MTB E DRT – utilidade


Aos amigos jornalistas e radialista que tiraram seus registros antes de 2014:
Fui “presenteada” com uma situação um pouco delicada
Precisei atualizar os meus dois registros para o nome de casada. (sim, demorei pra fazer isso, eu sei).

Graças à tecnologia hoje o agendamento é feito online. Para a minha surpresa, o site apontava que meu MTB não existia. Dei entrada como se fosse um novo, dei entrada na atualização do DRT e me dirigi ao Ministério do trabalho no dia e horário agendado.

Graças (ou não) à tecnologia, me informaram que meu MTB não existia. Eu mostrei a etiqueta na minha carteira de trabalho e o analista me informou que no segundo semestre de 2013 houve uma mudança de software e que muitos registros profissionais SIMPLESMENTE SE PERDERAM!!!!!!!

Bacana, é?
Antes de entrar em pânico, acesse http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam

clica la em “Consultar situação registro profissional” e digite os dados que pedem. Se aparecer lá, você pode ficar tranquilo.Mas se aparecer não existente, significa que você foi premiado e, assim como eu, vai ter que refazer todo o processo.

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Bum bum bum, Castelo Rá-Tim-Bum


Quando eu era criança, mais ou menos uns 7 anos, lembro que a TV Cultura lançou o “Castelo Rá Tim Bum”. E pra mim foi mágico. Não digo nem pela magia já existente no roteiro, mas sim, porque já me dei conta na época que estava vendo algo inédito na TV, feito no Brasil.

Eu acompanhava o mundo de Beakman e outras coisas que passavam na TV Cultura, mas como os episódios se repetiam muito, algo em mim (talvez o instinto de rádio e tv que nasceria alguns anos depois) me dizia que nada daquilo era novidade. Não que eu achasse ruim, de modo algum. Aliás, meu marido ainda fica inconformado com a minha capacidade de assistir o mesmo filme/seriado milhões de vezes sem me incomodar (ele fazia isso com o Chaves, mas nunca se deu conta rs). Mas quando eu vi pela primeira vez o Castelo e notei que o episódio seguinte era diferente, me encantei.

Claro que eu sonhava em ter o vestido da Biba, queria que a porta do meu quarto fosse tão legal quanto a do Nino, achava a Celeste a coisa mais fofa, apesar de morrer de medo de cobras, e cantava todas as músicas do ratinho de massinha e também as outras que passavam pelo programa.

Me encantei com a biblioteca e o gato inteligente e me divertia horrores com o Etevaldo (mesmo tendo medos de ETs rs). Vai ver o interesse pelo jornalismo possa até ter algo a ver com a Penélope…vai saber rs….só sei que “Castelo Rá Tim Bum” fez parte da minha infância e eu confesso que fiquei muito triste quando acabou.

Eis que, anos depois, o museu de imagem e som, em São Paulo, resolve fazer uma exposição com os cenários, bonecos e figurinos. Eu quase surtei quando vi rs. Demorei para visitar por causa da super lotação, mas aproveitei uma sexta-feira de férias e fui com minha mãe e minha prima.

Chegamos lá por volta das 13h30 e conseguimos ingresso para às 16h00. O jeito foi ficar por ali, aguardando o horário. Observar o público da exposição era bem interessante. Vi muitas pessoas que a faixa etária parecida com a minha e muitas destas pessoas já tinham filhos pequenos ali. (tenho certeza que usaram o filho como desculpa para visitar a exposição rs)

A exposição

Eu simplesmente queria tirar foto de tudo!!! Fiquei encantada de ver que a entrada era a porta do Castelo com o porteiro e o piso era igual ao da TV! Muito fofo! O meu lado radialista deu de cara com a sinopse na parede e quase chorei. Fiquei encantada de ver os roteiros, mapas de cenário e a carta convite do Cao Hamburguer para assistir ao programa. Tudo muito lindo.

Lá você consgeue ver o laboratório do Tíbio e do Perônio, a oficina do doutor Victor, a sala de estar (onde ficam o piano, a TV escondida na caixa preta), a biblioteca, o encanamento onde fica o Mau e o Godofredo, a cozinha, o quintal da Caipora, o quarto do Nino, a sala onde fica a Celeste, a escada incrível da Morgana, o quarto da Morgana, o lustre das fadas, o cenário dos passarinhos…tudo muito lindo! Para quem era fã do programa, é visita obrigatória.

