As sete irmãs, Lucinda Riley


Depois de ter devorado “A rosa da meia noite” e emprestado para a minha mãe que também devorou, acabei ganhando mais três livros da Lucinda.

“As sete irmãs” foi o segundo escolhido.

Que alegria ver que a autora criou um romance que se passa aqui no Brasil, história que acontece durante a construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Lucinda Riley mais uma vez (para a minha alegria) brinca com duas épocas: da construção do monumento, aos dias atuais de 6 meninas adotadas por um senhor rico, Pa Salt.

Quando Pa Salt morre, ele deixa pistas para que cada filha saiba a sua origem. Lucinda nos convida a conhecer a história da mais velha, Maia. Pelas coordenadas deixadas, somos levadas até o Rio de Janeiro para conhecer o seu passado. Ao contrário da “A rosa da meia noite”, desta vez eu senti mais clara a ligação das duas histórias e ansiava pelo momento em que tudo fizesse sentido.

É um livro para ser lido com atenção, pois ela dá pistas no começo que só fazem sentido no final da obra. Para a minha alegria, parte desta incrível jornada se passa em Paris. Uma Paris dos anos 20.

São muitos detalhes, muitas aventuras por causa de um grande amor que ultrapassa qualquer continente. E o mais legal de tudo isso é que a autora realmente fez sua pesquisa a respeito das épocas e conseguiu, com maestria, criar uma fantasia deliciosa de ler.

Pra quem gosta de sagas, fica o gostinho da abertura que ela deixa para mais 5 livros sobre o tema.

Recomendo!

RILEY, Lucinda. As sete irmãs. Novo conceito, 2014

Novos sonhos, novas metas


Desde que realizei o meu sonho de conhecer Paris fiquei me perguntando qual seria o meu próximo desejo.  Eu simplesmente decidi que quero voltar lá. Mas quero voltar correndo. Isso, participando de uma corrida de rua.

Crédito da foto: http://globo.com/

Crédito da foto: http://globo.com/

Pesquisando no amigo google, encontrei algumas provas:

1 – La Parisienne – prova para mulheres, com distância de 6,7 km (site oficial aqui)
2 – 10 km l´équipe – prova de 10 km (site oficial aqui)
3 – Paris – Versailles – 16 km de prova (site oficial aqui)
4 -20 km em Paris – (site oficial aqui)
5 – Meia Maratona em Paris – (site oficial aqui)
6 – Maratona de Paris – (site oficial aqui)

E qual destas provas eu estou mais querendo? Ta dá: a 4ª ou 5ª opção. Yes, baby! Como eu tenho a plena consciência que preciso juntar muito dinheiro pra voltar lá por que não aproveitar e treinar muito para correr por lá?

Quando fui de lua de mel eu andei muito pela cidade. Me encantei.  E já que quero voltar, por que não olhar a cidade de outra forma? Não sei quantos anos vou demorar para realizar este sonho. Só sei que quero estar preparada para correr mais de 20 km quando isso acontecer.

Eu falei para o marido que desejaria voltar  para comemorar 10 anos de casados, ou seja, tenho 9 anos para estar zero bala na meia maratona e ainda juntar a grana pra passear. Plano longo, eu sei, mas super viável. Neste meio tempo acho que dá para completar outras metas ainda não traçadas, mas bora lá. Com disciplina eu chego lá!

 

 

Paris #3


Ainda falando um pouco de organização, mas desta vez da mala e os preparativos para a viagem (que pra mim, foi a dos sonhos).

mala

Julho é o verão lá na Europa, logo pode carregar a mala de shorts, saias, regatas e roupas leves e, dependendo de onde vai, até separe o seu biquíni.  Em Paris não existe praia natural, mas existem piscinas públicas. Não fui em nenhuma, mas vi uma flutuante (sim, isso mesmo) montada sob o rio Sena. Apesar de saber que era verão, vá para o Aeroporto levando blusa, cachecol, use meias com tênis porque ô lugarzinho gelado…

Para 7 dias, eu levei na mala:
– 1 bom par de tênis (daqueles beeem confortáveis)
– 1 sapatilha para sair à noite
– 2 rasteirinhas
– 5 bermudas
– 1 vestido
– 2 saias
– 10 blusinhas
– 2 calças jeans
– 2 casaquinhos leves
– 14 calcinhas (sou daquelas que toma dois banhos por dia, desculpa aí franceses…)
– sutiãs

Dicas importantes

– Mala de mão
Você não pode transportar perfumes com mais de 100 ml (a não ser os comprados no free shop e mesmo assim, cuidado! Se o seu vôo tiver conexão, não pode comprar perfume com mais de 100 ml mesmo assim), desodorante aerosol, nem pensar! Vimos muitos serem jogados no lixo por causa disso. Também não é permitido transportar água. Remédio, pode. Mas garanta a sua receita médica e coloque eles naqueles saquinhos tipo ziploc.

