Feira Livre Sobrevive (3)


Ontem às 21h30 eu me vi no Canal Universitário. Foi uma experiência um tanto diferente me ver como entrevistada e não como entrevistadora, como acontece com a maior parte dos jornalistas.

O programa Comunicantes da TV PUC tem 28 minutos e estes 28 minutos foram inteiros pro meu documentário. Foi bem legal. O João Quero, estagiário de jornalismo, foi quem fez a entrevista e a cabeça do programa.  Vamos ao release deles:

 A TV-PUC estreia mais um Comunicantes na próxima terça, às 21h30, no Canal Universitário. O programa visa divulgar o trabalho dos próprios alunos de comunicação da PUC e, neste, será exibido o trabalho da aluna de jornalismo Lívia Di Bartolomeo ‘Feira Livre Sobrevive’. O vídeo é um documentário sobre as feiras livres que até hoje sobrevivem, mesmo com com toda a comodidade dos supermercados.

Logo de cara vocês me veem sentada em uma cadeira num fundo branco. Bendita a hora que resolvi usar uma blusa verde hahaha. Imaginem só se eu estivesse de branco? Só iriam aparecer os meus cabelos. Pela minha televisão, me achei bem gorda, pra ser sincera. Mas vi que a minha TV estava mesmo esticando a imagem…ok..mesmo assim vamos ao regime. Mas isso fica para outro post.

Voltando à feira. Eu até que gostei do jeito que eu respondi às perguntas. Poderia ter falado mais devagar, claro, e ter tido um maior cuidado com os olhos (eu mexia muito o olhar porque estava morrendo de vergonha rs). São coisas que a gente só entende quando nos assistimos mesmo. Aliás, isso é um ótimo exercício, viu! Se assista, se ouça para ver o que você pode ou não melhorar.

Outra coisa que achei interessante foi rever o documentário em si. Fazia um tempo que não colocava o DVD aqui em casa. Fiquei feliz de perceber que mudaria pouca coisa na edição, que tiraria algumas partes só para ficar mais dinâmico. Só tive vergonha do áudio! Nossa..que vergonha! A falta de microfone em alguns monentos deixou o som bizarro. Fora o gigante eco de algumas entrevistas…mas tudo bem. Eu não entendia NADA da parte técnica na época (não que hoje eu seja uma expert), mas sei que se fosse hoje, sairia um pouco melhor.

Em resumo eu fiquei feliz, sabe? É um certo reconhecimento pelo trabalho gigante que este documentário me deu! E isso me dá forças para encarar o segundo TCC que já começou! Vamos que vamos!

Não conseguiu assistir? Canal 11 da Net e 71 (analógico) ou 187 (digital) da TVA

Olha a grade aí de reprise

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Feira livre Sobrevive!


Foi com um certo susto, mas uma grande alegria, que há um tempinho recebi um e-mail da Rede PUC querendo me entrevistar por causa do meu TCC que fiz por lá em 2008. E hoje foi a entrevista.

Foi tão estranho voltar à PUC. Fazer o caminho que deixei de fazer há mais de 3 anos, ver que a padaria da esquina ficou pronta e linda, que milhões de prédios chiques foram levantados, que o estacionamento continua caro e o maior choque de todos: o prédio da Comfil, foi interditado! É…finalmente aquele projeto de um novo prédio está sendo colocado na prática.

Entrar lá me deu um sentimento estranho. Como o tempo passou. Tudo bem que não foi tanto assim, mas a sensação é de que não ia ali há anos. Como se tivesse abandonado uma casa.

Não teve como não lembrar da temida banca quando passei pelo mini-auditório ao lado da biblioteca.

Não teve como não lembrar das minhas madrugadas na rua ministro de godoy onde gravei muitas das entrevistas que foram para o documentário.

Não teve como lembrar das aulas, dos professores que odiava e adorava. Da turma que nunca mais vi, apenas duas levei comigo após o término das aulas.

Não teve como não lembrar dos kgs a mais por causa da padaria Benjamim Abraão ou das horas que ficava dentro da biblioteca estudando e lendo livros que nem sempre eram da minha área.

Não teve como não lembrar do início do meu namoro, de ter tirado a minha carteira de motorista, de ter aprendido a amadurecer (pensa que isso é fácil?).

Não teve como não lembrar das manhãs em que sentava naquele murinho esperando aula começar, das dúvidas com o tema do TCC, das brigas com o orientador, do choro de felicidade quando tirei nota 10.

E acima de tudo, não teve não lembrar dos momentos de amor e ódio que tive com o meu TCC. É…a feira livre sobrevive…e a Livia vive e já está encarando um novo TCC.

Quando eu souber a data e horário da exibição da entrevista, aviso vocês.

Gravando!


Trabalhar no Ikwa me exige uma atividade que eu, particularmente, gosto muito: fazer reportagens em vídeo. Para mim, cada matéria é um novo desafio que me entrego de corpo e alma porque eu aprendo muito com os entrevistados e comigo mesma. A cada gravação sinto que vou dando mais um passo e ao ver a matéria no ar, sinto que estou evoluindo. E dentro disso, tem vezes que um vídeo se destaca.