Mas corra, eles expandiram até o dia 16 de novembro e nos finais de semana só vendas online. Vai com paciência, mas vá. Vale muito a pena.

Quem sabe não incentiva a ter uma expo assim do Cocoricó? Ou quem sabe não desperte novamente a produção audiovisual brasileira para programas infantis tão bons quanto o Castelo?

Informações: Exposição Castelo Rá Tim Bum

Enfim, formada (2)


Está aí um post que há anos atrás eu jamais pensaria em escrever! Digo isso porque aos meus 17 anos eu nunca iria dizer que faria duas graduações. E ainda duas graduações dentro da comunicação!

Sim, senhores! A primeira opção logo que saí da escola foi jornalismo. Passei quatro anos na PUC. Aprendi um bocado de coisas úteis e também inúteis e acabei me formando com um gostinho de quero mais e ainda com o sonho de estudar na Cásper Líbero.

E lá fui eu prestar o vestibular. Para a minha alegria (e surpresa) eu passei em 12º lugar no curso de rádio e tv. Estava mega empolgada.

Eu entrei com a pegada de aproveitar cada momento. Estava mais madura, com 21 anos, e sabia que estava ali por opção. O primeiro ano foi o mais puxado com as matérias teóricas e eu estava desacostumada a fazer provas escritas. Mas as notas foram boas. E dos anos seguintes também. Tive professores maravilhosos, alguns nem tanto, e conheci muita gente legal, outros nem tanto também.

Aprendi a fazer coisas que nem esperava que fosse capaz de fazer. Calma, digo isso de qualidade técnica profissional e intelectual, nada ilícito ou vergonhoso. Mas também aprendi a ser mais paciente e vi que a vida fica muito mais fácil quando nos colocamos no lugar de aprendiz. Sério mesmo! Pensar que sabe tudo só traz frustração, mas se você mantém a mente aberta, tudo vem como algo que vai te acrescentar.

Enfim, foram muitas provas, trabalhos e o desafio da primeira monografia. Encerrei o ciclo de 4 anos com notas altas, quase sem faltas e feliz pela jornada que trilhei. E nessa segunda-feira foi a cerimônia oficial me informando que acabou mesmo! Eu colei, mais uma vez, o 3º grau. Sim, oficialmente sou radialista!

Só tenho a agradecer aos professores pelo incentivo, aos colegas pelas ideias divididas e trabalhos realizados, mas principalmente à minha família que mesmo às vezes não entendendo como eu aguentava a correria, me apoiaram como sempre fizeram.  Mãe e pai, sem vocês eu não teria tido condições de estudar o tanto que estudei. Grata por tudo que me deram. Só cheguei onde estou porque vocês me deram a oportunidade.

Eu consegui! Me formei, colei e grau e tenho a felicidade de dizer que agora sou jornalista e radialista!

Cerimônia de Colação de Grau

Cerimônia de Colação de Grau

Antes que as piadas comecem, não…não tenho interesse em cursar outra graduação. Se for para voltar à faculdade, que seja uma pós e quem sabe até mestrado e doutorado? Quem sabe… ainda sou nova e sei que os percursos são diversos, mas o caminho ainda é o mesmo! =)

 

TCC: e nasce um filho


Hoje, dia 02 de novembro de 2012 ficará marcado para a minha história. Para você pode ser apenas um feriado, para outros a lembrança dos que já se foram, mas para mim um nascimento. Estou com a minha monografia impressa aqui na minha frente.

Para quem não sabe estou finalizando o 4º ano do curso de rádio e TV na faculdade Cásper Líbero. Ok, pode parecer algo simples e comum, mas não para quem teve este curso como a sua segunda graduação. Ahan, isso aí. Eu tive a coragem de encarar duas faculdades seguidas: mal saí de jornalismo e já entrei em rádio e TV. Se fizer as contas direitinho, hoje eu tenho 25 anos e estudo há pelo menos 20 anos ininterruptos.  É um bocado de tempo, não é mesmo?