Na minha mala de mão foi: passaporte, passagem, kit viagem para os dentes (uma mini escova de dente, uma mini pasta e um enxaguante bucal de 25 ml), máquina fotográfica, reserva do hotel, meus livrinhos de dicas em paris, um mini dicionário francês-português para me salvar no vocabulário (e salvou, falo disso depois), carteira, celular (que fica desligado durante o vôo), meus óculos, pente, óculos de sol (afinal, chegaríamos lá pela manhã).

Ah! Dúvida em relação ao notebook? O Thiago levou. No aeroporto aqui no Brasil, perguntamos se precisava declarar e nos informaram que se o aparelho demonstrar uso (fotos na memória, arquivos) não precisa.

Importante: para viajar para a Europa você tem direito à uma mala que pese até 23kg e a sua de mão não pode ultrapassar 12kg, segundo a AirFrance (dizem que com a TAM o peso é menor, então vale checar). A minha mala na ida pesava 15kg e a do Thiago, 12kg. A de mão não passou de 5kg a minha e 3kg a dele.

Eu levei protetor solar facial, mas tive que comprar um corporal lá porque o sol, apesar de não ser tostador como daqui, também queima. Então, não esqueça de inserir o protetor solar na mala, ok?

Outra coisa que esqueci de levar e me arrependi horrores: shampoo! Lá, as marcas baratinhas que encontramos aqui são bem caras e comprar shampoo de marca também não rolava, né? Tive que pagar a pequena fortuna em um que eu sabia que no Brasil não passava de 3 reais…mas…faz parte…quem mandou esquecer?

E ah! Condicionador! Eu também esqueci e tive dificuldade para encontrar lá. Procurei em várias lojinhas e os preços razoáveis eram raros. Mas acabei encontrando um. As farmácias de lá não são como as daqui que você encontra quase de tudo.

 

É isto aí, no próximo post desta série, mais coisas importantes sobre a viagem!

 

Paris #2


A organização da viagem

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A minha família sempre soube do meu sonho e quando avisamos que iríamos na lua de mel, eles me ajudaram me dando aqueles livrinhos de guia de viagem, de curiosidades do local e tudo mais que pudesse me auxiliar a montar o roteiro dos sonhos.

Em janeiro de 2013, meu amor e eu fechamos a data do casamento, o que significa que já estava na hora também de marcar a viagem. Meu coração já disparou na hora, né? Aproveitei também para marcar as minhas férias no trabalho. Optei por sair dia 1º julho (casamos dia 7) e retornar dia 31. Assim teria tempo para me organizar, casar e ainda descansar.

Aproveitando que eu estudei tanto tempo a língua, decidimos ir por conta, sem agência. Entramos no site Booking (http://www.booking.com/) e lá fomos pesquisando os hoteis com os melhores preços (afinal, o euro estava acima de 3 por 1).

Encontramos o Best Western Trocadero La Tour. No site, dizia que estava a 500 metros da Torre, que tinha banheiro no quarto (muito importante isso) e estava com um preço interessante com café da manhã incluso. Lemos as avaliações e escolhemos este mesmo. O bom de reservar o hotel com antecedência é que você garante aquele preço, mesmo sabendo que você só vai pagar isso na saída do hotel.  Acredite, pagamos menos da metade do valor da diária.

O vôo optamos por um direto, uma vez que os que tinham escala eram nos Estados Unidos e para isso, precisava do visto. E o marido estava com o dele vencido. A escolha pela Air France em relação a TAM, se deu no preço. A primeira custou metade da segunda, sim, literalmente a metade. O lado bom é que você pode parcelar as passagens e o bolso não fica tão pesado.

Como que escolhi a quantidade de dias? Primeiro, enumerei os lugares que gostaria de conhecer e conhecer no ritmo de lua de mel mesmo: acordar tarde, namorar e olhar a paisagem com calma. Tem gente que diz que dá para conhecer a cidade em 4 dias, mas eu não acreditei muito. No fim, optamos por 8 noites e 7 dias.

A maioria dos check in dos hoteis que pesquisamos era a partir das 14h, então valia a  pena chegar na cidade no período da manhã uma vez que o aeroporto Charles De Gaulle fica um pouco mais de 30 km do centro.

Uma dica interessante para quem for olhar vôos, escolha o menos óbvio. O vôo noturno, que sairia do Brasil às 19h00 era R$ 500,00 a mais por pessoa do que sair às 16h25. E outra: viajar na segunda-feira é muito mais barato do que ir no sábado ou domingo. Para o retorno, a mesma coisa….evite voltar nas sextas, domingos e segundas-feiras.

