Simples, basta pensar em andar de bicicleta. Não se lembra como foi difícil aprender? Então pense em quando você aprendeu a dirigire em como você dirige agora. Parece tudo simples, certo? Mas não é bem assim.

Basta lembrar de todas as coisas que você faz sem pensar e todos os conceitos que você incorporou. Tudo é culpa do hábitus. Se dá para mudá-lo? Dá sim, mas imagine mudar uma coisa que é tão enraizada em você? É um grande desafio.

Somos bombardeados com informação e constantamente vamos reformulando nosso hábitus, isso se dá de forma automática porque somos domestificados, mas tem certas coisas que “não descem”, sabe? Imagine a seguinte situação: Você aos 20 anos sabe, provavelmente, mexer em um computador e acessar um blog – senão não estaria lendo isso aqui -, mas a minha mãe, por exemplo, tem quase 50 anos e só agora ela está aprendendo a mexer no computador. Ela tem bastante dificuldade em assimilar as coisas, enquanto que para mim é tudo muito simples. Isso acontece porque meu hábitus se rearranja o tempo inteiro enquanto que o dela está há muito tempo enrraigado. Mas, caros leitores, para ela não ficar mal, vamos inverter a situação: você acha que eu entendo tão bem de cozinha? Nem de longe. Ela com certeza sabe muito mais. Por que? Porque cozinhar não está incorporado no meu hábitus. Com o meu blog eu estou tentando incorporar ao hábitus: atualizá-lo sempre, no mínimo uma vez por semana…

Ó céus! Chega de divagar! Vamos ao trabalho. Baseado nas aulas e nesse viagem ae encima, meu grupo: Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos, eu e Mayara Picoli brincamos com duas gerações para tentar desmistificar a confusão que acabei de fazer a respeito do hábitus. A história é a seguinte: a neta pede que a avó a leve na casa da amiga.  Se interessou? Então clique aqui e ouça.