Mas terminar este TCC significa pra mim muito mais que encerrar mais uma faculdade. Estudar na Cásper Líbero sempre foi um sonho meu. Este sonho iniciou aos 14 anos quando decidi que queria fazer comunicação, na época jornalismo, e o meu tio Ricardo me falou que a faculdade mais conceituada era a Cásper Líbero. Quando entrei para o colégio Lumière, isso em janeiro de 2002 ouvi de um outro professor, o Márcio que dava aula de química, que a Cásper, além da USP, claro, tinha que ser o meu alvo. Pois bem. Chegou a época de prestar os vestibular e fui nas três maiores: USP, Cásper Líbero e PUC.

Porém, com 17 anos eu só passei na PUC. E ainda na sétima lista de chamada. Imaginem a minha tristeza. Mas tudo bem, eu tentaria fazer a transferência no final daquele ano. Eu tentei. E não passei. Tentei mais uma vez e não passei. A primeira vez que entrei na Cásper foi para fazer cursos extracurriculares de locução. A sensação ao entrar lá era que eu pertencia ali. Mesmo sendo um prédio cinza, sem janelas, algo me dizia que eu deveria estar ali.

Pois bem. Por 4 anos, foi apenas por cursos extras que entrei ali. Quando estava no terceiro ano de jornalismo na PUC comecei a perceber que o curso não estava me dando aquilo que eu mais queria. Eu queria mexer com câmera, com edição, entender como funciona um microfone, com iluminação e tudo mais. Foi aí que descobri o curso de rádio e tv. Todos os trabalhos de jornalismo que dava para fazer em vídeo, eu fazia. Fiquei pensando por um ano até que chegou o TCC de jornalismo e fui fazer um documentário sozinha. Senti grandes dificuldades na parte técnica e estava frustrada por simplesmente não saber como certas coisas funcionavam. Foi quando abriram as inscrições para o vestibular da Cásper Líbero. E a vontade de continuar os estudos gritava dentro de mim.

Eu já namorava o Thiago e ele estava na luta para entrar na faculdade. Naquela época ele queria medicina, mas algo dentro dele chamava-o para o curso de Direito. Eu me formei desempregada, quase sem sorte nos estágios que fiz. Queria trabalhar numa grande emissora, mas meus 4 anos ficaram em assessoria de imprensa. Tudo estava acontecendo para eu encarar outra faculdade. Conversei com os meus pais, perguntando da possibilidade financeira de iniciar outra faculdade, mas não era outra qualquer, eu queria estudar na Cásper. Como sempre, eles me apoiaram.

E foi aí que fiz a inscrição. Mas fiz a inscrição no último dia, a poucos dias da prova. Fiz apenas para a Cásper, porque se não fosse lá, eu não queria. Fui para a prova de vestibular sem estudar nada das matérias do colegial. Apenas li os livros e vi os filmes que eles indicavam. Dias mais tarde o resultado saiu. E eu passei em 7º lugar, na primeira lista.

Foi muita emoção. Eu liguei para o meu pai chorando sem acreditar que eu finalmente iria estudar lá. Claro que perguntei de novo se ele poderia pagar e ele disse que sim. Fui fazer a matrícula com a felicidade transbordando dentro de mim.  Dá até para ver na foto da carteirinha, né? Explico: o fotógrafo leu o que estava escrito na minha camiseta, mas eu estava com sorriso solto e achei que era para sorrir. E a foto saiu assim rs.

Quando as aulas começaram eu sabia que era 4 anos mais velha que a maioria da turma. Em alguns momentos isso atrapalhava porque eu estava levando tudo muito a sério e eles, ainda saindo da escola e curtindo a vida.  O primeiro ano foi bem teórico e tinha aula aos sábados. Ao contrário do PUC, janelas na grade não existiam. Eu estava aproveitando tudo ao máximo, virei nerd completamente. Lia todos os textos, fazia todos os trabalhos com antecedência e tinha notas como nunca tive em toda a minha vida escolar.  Mas calma lá, a faculdade tem sim os seus problemas, mas eu gosto mesmo assim. No segundo ano fomos tendo aulas mais práticas e finalmente eu entrei numa grande emissora que estou ainda e hoje e espero continuar por muitos e muitos anos.

Jamais pensaria que trabalharia com rádio, mas foi onde a oportunidade surgiu e tenho que confessar que me apaixonei pelo lugar logo de cara. Além de nerd, passei a ser sistemática. Mas tudo porque eu estava amando tudo o que estava acontecendo. Não via nada daquilo como obrigação, eu me divertia nas duas coisas. Fazer as coisas de qualquer jeito não é comigo não. Se é pra fazer, faço com paixão e vontade.

