MTB E DRT – utilidade


Aos amigos jornalistas e radialista que tiraram seus registros antes de 2014:
Fui “presenteada” com uma situação um pouco delicada
Precisei atualizar os meus dois registros para o nome de casada. (sim, demorei pra fazer isso, eu sei).

Graças à tecnologia hoje o agendamento é feito online. Para a minha surpresa, o site apontava que meu MTB não existia. Dei entrada como se fosse um novo, dei entrada na atualização do DRT e me dirigi ao Ministério do trabalho no dia e horário agendado.

Graças (ou não) à tecnologia, me informaram que meu MTB não existia. Eu mostrei a etiqueta na minha carteira de trabalho e o analista me informou que no segundo semestre de 2013 houve uma mudança de software e que muitos registros profissionais SIMPLESMENTE SE PERDERAM!!!!!!!

Bacana, é?
Antes de entrar em pânico, acesse http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam

clica la em “Consultar situação registro profissional” e digite os dados que pedem. Se aparecer lá, você pode ficar tranquilo.Mas se aparecer não existente, significa que você foi premiado e, assim como eu, vai ter que refazer todo o processo.

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Caos no metrô


imagem do jornal Estado de SP

Em tempos de eleição é interessante notar como os candidatos prometem mais trilhos de metrô e expansão daqui para lá, mas quando aparece um caos como o de hoje, as propostas ficam vazias e sem sentido.

Nesta terça-feira a linha vermelha do metrô de São Paulo paralisou. Para variar, o metrô não sabe, ou não quer falar, o motivo. Apontaram a culpa para os usuários que apertaram o botão de emergências e as portas foram abertas entre a estação Dom Pedro e Sé. Isto causou um efeito dominó e travou tudo. Alguns jornais apontam que o problema começou às 7h50, outros às 8h10. Eu fiquei sabendo do caos, antes da notícia, uma vez que a funcionária do meu pai ligou aqui avisando que iria se atrasar.

Mas  este post não é para noticiar a paralisação, mas sim lembrar algumas coisas. Eu ando muito de metrô e sei que as portas, supostamente, não abrem entre as estações. Quando pedimos socorro, somos obrigados a esperar que o trem chegue a plataforma seguinte para sermos resgastados. Outra coisa, tenho certeza que o trem estava parado há muito tempo para alguém ter apertado aquele botão. E pelas imagens da TV Record, percebi que era o trem novo que estava parado: sim…o trem ultra mega moderno que não tem janelas. Então, imagine a situação: o metrô corta a energia..e junto com ela o ar condicionado. Caos total. Desespero mesmo para sair daquele forno. Não é a toa que iriam disparar o alarme de segurança.

Confesso que fiquei feliz por terem aberto as portas na plataforma. Já fiquei presa dentro do metrô e sei que é terrível. Mais terrível ainda é ver que a imprensa nunca sabe o motivo, já que a assessoria de imprensa do metrô é realmente muito boa! Conseguem esconder as mortes diárias, acidentes e tem a maior facilidade para apontar que a culpa é o usuário.

Queria muito que tivesse um candidato ao governo de são Paulo fazendo campanha dentro do metrô hoje…ou qualquer outro dia em horário de pico, para eles verem que não é brincadeira e que merecemos respeito. Ao invés de brigar que um só entregou 650 metros de trilhos por ano, por que não se movimenta e faz o negócio funcionar? De que adianta ter  mil km de metrô se em falhas como essa somos tratados como números e ainda culpados por uma falha do sistema? Está na hora de repensar isso e também no seu candidato.

Este texto foi escrito às 9h33 e até este momento estava sem respostas quanto ao real problema que levou ao caos no metrô de são Paulo. O potal G1 foi esperto….ouviu quem estava preso. Teve uma fala que resume tudo o que eu falei:

‘Tivemos de andar sobre os trilhos’
“Eu estava no trem que parou na estação Sé. Ficamos mais de 15 minutos parados. Desligaram as luzes e o sistema de ar. As portas foram abertas pelo operador do trem e começamos a sair e andar pelos trilhos, pois os funcionários não nos dava informações. Quando passei em frente à cabine do condutor havia funcionários da manutenção tentando solucionar o problema.”
– Rodrigo Lucas dos Santos, internauta, São Paulo, SP  para G1

Gravando!


Trabalhar no Ikwa me exige uma atividade que eu, particularmente, gosto muito: fazer reportagens em vídeo. Para mim, cada matéria é um novo desafio que me entrego de corpo e alma porque eu aprendo muito com os entrevistados e comigo mesma. A cada gravação sinto que vou dando mais um passo e ao ver a matéria no ar, sinto que estou evoluindo. E dentro disso, tem vezes que um vídeo se destaca.

