Nova resenha no ar


Fazia 3 meses que eu não gravava resenha, mas gosto tanto que resolvi voltar! Vem ver

 

Leia aqui 

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Conheci Lucinda Riley


É com grande alegria que fiz o meu primeiro vlog no canal! E nada mais justo do que documentar o meu encontro com a escritora Lucinda Riley.

Eu conheci sua obra por acaso, passeando numa livraria e dando de cara com a capa de”A rosa da meia noite”. Pedi como presente de natal e ganhei. E desde então virei fã e praticamente tenho todos os livros que ela lançou no Brasil.

Em 2014 ela esteve na Bienal em São Paulo, mas eu perdi. Desta vez não podia deixar escapar a oportunidade. Levei a gopro e registrei tudinho. Bora assistir?

 

Resenha – A garota italiana – Lucinda Riley


Olá, olá!

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu praticamente devoro todos os livros desta autora. Já rolou até vídeo falando do primeiro livro que li dela e você pode conferir aqui.

Desta vez quero falar de “A garota italiana”. Livro novo? Na realidade não. Lucinda iniciou a sua carreira muito cedo como escritora. Tudo começou em 1992 quando ela ainda assinava como Lucinda Edmonds. E “A garota italiana” foi lançada a primeira vez em 1996 sob o título de “Ária”.

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Originalmente publicado em 1996 com o título de “Ária”

 

Anos mais tarde, depois de virar um sucesso mundial, sua editora pediu para ver suas primeiras obras e sugeriu republicar “Ária”. Lucinda resolveu então reler sua obra e segundo algumas entrevistas que encontrei por aí ela disse que precisou reciclar. Revelou que na época a internet não era lá estas coisas (e não mesmo) e sentiu que precisava atualizar alguns dados. Eu não tive acesso ao original, mas acredito, pelo que li, que ela manteve sim a história, personagens e  melhorou sua parte histórica.

O que mais me chocou é que em “A garota italiana” não existe passagem de tempo. Como assim não existe passagem de tempo? É que na série “As sete irmãs” além de “A garota do penhasco”, “A rosa da meia noite”, “A casa das orquídeas” sempre há uma passagem de tempo, duas personagens – presente e passad0 -que de alguma foram tem algo em comum. Desta vez não.

Em “A garota italiana” acompanhamos o crescimento de Rosanna, uma garota italiana (dã rs) que mora com seus pais em cima de uma cantina e tem uma voz extraordinária. Sim, voz de ópera. Numa festa em família ela conhece Roberto Rossini, um cantor de ópera famoso, que se encanta por sua voz e sugere que ela faça aulas de canto. Rosanna se apaixona à primeira vista e jura a si mesma que um dia irá casar com o cantor. Mesmo sabendo que Roberto é o tipo Don Juan, papa-mulheres, que não se compromete a nada.

Obviamente que os anos passam, Rosanna vira mulher adulta e acaba cantando ao lado dele. Na trajetória deste amor montanha russa entre os dois personagens, conhecemos algumas histórias paralelas como de seu irmão Luca que estuda para ser padre, sua irmã Carlota que era toda maravilhosa e, por um erro, acaba perdendo todo o brilho da sua vida, e Donatella, uma esposa milionária que causa um bocado de situações que dão fogo à história do livro.

Quis muitas vezes invadir as páginas e dar uns tapas na cara de Rosanna e também uns tabefes na cara do Roberto, mas não quero dar spoilers. Quis também chorar com Luca e ri de Donatella (que feio, Lívia rs)

O final foi de certa forma surpreendente e me agradou. Algumas coisas que eu torci deram certo outras me pegaram de surpresa. Os capítulos são curtos, agradáveis, e vale a leitura para quem já conhece a autora. Para quem ainda não se aventurou em suas páginas, recomendo os seguintes títulos:

“A rosa da meia noite”, “Casa das orquídeas” e “A garota do Penhasco”. Se você ama séries, já parta para “As sete irmãs”.

E você, leu “A garota italiana”? Me conte!

 

As sete irmãs, Lucinda Riley


Depois de ter devorado “A rosa da meia noite” e emprestado para a minha mãe que também devorou, acabei ganhando mais três livros da Lucinda.

“As sete irmãs” foi o segundo escolhido.

