Flor do bem


Tem músicas que tocam a gente de uma forma que é quase inexplicável. Geralmente eu falo isso das instrumentais, mas desta vez trago uma nacional. Chama “Flor do Bem” de Juraildes da Cruz. Só não lembro o nome do intérprete. O violão ao fundo é tão delicado que se eu fechar meus olhos, parece que me vejo em um campo calmo e tranquilo. Ela me dá paz.

Agora a letra…uau..a letra. Muito bonita. Diz um tanto de coisas que as pessoas deveriam prestar mais atenção.

Flor do bem

Veja meu amigo como outro está
Preste muita atenção
Às vezes o pouco que nos parece ser
É um tesouro para seu irmão
O homem que nos disse que o amor constrói
Deixou para nós esta lição
Fazer o bem, mesmo sem olhar a quem
Unindo todos num só coração
Quem recebe o bem
Sabe o bem tem
E faz de alguém um ser feliz também

Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém

Vivendo aprendemos a plantar o amor
Semeando a compreensão
O bom jardineiro não esquece a flor
Cuidando com dedicação
Aquele que só planta em seu coração
Flores de um mundo melhor
Também faz o mesmo pelo seu irmão
E a lição podemos ter de cor
Pois quem planta o bem
Colhe o bem que vem
E é assim que alguém nos faz feliz também

Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém (2x)

Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
E essa luz nunca se esquece de ninguém

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Música mode on


Não sou música, não sei tocar nada muito menos tenho alguma habilidade para cantar. Nem mesmo sei dizer quais acordes que estão sendo tocados, mas para mim pouco importa. O que quero dizer é que tem música que me toca.

Eu viajo quando escuto uma música assim. Me deixo levar pela melodia ou fico concentrada nas batidas, me imagino ora dançando, ora flutuando…e até mesmo como uma trilha sonora da minha vida.

Há algum tempo descobri essa música que se chama Yearning. Não sei quem é o compositor, (acho que é Raul Fernando) só sei que faz parte do cd The Bellydance Superstars Vol. V. É linda! Me toca profundamente…resolvi colocar ela aqui para quem quiser ouvir.

Novo trailer de “Eclipse”: e a Summit volta com suas jogadas de marketing!


Poster 02 do filme "Eclipse"

Na sexta-feira foi transmitido no programa Oprah a segunda (e última?) versão do trailer de Eclipse, da Saga Crepúsculo. Até aí não é novidade já que o filme estreia dia 30 de junho. Mas o que mais me intrigou é a diferença da campanha de marketing da produtora Summit com o filme anterior, Lua Nova.Foram inúmeras as cenas liberadas no youtube e os diversos trailer meses antes da première. Confesso que até cansou um pouco e ao assistir o longa no cinema, quase não houve surpresas..tudo já estava na internet.

Por que será que houve mudança? Eu tenho um palpite. Nem toda sequência de um filme faz sucesso. Lógico que há exceções como a trilogia “O senhor dos anéis” , que foi filmada toda de uma vez e dividida só depois, Harry Potter que tem sete livros e o saldo final será de oito longas, “Piratas do Caribe” etc, mas há grandes fiascos como “Efeito Borboleta” e “Premonição”. Para mim seria esse o motivo da exaustiva campanha de Lua Nova: garantir a fidelidade dos fãs de Crepúsculo e atiçar novos seguidores que desejam uma mordida de Edward.

O resultado foi algo surreal. Enquanto “Crepúsculo” faturou US$ 250 milhões, “Lua Nova”passou de US$ 700 milhões. Agora que os fãs já estão enlouquecidos e aguardam ansiosos a estreia, os tabloides investem no “namoro”entre os protagonistas e atiçam para a polêmica da quarta adaptação. Será que “Amanhecer” será dividido como Harry Potter? Não sabemos ainda, por enquanto só acompanho o que vem sendo publico a respeito desta febre.

“Na continuação de “Lua Nova”, Bella Swan precisa enfrentar as consequências de ser amiga do lobisomem Jacob Black e namorada do vampiro Edward Cullen. Ao mesmo tempo, a moça se vê aterrorizada por uma misteriosa onda de assassinatos em Seattle e o fato de estar sendo perseguida por uma maligna vampira. Baseado no terceiro livro da série iniciada em “Crepúsculo”.” (fonte: cinema em cena)

A primeira coisa que apareceu foi um teaser de 10 segundos do trailer 10 segundos liberados do trailer:

Dias depois, saiu o trailer completo trailer 01

O que mais me chamou a atenção, foi uma fã (medo dela) ter filmado a sua reação quando o primeiro trailer de “Eclipse” caiu na rede. Fã enlouquecida:

Pouco tempo depois, uma cena é liberada:

E na sexta-feira, o novo trailer Trailer 02:

Pra quem ainda não viu, o dvd de “Lua Nova” traz os bastidores de “Eclipse”:

Confesso que fiquei mais encantada com o primeiro trailer por causa da música e da fotografia. O segundo já entrega muito coisa, perde um pouco da surpresa. Mas a questão que fica é: será que este foi o último trailer antes da estreia? Posso estar enganada…quem sabe quando se aproximar da data não aconteça outro bombardeio?? Eclipse ocorre raramente, mas a publicidade…. Temos que aguardar só.

Volta às aulas com tudo


O ano letivo mal começou e a faculdade resolveu fechar o cerco. Nunca me vi tão cheia de coisa pra ler na minha vida como agora neste segundo ano de rádio e tv. Confesso que, apesar do medinho, to gostando do desafio. Algumas leituras exigem colocações minhas e a primeira delas foi sobre o texto “Devanio e Rádio” de Gaston Bachelard. Como tive que postar o texto na rede, resolvi colocá-lo aqui também para ver se incita uma discussão.

O que é o rádio e qual é o seu papel?

Desde sua origem o rádio tem uma magia de criar imagens mentais e despertar sentimentos em quem o está escutando. Mais que um livro, este veículo nos transporta para dentro de nós e nos permite sonhar acordado porque ele consegue a partir da leitura das palavras, despertar a nossa imaginação.

É com esta premissa que Gaston Bachelard escreveu “Devaneio e Rádio”.
Segundo o autor, vivemos no universo na palavra e por causa disso estamos sempre ocupados a falar. Cada um fala de um jeito e nem sempre nos entendemos, mas o rádio tem uma linguagem universal. Ele fala para todos e ao ouvirmos sua voz nos calamos e escutamos em paz a sua mensagem.

No princípio, o rádio era o ponto central de uma casa, era símbolo de status social e todos se uniam em volta dele para ouvir as notícias, músicas e as famosas radionovelas. Com a chegada da TV, ele perde seu lugar de destaque no coletivo e passa a ser contemplado isoladamente, facilitando assim uma segregação de conteúdo. Por causa disso, “o rádio possui tudo o que é preciso para falar em solidão, não necessita de rosto”, diz o autor. E Bachelard aponta que essa falta de rosto não é sinal de inferioridade, mas sim uma maneira de se tornar mais íntimo ao ouvinte.

A leitura do texto desperta o interesse em saber como este meio de comunicação sobrevive ainda mais num período em que tudo está misturado. Será que o rádio terá fim com as rádios online? Não se sabe, o que sabemos, segundo o autor, é que o rádio é “a realização da psique humana” e enquanto nenhum meio fizer isso, eu acredito que o rádio terá vida plena.
E como eu acredito fielmente que o rádio é para ser ouvido sozinho, gostaria muito que as pessoas usassem fones de ouvido e não obrigassem a mais ninguém ouvir o que elas tanto escutam.