E esta semana foi ao ar uma matéria que com certeza vou guardar no coração pra vida inteira. “Duas carreiras ao mesmo tempo” foi muito especial para mim nem tanto pelo assunto, mas como a equipe resolveu abordar o tema. Ela fala de pessoas que têm dois empregos e mostra como eles lidam com a rotina puxada. E eu senti na pele o que é se dividir em duas para dar conta do trabalho.

Thumb da matéria que foi ao ar hoje, 03 de março de 2010

A ideia da duplicação não foi minha, mas veio num momento muito especial. Foi muito trabalhoso gravar, regravar, trocar e destrocar de roupa, decorar texto e ainda pedir que o Ikwa inteiro ficasse sem falar alto pra gente conseguir gravar as intervenções na matéria. Mas confesso que a dor no corpo e o cansaço compensou o resultado final e me sinto orgulhosa. Só tenho a agradecer por ter participado de algo tão legal.

Espero de coração que a gente tenha mais ideias criativas assim porque além de ter aprendido muito, a diversão foi garantida. Sei que este texto tá muito meloso, mas quero deixar claro que não foi encomendado, foi só a consequência de um trabalho bem feito: satisfação.

A alegria vem junto com o sentimento de: “será que o público vai gostar?”Eu espero que sim. Se você ficou curioso para ver a matéria, acesse aqui e não deixem de comentar, aqui ou lá, o que acharam.

Para ver todas as inserções, inclusive as que não foram para a matéria, veja o vídeo abaixo.  Participação do Newman me ajudando nas falas! Valeu,  Minhoca

O primeiro curta a gente nunca esquece


Desde pequena eu adoro filmadoras e câmeras fotográficas. Se você não acredita, basta pedir uma daquelas fitas VHS da minha infância que você vai ver eu gritando pro meu pai: “ filma eu, pai. Filma, eu”. Pois é, o que era só registro familiar virou hobby mais tarde quando a minha família comprou a primeira JVC, estilo handcam.

O gosto pela brincadeira fez com que eu usasse a criatividade e regravasse os clipes da minha musa na época (sim, podem rir. Eu tinha 14 anos e adorava a Britney Spears). Como não tinha nenhuma técnica de edição, a gente pausava a música e a filmagem junto para mudar de cenário e lá ia o play de novo. Até hoje me surpreendo que a música nunca cortou. Ficavam bem bacanas, pena que não tenho nenhum desses vídeos mais.

Tudo mudou quando apareceu aqui em casa uma filmadora de HD. Nossa…foi sensacional! Nunca me esqueço da alegria ao descobrir que poderia passar o vídeo para o computador e gravar em DVD. Tanta tecnologia… e eu ainda não sabia mexer em nada.

Até que entrei na faculdade. Aí me encantei mais ainda. Vi pela primeira vez uma ilha de edição de perto. Confesso que era MUITO amadora, mas era uma ilha. No primeiro dia que vi a mulher capturando e editando e foi daí que eu resolvi instalar o adobe première em casa e aprender a editar na marra. Muitos foram os vídeos simples, como montagem de fotografias até chegar nas matérias de 1 minuto para a PUC.

Fui me aprimorando, lógico que com muita ajuda de amigos, até que me embrenhei em filmar festas de dança do ventre. Foi uma época de grande aprendizado, onde fucei mesmo no programa e me vi fazendo coisas que nem imaginava.

Por causa disso, resolvi encarar um grande desafio: fiz meu tcc em vídeo – um documentário a respeito de feiras livres. Um dia eu dedico um post especialmente ao meu TCC e a tudo que se passou.

Apesar de este post já estar enorme, o foco dele é o meu primeiro curta-metragem. Pra quem não sabe, estou fazendo a segunda graduação em rádio e TV e foi lá que tive a oportunidade de fazer isso.

Claro que não fiz nada sozinha, todo o trabalho foi em equipe. Confesso que foi muito gratificante ver que uma simples ideia de personagem transformou-se num curta que eu jamais esperava ser capaz de produzir.

A elaboração do roteiro não foi nada fácil e quando ficou pronto, olhamos pra ele e pensamos:  “praticamente impossível filmá-lo nas condições que temos para gravar”. Tínhamos apenas 4 horas e não podíamos ir além do quarteirão da faculdade. Mas encaramos o desafio e gravamos em 3h30. Inacreditável como tudo foi se encaixando e quando acabamos a gravação eu só olhei pra Ana, da equipe, e disse: “Fizemos o impossível, a gente conseguiu!”

Eu estava acabada de cansada, mas extremamente feliz. Quando fui editar eu me surpreendi com o resultado. E eis abaixo o trabalho que realizamos. Não ganhamos o Casperito, mas o sentimento de realização valeu por todo o esforço.

Confiram!

“Sem serviço” (2009)
Agitação de cidade grande, as pessoas sempre com a tecnologia pindurada na orelha. Neste mundo comtemporâneo há uma contradição com a ajuda de um mensageiro do passado: Hermes (Caio Ramos). Há muito tempo ele anda sem serviço por causa dos aparelhos celulares já que os humanos o trocaram pelo SMS. Até que um dia, ele percebe que Márcia (Leila Brambilla) não recebe um torpedo importante e resolve ajudá-la, entregando a mensagem ele mesmo.

Este é um trabalho dos alunos do 1 RTVC da Faculdade Cásper Líbero

Ana Luisa Pacheco, Bruna Carvalho Marques, Bruno Teixeira, Danilo Sala, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli Rafael

Para quem gosta dos bastidores, confira o making of