Algo importante a ressaltar: Paris está 5 horas na frente de São Paulo. Bom para se programar com o hotel. Então, o nosso vôo saía de São Paulo às 16h25 do dia 8 de julho (19h25 no horário de Paris) e chegou lá às 08h25, do dia 9 de julho (03h25, horário de São Paulo). Teríamos tempo suficiente para retirar as malas com calma e até passear no freeshop.

Tudo isto foi resolvido na segunda quinzena de janeiro. E o que me restava era esperar o tempo passar e correr com a organização do casamento.

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Paris #1


Quem me conhece, sabe do meu sonho que sempre foi conhecer Paris. Não consigo dizer exatamente quando comecei a sonhar com isso, mas sei que foi na adolescência.

A paixão veio dos filmes, fotografias e pelo fato que o jornalismo nasceu lá. Este sonho começou a brotar e fui alimentando até que resolvi estudar a língua francesa. E bam! Sabia que teria que visitar a cidade luz uma vez na vida.

Foram quase 5 anos de curso, aprendendo a língua e aprendendo a respeito dos pontos turísticos, costumes e curiosidades do local. Neste meio o tempo, o marido (na época, namorado) percebeu a minha paixão e me disse que iríamos juntos.

Na época eu fui meio descrente, mas ele cumpriu com a palavra. E fui conhecer a cidade no momento mais romântico da minha vida: na lua de mel.

Estou iniciando uma série de posts chamados “Paris #” para contar como foi. Imagem

O fim de um ciclo


ah...Paris...ainda vou lá

Quando entrei em jornalismo na PUC, eu tive que escolher uma língua estrangeira como grade do curso. Como eu já tinha terminado o inglês e estava no meio do espanhol, resolvi encarar o desafio de estudar francês. Foi um ano repleto de aulas, mas confesso que não havia entendido muita coisa. Por isso, no ano seguinte, me matriculei na Aliança Francesa.

Nunca me esqueço daquele primeiro dia de aula. Aquela sensação engraçada de não entender nada o que a professora estava falando, doía até o cérebro de tanto que eu forçava para entender. Mas esse desespero só durou os dois primeiros sábados de manhã, sim eu fazia aos sábados.

A turma era grande: 13 alunos. Dos mais diferentes estilos, idades e sonhos, mas todos ali com a mesma vontade: aprender francês. Depois que “peguei o jeito”, o básico 1 acabou sendo fácil. Tinha muitos jogos, falação e exercícios para praticar. A turma estava tão empolgada que até fizemos naquele semestre mesmo, um grupo de estudo.
Nunca vou esquecer da técnica da “cuspida e catarrada” para falar o verbo prendre da maneira correta.

No básico 2 já sentimos aquela derrubada: alguns não continuaram, outros repetiram (não sei como, sinceramente), mas fomos firmes. Tempos verbais e conjugações começaram a fazer parte da nossa vida. Foi tão legal conseguir contar uma coisa no passado!! Graças ao chapeuzinho do passé composé. Ficou marcado o desenho da casinha explicando quando usar être e quando usar avoir.
O mais engraçado é que eu nunca mais esqueci.

Fui caminhando e a turma diminuindo. Básico 3, Intermediário 1…quando chegou no 2, aconteceu o que eu esperava: a turma acabou. Não tinha alunos suficientes e lá fui eu fazer o curso de sábado a tarde. Affe!! Achava que seria terrível, mas a turma e as professoras foram tão incríveis que valia a pena perder meus sábados a tarde.

O problema veio quando entrei no avançado, tive que mudar de unidade e dei de cara com uma professora que não deu muito certo. Sabe aquela coisa de “santo não bate”? Pois é, eu entendi naquele momento o que significava isso.
Naquele semestre foi a primeira vez que me desencantei com o francês, isso depois de três anos.

Mal terminei o avançado 1 fui obrigada a parar. Tinha começado a trabalhar e ainda tinha aula aos sábados na faculdade. Foram 06 meses sem aula. Estranho, mas eu dava meu jeito. Ouvi muita música, lia muito e tentava participar de chats em francês.

Até que no início deste ano, tive a oportunidade de voltar: para a mesma unidade e horário de quando me matriculei pela primeira vez. Entrei numa turma que me recebeu de braços abertos e encontrei uma professora muito querida, que me incentivava enquanto eu ficava que nem louca entre francês-trabalho-faculdade.

Foi difícil conciliar tudo…e..neste sábado foi a última aula. Um sentimento engraçado estava dentro de mim. Um mix entre “alívio que terei meus sábados de volta”e tristeza que “mas já acabou?Queria mais”.

Enquanto aguardo o resultado do Delf B2, fico aqui com aquele sentimento de quando um ciclo se fecha. Foi assim com o inglês e espanhol…por que não iria ocorrer o mesmo com o francês? Para completar, só falta ir para Paris para ver como eu viro…ah..Paris…foi por causa deste lugar que resolvi estudar francês…

Salut, mes amies! Comme n’existe pas en français une éxpression sur ça, je vous dis: vou sentir saudades