Sinalize sempre


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Sou daquelas pessoas que gostam quando há clara sinalização. Exemplo, pra mim é de suma importância saber qual é o banheiro feminino e qual o masculino. Ou se tal rua é mão única…coisas do tipo.

Mas o que aconteceu comigo no sábado não foi bem este tipo de sinalização. Eu entrei no casamento errado! Isso mesmo que você leu.

Coincidentemente, dois sítios vizinhos estavam celebrando um casamento no dia 6 de setembro. Logo que entramos na rua, vimos alguns motoristas parados e um homem com roupa de pai de noivo. Como eu conheço apenas a família da noiva, perguntamos ao homem onde estacionar. Ele indicou e entramos. Não tinha ninguém na porta para receber os convites individuais e o homem nem nos preguntou quem éramos.

Assim que entrei, dei de cara com aqueles famigerados quadros do casal com espaço em branco para assinar. Para a minha “sorte” o casal na foto estava de costas e a foto estava escura, sendo assim, não estava conseguindo reconhecer o casal. Até aí, tudo bem. Peguei a caneta e escrevi “Muito amor na vida de vocês. Beijos Li e Thi”. Assim que terminei de fazer isso, um frio me passou pela barriga. Resolvi olhar o lugar porque sentia que tinha algo errado.

Foi quando fui até a mesa do bolo e vi que a noivinha era loira. Loira? Calma, lá! Minha amiga é morena! Muito sem graça, puxei o marido de canto e disse:

“Amor, acho que estamos no casamento errado”. Saímos discretamente e na porta, uma plaquinha minúscula apontava o nome de outro sítio.  Começamos a rir muito. E percebemos que havia mais gente perdida por ali.

Caminhamos até o sítio ao lado e chegamos ao nosso destino. Segundo o rapaz que estava na porta para receber os convites, não fomos os primeiros a entrar no casamento errado naquela noite.

No fim da história, chegamos a tempo para a cerimônia (que chorei muito rs) e fiquei pensando na cara do casal desconhecido lendo o meu recadinho no quadro rs rs rs Me senti quase no filme “Penetras bom de bico”.

 

 

 

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Compras


Comprar roupa para homem é teoricamente fácil. Afinal são poucas opções: calça ou bermuda, camisa ou camiseta, blusa ou moletom.  Mais fácil ainda quando você namora este rapaz por quase 7 anos. É…se toda teoria fosse igual a realidade.

No aniversário de 25 anos do meu noivo eu decidi que procuraria por uma camisa. Lojas e mais lojas e nada que eu olhasse e falasse: olha, é a cara dele. Ok, até tinha, mas estava muito acima do meu orçamento.

Resolvi ir à uma grande loja de departamento, daquelas que tem dois andares e vende para mulheres, homens e crianças. Zapeando pelas araras encontrei uma calça legal e resolvi comprar.

Infelizmente, ficou apertada. E, a contragosto dele (todo homem odeia comprar roupas?) voltamos à loja. Voilà. Não tinha o número dele, os modelos que estavam ali não agradaram e lá fomos nós à caçada do que ele poderia trocar. Mas este post não se refere propriamente a isso, foi só uma longa introdução para mencionar coisas engraçadas que vi enquanto esperava o noivo encontrar algo que lhe agradasse.

Enquanto ele estava no provador, fui zapear pela parte de sapatos femininos. Não que eu precisasse, é claro. Mas parece uma necessidade feminina olhar tudo o que está na sua frente e fazer aquele julgamento do que você acha caro, barato, legal, brega etc…

No meio do meu devaneio aparece uma menina bem magrinha. Pela altura dela, eu daria uns 15 anos. Ela também estava olhando as prateleiras de sapatos, mas resolveu experimentar alguns. Ela estava sozinha. E mulher comprando sozinha é meio perigoso. Afinal, quem vai te dizer que está legal ou que não tem nada a ver com você?

Eis que eu consegui prever (não era muito difícil também) que ela me escolheria para tal trabalho árduo. A garota veio até mim e disse: “Eles não são a minha cara?” Eu simplesmente não sabia o que dizer. Achei aquelas sandálias ridículas, mas vi o brilho nos olhos da menina. A solução? Apenas sorri.

Ela saiu toda animada e experimentou as sandálias. Quando levantou, quase caiu por não saber andar naqueles saltos. Antes que meu sorriso virasse risada, me afastei e me deparei com uma família olhando as araras infantis.

“Mãe, eu quero essa blusa rosa” – disse a menina que devia ter uns 6 anos
“É muito caro, filha” – respondeu a mãe que nem sequer tinha olhado a etiqueta do preço.

A menina fitou a blusa, pegou da arara e disse:
“Só custa R$ 100, mãe. E você pode parcelar em até 6x”

Juro que tive que me virar para ter certeza que era a menina e não uma vendedora. E pior que era a garota.

Um pouco mais à frente, na ala masculina, dois rapazes discutiam.

“Mano, que p*** é essa? Desde quando essa loja não tem mais coisas de R$ 10?” -pergunta um
“É véio. Tá f***. Agora tudo é acima de R$ 60” – responde
“Assim não dá. Onde que o Brasil vai parar se essa loja tá cara assim?”

É…eu que pensava que só veria situações engraçadas no transporte público, mas ainda bem que posso encontrar em qualquer lugar. No final das contas, meu noivo conseguiu trocar por outra peça e eu ainda saí ganhando 3 pares de meia heheheh