Feliz dia dos namorados


O Dia dos Namorados chegou! Já sinto o cheiro das rosas vermelha embaladas ao aroma do chocolate e muitos sorrisos com corações palpitando de felicidade.

Que dia mais engraçado. O comércio e marketing vendem muito a ideia de que hoje é o dia de ficar ao lado de quem se ama. Dia de gastar muito em um restaurante, comprar aquele presente caro ou esperar horas na fila para entrar em um motel.

Mas, pensando bem…o que é este dia? É mais um dia comum. Se você ama alguém você quer que todos os dias sejam o Dia dos Namorados. Por isso, não espere o dia 12 de junho para dizer que você ama alguém. Diga todos os dias, todas as horas. Apareça com flores em momentos inesperados. Divida sempre a caixinha de chocolates (engorda menos rs), mas o mais importante: fique sempre com a pessoa amada.

Aproveito este post para fazer uma declaração de amor ao meu noivo lindo.

Ele já ouviu isso, mas quero que o mundo saiba o quanto eu te amo!

Que todos os dias continuem sendo o dia dos namorados/noivos pra gente, meu lindo!

Lugar à mesa


Sonho de todos: achar uma mesa vazia na hora do almoço

Em um sábado tranquilo, o casal estava passeando pelo shopping e resolveram almoçar.  A praça de alimentação estava cheia e demoraram um tempo para conseguir uma mesa enquanto seguravam as bandejas do lanche.

Não é irritante quando você procura um lugar e vê as pessoas sentadas conversando com os restos de comida gelados denunciando que a refeição já acabou há algum tempo?

Pois é..depois de zanzar, encontraram. Sentaram, comeram e conversaram. Quando os saquinhos estavam amassados em cima da mesa, levantaram.  Um garoto sorri com a sua bandeja, contente que a sua espera tinha acabado…é…do nada…um rapaz acima do peso, cheio de sacola, grita do outro lado da praça da alimentação:

– Não, não, não!!!! Essa mesa é minha! Sai daí. Tô esperando essa m* há meia hora!!!!!

Neste momento o casal para petrificado e só consegue olhar na cara do cidadão que corresponde ao esteorotipo de maloqueiro/encrenqueiro.

Segundos depois, aparecem caras maiores que ele e ocupam a mesa. Uma olhada rápida, o casal percebe o garoto assustado e não sabe o que fazer. Sabe o que era pior? Nenhum membro daquele grupo carregava comida. Eles sentaram e ficaram rindo.

O que você faria em uma situação dessas?

Aproveito para dar uma dica de boas maneiras: se você está procurando mesa ainda sem a sua comida, dê preferência para quem já carrega uma bandeja.

Não seja inconveniente. Se você já terminou e viu que a praça está lotada, saia da mesa. Afinal, fast food é assim: coma rápido e tchau.

#12 No transporte público


Mulher tem uma necessidade incrível para desabafar. Às vezes o que ela tem a dizer é tão grande que não se importa em compartilhar com a amiga mesmo dentro do metrô, onde milhares de pessoas, inclusive eu, estão  grudadas nas duas amigas contra vontade própria e praticamente somos obrigados a escutar já que as moçoilas falam alto.

Pois bem, vamos ao que aconteceu.  Joana (nome fictício, ok?) é atendente de telemarketing e trabalha por escalas. Logo, rotina é o que falta no seu dia a dia. Há momentos em que trabalha de manhã, à tarde…de noite, sábado, domingo e até feriados. Sua grande alegria e divertimento era Pedro, seu namorado há mais de 5 anos.  Joana acreditava que ele era o cara perfeito e que assim que tivesse uma vida mais tranqüila no trabalho, o casamento seria o próximo passo.

Porém, após ter que viajar para participar de um treinamento, Joana percebeu que Pedro estava diferente. Mais atencioso ao mesmo tempo em que o ciúme, que não existia, começou a se manifestar dele por causas bobas, como quando ela passava um batom vermelho. De início, não desconfiou de nada. Até que um dia, o celular dele apitou avisando que havia uma mensagem. Ele estava no banho e nunca se importou que ela mexesse nas coisas dele.  Sem neuras, ela leu.

“Onde você está? Estou tentando te achar desde ontem! Saudades, M.”

Ao contrário da maioria das mulheres, acrediton eu, Joana não deu “piti”. Anotou o número da fulana e fingiu que nada tinha acontecido.  No dia seguinte, ligou para M. como a desculpa de vender alguma coisa.

– Alô? – disse M.

– Olá, M. Meu nome é Joana e sou namorada do Pedro há cinco anos e vi que você enviou uma mensagem no celular dele. Precisamos conversar. – respondou
– Como assim? – perguntou M.
– Tenho o seu endereço e tô indo aí.

Mais uma vez, bem diferente da maioria, Joana não chegou lá e bateu na amante. Mas sentaram para conversar.
– A gente tá saindo há 5 meses. Nunca imaginei que ele tivesse outra – disse a M.
– Nem eu. Por isso que ele não brigou quando arranjei este novo emprego. Assim ele podia me trair – disse Joana.
– Mas ele me ama! Vamos nos casar no final do ano.
– Como assim? Eu namoro com ele há 5 anos e ele nunca falou em casamento. – replica Joana.
– É que minha religião não permite que eu namore muito tempo, sabe? Tenho que casar logo e ele entende. Disse que vamos noivar no final do ano. Sinto muito. – disse M.
– Calma lá que a gente pega essa cachorro!