Quando chegou no terceiro ano, tivemos um projeto chamado interdisciplinar que consistia em fazer um curta-metragem. O trabalho foi em grupo. E foi aqui que percebi que não queria fazer um filme como projeto final do curso. Conheci alguns professores que eu admiro muito e a vontade de, quem sabe, ministrar aulas um dia, cresceu dentro de mim. Escolhi que faria monografia para ir treinando para a futura pós-graduação. Outro motivo desta escolha é que seria a primeira vez na vida que faria um trabalho tão importante sozinha. Tudo dependeria apenas de mim e, por isso, aceitei o desafio.

Meu orientador foi um dos grandes – se não o melhor – professores que tive ali. As reuniões foram bem diferentes das que tive em jornalismo e nele vi um apoio que eu não esperava. (sim a minha experiência anterior foi meio traumática rs). A cobrança veio nas suas medidas corretas e aprendi muito durante todo o processo.
Sei que este post está gigante, mas ele reflete parte do que estou sentindo nesse momento ao ver o TCC impresso aqui.  Estou simplesmente emocionada. Realizei dois grandes sonhos.

Agradecimentos especiais aos meus pais Hilda e Eduardo, ao noivo que sempre esteve ao meu lado, Thiago, ao orientador Luis Mauro e à Camila Fink, que me apresentou ao mundo do Hitchcok no segundo ano de jornalismo e que revisou o meu texto com o maior carinho. E a todos que de alguma forma participaram de tudo isso.

Agora, resta esperar a banca de TCC no dia 6 de dezembro de 2012, às 20h. Exatos 4 anos depois que defendi o meu documentário e recebi um dez com louvor. Não estou tão preocupada com a nota porque a realização que estou sentindo, só as lágrimas de felicidade conseguem exprimir. 

PS: A banca é livre, quem quiser ir, basta me enviar um e-mail com nome completo e RG.

 

Verdade X Mentira


O que é mais fácil? Contar uma história verdadeira com uma mentirinha no meio ou contar uma história toda inventada com apenas um fato real?

Ai ai ai. Senti isso na pele na aula de interpretação na faculdade essa semana. Tínhamos que fazer as duas coisas: contar uma história real e enfiar uma mentira no meio e depois inventar uma da além e colocar uma verdade nela.

O que pra você é mais difícil? Pra mim foi inventar uma coisa nada a ver e encaixar a verdade nela.  Sei lá, é difícil sustentar uma grande mentira e ainda sabendo que as pessoas buscavam nas suas palavras o que era mentira e o que era verdade.

Mas o exercício foi interessante. Deu para entender que é preciso ter envolvimento para atuar, para poder convencer sempre o seu público de que aquilo tudo é verdade. Tem que ter concentração para não rir dos seus colegas te analisando e acima de tudo, criatividade na hora de improvisar.

Ok, amigos atores. Eu começo a esboçar uma ideia do que vocês passam todos os dias. Não é nada fácil. Vou lembrar disso quando começar o casting para o inter.

Vergonha alheia


Eu ainda não entendo porquê algumas pessoas gritam quando vêem alguém famoso. Sério. Por que? Eu fico imaginando o que deve passar na cabeça de um artista quando uma menina histérica aparece na frente dele e ao invés de dizer alguma coisa, ela só grita. E sabe o que é pior? Junto com o grito, vem as mãos na cabeça e 99,% das vezes, ela fecha os olhos ao emitir aquele som agudo e irritante.

Tudo bem…são fãs, eu até relevo. Agora….você ser estudante de rádio e TV e gritar como uma idiota quando vê um jornalista? Tudo bem que o Tiago Leifert merece a fama que tem, mas meu…ele foi até a sua faculdade ministrar uma palestra sobre o novo esporte na televisão praticamente exclusivo a você e seus colegas de sala e você ainda tem a coragem de dá uma de histérica dessas?  Gritou e se escondeu de vergonha….

Vergonha alheia total. Fico imaginando quando ela trabalhar em uma emissora…se é que vai trabalhar. Sério, gente! Eles podem ser famosos, mas não deixam de ser pessoas e, às vezes, você pode até ser melhor que uma celebridade. Pense nisso. Pode prestigiar, claro, mas seja sensato. Ainda mais se quer ser respeito. Fora isso,os meus ouvidos e os dos que estavam ali, agradecem.