E esta semana foi ao ar uma matéria que com certeza vou guardar no coração pra vida inteira. “Duas carreiras ao mesmo tempo” foi muito especial para mim nem tanto pelo assunto, mas como a equipe resolveu abordar o tema. Ela fala de pessoas que têm dois empregos e mostra como eles lidam com a rotina puxada. E eu senti na pele o que é se dividir em duas para dar conta do trabalho.

Thumb da matéria que foi ao ar hoje, 03 de março de 2010

A ideia da duplicação não foi minha, mas veio num momento muito especial. Foi muito trabalhoso gravar, regravar, trocar e destrocar de roupa, decorar texto e ainda pedir que o Ikwa inteiro ficasse sem falar alto pra gente conseguir gravar as intervenções na matéria. Mas confesso que a dor no corpo e o cansaço compensou o resultado final e me sinto orgulhosa. Só tenho a agradecer por ter participado de algo tão legal.

Espero de coração que a gente tenha mais ideias criativas assim porque além de ter aprendido muito, a diversão foi garantida. Sei que este texto tá muito meloso, mas quero deixar claro que não foi encomendado, foi só a consequência de um trabalho bem feito: satisfação.

A alegria vem junto com o sentimento de: “será que o público vai gostar?”Eu espero que sim. Se você ficou curioso para ver a matéria, acesse aqui e não deixem de comentar, aqui ou lá, o que acharam.

Para ver todas as inserções, inclusive as que não foram para a matéria, veja o vídeo abaixo.  Participação do Newman me ajudando nas falas! Valeu,  Minhoca

Enfim, formada


28.01.2009 - Colação de grau - Jornalismo e Multimeios - PUC - realizado no TUCA

A passagem de estudante para jornalista

 

 Colação de grau – 28.01.2009 – Jornalismo e Multimeios – PUC – realizado no TUCA

Foram 04 anos acordando às 5h00 com o céu escuro…

04 anos pegando o metrô muitas vezes lotado e as filas intermináveis do ônibus…

04 anos subindo aquelas rampas e sentando naquelas cadeiras minúsculas…

04 anos para perceber que não sou mais criança…

04 anos de uma longa caminhada.

 

Antes de entrar numa universidade, imaginava um mundo totalmente diferente pelo que passei. Aliás, este mundo existiu, mas percebi que eu não precisava, necessariamente, fazer parte dele.

 

 Eu pude continuar a ser quem eu era sem ter que me adaptar para ser uma universitária. É claro que para isso, deixei de fazer muito amigos que eu sabia que dentro de 01 ano não teria mais contato. Entretanto, posso dizer com toda a sinceridade do meu coração que foram poucas, mas essenciais, as pessoas que eu hoje chamo de amigo. E elas sabem que eu não preciso nomeá-las.

 

Manter a minha essência me deixou fora de bares, baladas, JUCAs e churrascos e de muitas rodinhas, mas não vejo isso como problema porque eu desfrutei a universidade de uma outra forma. Aprendi, com uma dessas pessoas que chamo de amiga, a estudar, a pesquisar e a não ter medo de ultrapassar os limites dos trabalhos e até mesmo de vê-los de outra forma.

Foram inúmeros os domingos e feriados em que me reunia com essas pessoas para transformar os trabalhos em aprendizado e diversão. Não sinto, de forma alguma, que desperdicei meus finais de semana, pois eles foram todos mais que válidos e os guardarei com muito carinho dentro de mim, até sentirei enormes saudades.

 

Aprendi também que a teoria (e olha que foi muita) não se aplicava somente ao exercício da profissão, mas a nova pessoa em que eu pude me transformar.  Eu me olho no espelho e vejo que amadureci sem deixar os meus princípios de lado e isso me deixa orgulhosa.

 

Ontem foi a confirmação de que esses 04 anos já passaram e que, a partir de hoje, meus professores já me chamam de “colega de profissão”. É uma imensa felicidade saber que eles, os nossos grandes orientadores na profissão nos reconhecem como jornalistas e não mais como estudantes. Para mim, é o grande motivo da colação de grau.

 

Participei de todas as colações de graus: 8ª série, 3º colegial, mas nenhuma me causou a emoção de vestir a beca como ontem. Quando eu coloquei o capelo eu vi que havia completado uma fase muito importante na minha e me senti vitoriosa por estar colando o grau de uma universidade tão conceituada  num curso que faz parte de mim.

 

Os discursos foram o meu momento de reflexão. Vi os 04 anos passando diante dos meus olhos e confesso que neste momento as lágrimas caíram de felicidade.  Ao ouvir meu nome, o momento em que estava confirmado. Peguei o canudo, vi a alegria dos meus familiares e amigos presentes e gritei dentro de mim: ESTOU FORMADA!