O celular de M. toca e era Pedro. Encabulada, M. aceita o conselho de Joana e o convida para ir em casa.

– Não posso – disse ele – vou passar na casa do meu amigo.  – E desliga.  Neste mesmo momento toca o telefone de Joana.

– Oi, meu amor – disse a voz de Pedro do outro lado da linha – Já tá em SP?
– Sim, onde você esta, querido? – pergunta Joana.
– Em casa. Vem pra cá.

Desligam. M estava em prantos e Joana a convence de irem juntas para a casa de Pedro. Chegam lá, o rapaz se faz de desentendido  ao mesmo tempo em que entra em pânico. As duas conversam com ele e terminam o relacionamento.

Antes de eu sair do metrô, ouvi que Pedro ainda corre atrás de Joana, mas que ela e M são agora grandes amigas. Vai entender…

Veja + da série
#11 No transporte público – sufoco
#10 No transporte público –  tecnologia
#9 No transporte público – dúvida e incerteza
#8 No transporte público – fones de ouvido
#7 No transporte público – seleção brasileira deixa a Copa
#6 No transporte público – o que é o respeito?
#5 No transporte público – jogo do brasil
#4 No transporte público – amor entre amigas
#3 No transporte público – cidadão e funcionário
#2 No transporte público – mulheres e futebol
#1 No transporte público – o riso é o melhor remédio contra o mau humor
No transporte público – que série é essa?

#9 No transporte público


Dúvida e incerteza

Mulher é muito engraçada. Algumas lutam pela liberdade e não submissão aos homens. Outras se rastejam e tem aquelas que fazem os homens se rastejarem por elas. Mas quase todas são inseguras quando um relacionamento começa, ou recomeça.

Na quinta passada estava indo embora para casa no meio do horário de pico. Dei sorte de entrar no vagão e encontrar um lugar para sentar na linha azul.

Eu estava completamente imersa no livro de Stieg Larsson (“A rainha do castelo de ar”, volume III da Série Millennium) quando o senhor do meu lado levantou e duas amigas vestidas com calça preta e blusa roxa, se aproximaram. A menos magra sentou ao meu lado.

– Ai, Pri..eu não sei o que eu faço com o Daniel, to muito brava – disse a que estava sentada.
– Por que, Carol? – perguntou a que estava em pé.
– Ele veio me dizer que vai viajar por uma semana para a Bahia.
– E dai?
– E daí que vou ter que ficar em casa?
– É nada, amiga…sai. Quem disse que você tem que ficar trancafiada toda vez que ele viaja?
– É…verdade
– E outra. Vocês voltaram agora a namorar, sai mesmo. Não tem nada a perder.
– É..você tem razão. Mas isso que me incomoda. Acabamos de voltar e ele já vai viajar com os amigos?
– Ué, do que você tá reclamando? Semana que vem você viaja comigo e com as meninas.
– É, mas eu não queria que ele fosse.
– Ah, amiga…pára com isso. Nem faz duas semanas que voltaram e tá assim? Deixa ele viajar, passeia muito e depois viajamos nós.
– Pode crer.
– Não vai querer repetir o que aconteceu da outra vez, né?
– Ah, não…claro. Dessa vez fico longe da mãe dele. Sogra maldita.
– A família do seu namorado é um saco mesmo. Não me desce a mãe dele nem aquela irmã…menina nojenta.
– hahahhahaha
– hehehe
– Me irrita muito o controle que a mãe dele tem dele.
– O que aconteceu?
– Ah, ela olha a fatura do cartão de crédito dele todo dia na internet.
– Sério?
– É..daí ela viu que tinha lá o valor do Hotel Ibis e foi perguntar o que era.
– E o que ele disse?
– Falou que tinha ido dormir no hotel. Aí a mãe dele perguntou se ele tava bêbado e tinha ido para lá para não dirigir.
– Affe. E o que ele disse?
– Aí ele falou que tinha ido dormir comigo. Mas ele só me contou essa história porque a mãe dele ligou pra ele hoje na hora que estávamos almoçando. Daí ele disse que tava comigo e eu perguntei desde quando ela sabia.
– Entendi. Mas meu, mesmo assim eu acho que você deve sair..ele vai farrear na Bahia e você vai ficar em casa?
– É, vou sair. Ele vai ficar chocado, mas vou sair.

Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem.

Saí do vagão pensando em quanto algumas mulheres têm o azar de ter uma sogra como essas que olham fatura do filho. Pior foi ver que a moça devia ter uns 25 anos e imaginar que o cara deve ter a mesma idade. E ter uma mãe controladora assim? Nossa…algumas coisas ficaram na idade média mesmo.

Veja +
#8 No transporte público – Fones de Ouvido
#7 No transporte público – Brasil sai da Copa do Mundo
#6 No transporte público – O que é o respeito?
#5 No transporte público – O jogo do Brasil
#4 No transporte público – amor entre amigas
#3 No transporte público – cidadão e funcionário
#2 No transporte público – mulheres e futebol
#1 No transporte público – o riso é o melhor remédio contra o mau humor
No transporte público – o que é isso?