Que alegria ver que a autora criou um romance que se passa aqui no Brasil, história que acontece durante a construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Lucinda Riley mais uma vez (para a minha alegria) brinca com duas épocas: da construção do monumento, aos dias atuais de 6 meninas adotadas por um senhor rico, Pa Salt.

Quando Pa Salt morre, ele deixa pistas para que cada filha saiba a sua origem. Lucinda nos convida a conhecer a história da mais velha, Maia. Pelas coordenadas deixadas, somos levadas até o Rio de Janeiro para conhecer o seu passado. Ao contrário da “A rosa da meia noite”, desta vez eu senti mais clara a ligação das duas histórias e ansiava pelo momento em que tudo fizesse sentido.

É um livro para ser lido com atenção, pois ela dá pistas no começo que só fazem sentido no final da obra. Para a minha alegria, parte desta incrível jornada se passa em Paris. Uma Paris dos anos 20.

São muitos detalhes, muitas aventuras por causa de um grande amor que ultrapassa qualquer continente. E o mais legal de tudo isso é que a autora realmente fez sua pesquisa a respeito das épocas e conseguiu, com maestria, criar uma fantasia deliciosa de ler.

Pra quem gosta de sagas, fica o gostinho da abertura que ela deixa para mais 5 livros sobre o tema.

Recomendo!

RILEY, Lucinda. As sete irmãs. Novo conceito, 2014

A rosa da meia noite, Lucinda Riley


Este foi mais um dos casos que julguei o livro pela capa. No segundo semestre do ano passado, estava passeando por uma livraria e decidi dar uma olhada nos mais vendidos e lançamentos. Fazia muito tempo que eu não arranjava um tempinho pra ler e estava começando a sentir falta.

A capa do “A rosa da meia noite” inicialmente me lembrou Versailles e seu lindo jardim. Ver uma moça correndo, sem mostrar o rosto, me fez pensar que ela estava fugindo dela mesma e quem sabe de um amor. Até aquele momento eu nunca tinha ouvido falar de Lucinda Riley, mas me chamou atenção. Eu não comprei o livro naquele dia, mas acabei lembrando dele no amigo secreto da rádio e pedi.

Para a minha sorte, eu ganhei.

Demorei um pouco para começar a ler, mas logo a escrita de Lucinda me encantou. Logo eu quis saber qual era o segredo de Anahita e queria entender a ligação desta indiana com a atriz americana Rebecca que foi gravar um filme na Inglaterra (pois é, o jardim da capa era inglês e não francês rs rs).

O romance acontece dentro de duas épocas, Índia e seus palácios magníficos passando por Londres pré Primeira Guerra Mundial ao mesmo tempo em que somos transportados para o final dos anos 90, quando conhecemos Rebecca.

Como eu disse no início, foi o primeiro livro da autora que li, e foi justamente esta “brincadeira” de duas épocas que me fez, mais tarde, ler todos os livros dela publicados aqui no Brasil.

Fico aqui me perguntando se devo contar detalhes do livro, mas acho mais interessante ressaltar alguns pontos que eu espero que não estrague a surpresa de ninguém.

O segredo de Anahita é logo revelado: ela tem a certeza que seu filho não morreu. Sua filha e toda sua família tenta desacreditá-la, inclusive fazendo-a lembrar da certidão de óbito da criança. Mesmo assim (e ainda bem) esta indiana é teimosa e pede ao seu neto, Ari, para descobrir o que aconteceu com o seu filho. Para ajudar em sua busca, ela o entrega um diário, momentos antes de morrer.

É aí que Ari acaba aparecendo na Inglaterra, na locação do filme de Rebecca, a mansão Astbury Hall . Juntos eles tentam decifrar o mistério e percebem uma forte ligação ao passado da atriz.

Muitas coisas acontecem nesta trajetória. As palavras da autora são viciantes e tão belas que muitas vezes enxerguei perfeitamente as cenas que ela descreveu, até mesmo fui capaz de sentir os cheiros.

Me lembro demais “O enigma do oito”(nem escrevi a respeito, pena) e vou confessar que esta mistura de presente e passado me fascina.

Super indico!

RILEY, Lucinda. A rosa da meia noite. Novo conceito, 2014.