Sintonize sua história


No dia 02 de junho coloquei aqui no blog um post chamado “ Radionovela”. Nele eu falava de um programa que fizemos para a disciplina de produção de rádio. Após ouvir algumas críticas construtivas, resolvemos mudar o sentido do nosso programa.

Deixou de ser radionovela e passou a ser um programa onde as pessoas enviam as suas histórias e nós da rádio fazemos a encenação. O tema desta edição é: choro de mãe, baseado no conto escrito dia 26 de abril de 2010.

O resultado você vê aqui.

Na locução: Ana Luisa e Mayara Picoli

Voz do alfinete: Rafael Fillipini (Sintonize a sua história)

Vozes da vinheta de abertura: Mayara Picoli, Renata Canales, Marcelo Viesti e Guilherme Cintra

Alfinete Rádio Ramos: Livia Di Bartolomeo e Bruna Marques

Edição: Robertinho

Você participaria deste programa?Mandaria a sua história? Dê a sua opinião, ela é muito importante.

Radionovela


Fazer faculdade tem as suas vantagens. Na hora de fazer trabalho em grupo, as risadas são quase garantidas. Ainda mais quando nenhum integrante é ator e resolve, mesmo assim, fazer uma radionovela. É deste trabalho que venho falar.

Para a disciplina de Produção de Rádio, devíamos criar um programa: jornalístico, musical, radionovela..enfim… o que a nossa criatividade permitisse. Baseada no texto que escrevi em 29 de abril, Choro de mãe – que por si só já é baseado em fatos reais-, resolvemos fazer uma radionovela.

Como era uma adaptação, escrever o roteiro foi mais simples. Numa noite de terça-feira, na mesa da cantina, eu,  Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos e Mayara Picoli, sentamos e escrevemos o roteiro. Marcamos a gravação e fomos à caça dos sons que comporiam nosso trabalho. Resolvemos encarar nós mesmos os papeis de atores para aumentar a diversão.

Chegado o dia de gravar…altas risadas. Na hora que era para chorar, eu ri. Na hora de falar, o Caio se perdeu e a Mayara deu um show com um sotaque tirado não sei de onde. A Ana fez dois papeis graças a sua capacidade de emitir sons diferentes quando ela fala, sim ela é uma dubladora. E a Bruna como sempre atenciosa e porque ela acha que tem a voz fina, foi a criança da radionovela.

Contamos com a ajuda do Robertinho, que trabalha lá na Cásper. Ele deu uma super força na hora da gravação, mas não deixou de rir com as nossas presepadas.

Ouça pelo Uol Mais aqui

Audiopasseio – Metropolitana 98,5 FM


Este post é dedicado ao trabalho que fiz junto com a Bruna Marques para a disciplina Produção de Rádio, chamado Audiopasseio.

A tarefa era sair pela avenida paulista com gravador na mão e falar sobre alguma rádio FM. Escolhemos a Metropolitana porque era uma das rádios que as duas já escutaram e ainda escutam algumas vezes.  O desafio era escolher o que falar…tem tanta coisa…mas o formato estava claro.

Íamos ficar as duas falando para o celular no meio da rua, mesmo que o som ficasse chiado, não tinha problema, era esse o objetivo mesmo

Quanto a experiência de fazer um trabalho desse:

O texto demorou um pouco pra sair, mas no final deu tudo certo. Do jeito que estávamos dava para fazer um programa com 1 hora de duração, mas conseguimos finalizar com 22’29”.  A escolha das músicas foi fácil, bastou olhar as dez mais pedidas do mês de abril.

A parte mais difícil foi lidar com as pessoas na paulista. Primeiro um cidadão vestido de lojas Renner da cabeça aos pés queria porque queria que a gente participasse de uma pesquisa. Falávamos que não dava e o cidadão ficava insistindo em vender o cartão de crédito. Meu…como existe pessoas inconvenientes nesse mundo!  Mal nos livramos dele, dois outros pararam na nossa frente e ficaram ouvindo a gente gravar. Até aí, normal..o ser humano é curioso e não pode ver gente gravando que já acha que é famoso.

Mas as duas criaturas ficaram esperando a gente dar uma pausa para entregar panfleto! PANFLETO!!! Pelo amoooooooooooooooorrrrrrrrr !!!! Não tem mais o que fazer não? Affe…sem noção.

Enfim, tirando essas bizarrices que só a paulista oferece para você o trabalho foi muito legal de fazer. Tive dificuldade com o Sound Forge pra editar, mas nada que uma fuçada aqui e outra ali não resolvesse o problema. O resultado você pode ouvir neste link.  Mas separe aí 22’29” do seu tempo,  pois, como eu disse, nos empolgamos e tá longo.

O primeiro curta a gente nunca esquece


Desde pequena eu adoro filmadoras e câmeras fotográficas. Se você não acredita, basta pedir uma daquelas fitas VHS da minha infância que você vai ver eu gritando pro meu pai: “ filma eu, pai. Filma, eu”. Pois é, o que era só registro familiar virou hobby mais tarde quando a minha família comprou a primeira JVC, estilo handcam.

O gosto pela brincadeira fez com que eu usasse a criatividade e regravasse os clipes da minha musa na época (sim, podem rir. Eu tinha 14 anos e adorava a Britney Spears). Como não tinha nenhuma técnica de edição, a gente pausava a música e a filmagem junto para mudar de cenário e lá ia o play de novo. Até hoje me surpreendo que a música nunca cortou. Ficavam bem bacanas, pena que não tenho nenhum desses vídeos mais.

Tudo mudou quando apareceu aqui em casa uma filmadora de HD. Nossa…foi sensacional! Nunca me esqueço da alegria ao descobrir que poderia passar o vídeo para o computador e gravar em DVD. Tanta tecnologia… e eu ainda não sabia mexer em nada.

Até que entrei na faculdade. Aí me encantei mais ainda. Vi pela primeira vez uma ilha de edição de perto. Confesso que era MUITO amadora, mas era uma ilha. No primeiro dia que vi a mulher capturando e editando e foi daí que eu resolvi instalar o adobe première em casa e aprender a editar na marra. Muitos foram os vídeos simples, como montagem de fotografias até chegar nas matérias de 1 minuto para a PUC.

Fui me aprimorando, lógico que com muita ajuda de amigos, até que me embrenhei em filmar festas de dança do ventre. Foi uma época de grande aprendizado, onde fucei mesmo no programa e me vi fazendo coisas que nem imaginava.

Por causa disso, resolvi encarar um grande desafio: fiz meu tcc em vídeo – um documentário a respeito de feiras livres. Um dia eu dedico um post especialmente ao meu TCC e a tudo que se passou.

Apesar de este post já estar enorme, o foco dele é o meu primeiro curta-metragem. Pra quem não sabe, estou fazendo a segunda graduação em rádio e TV e foi lá que tive a oportunidade de fazer isso.

Claro que não fiz nada sozinha, todo o trabalho foi em equipe. Confesso que foi muito gratificante ver que uma simples ideia de personagem transformou-se num curta que eu jamais esperava ser capaz de produzir.

A elaboração do roteiro não foi nada fácil e quando ficou pronto, olhamos pra ele e pensamos:  “praticamente impossível filmá-lo nas condições que temos para gravar”. Tínhamos apenas 4 horas e não podíamos ir além do quarteirão da faculdade. Mas encaramos o desafio e gravamos em 3h30. Inacreditável como tudo foi se encaixando e quando acabamos a gravação eu só olhei pra Ana, da equipe, e disse: “Fizemos o impossível, a gente conseguiu!”

Eu estava acabada de cansada, mas extremamente feliz. Quando fui editar eu me surpreendi com o resultado. E eis abaixo o trabalho que realizamos. Não ganhamos o Casperito, mas o sentimento de realização valeu por todo o esforço.

Confiram!

“Sem serviço” (2009)
Agitação de cidade grande, as pessoas sempre com a tecnologia pindurada na orelha. Neste mundo comtemporâneo há uma contradição com a ajuda de um mensageiro do passado: Hermes (Caio Ramos). Há muito tempo ele anda sem serviço por causa dos aparelhos celulares já que os humanos o trocaram pelo SMS. Até que um dia, ele percebe que Márcia (Leila Brambilla) não recebe um torpedo importante e resolve ajudá-la, entregando a mensagem ele mesmo.

Este é um trabalho dos alunos do 1 RTVC da Faculdade Cásper Líbero

Ana Luisa Pacheco, Bruna Carvalho Marques, Bruno Teixeira, Danilo Sala, Livia Di Bartolomeo e Mayara Picoli Rafael

Para quem gosta dos bastidores, confira o making of