MTB E DRT – utilidade


Aos amigos jornalistas e radialista que tiraram seus registros antes de 2014:
Fui “presenteada” com uma situação um pouco delicada
Precisei atualizar os meus dois registros para o nome de casada. (sim, demorei pra fazer isso, eu sei).

Graças à tecnologia hoje o agendamento é feito online. Para a minha surpresa, o site apontava que meu MTB não existia. Dei entrada como se fosse um novo, dei entrada na atualização do DRT e me dirigi ao Ministério do trabalho no dia e horário agendado.

Graças (ou não) à tecnologia, me informaram que meu MTB não existia. Eu mostrei a etiqueta na minha carteira de trabalho e o analista me informou que no segundo semestre de 2013 houve uma mudança de software e que muitos registros profissionais SIMPLESMENTE SE PERDERAM!!!!!!!

Bacana, é?
Antes de entrar em pânico, acesse http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam

clica la em “Consultar situação registro profissional” e digite os dados que pedem. Se aparecer lá, você pode ficar tranquilo.Mas se aparecer não existente, significa que você foi premiado e, assim como eu, vai ter que refazer todo o processo.

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Adeus ano velho, Feliz ano novo…


E chegou a hora do derradeiro post de 2011!  Hora daquele super-hiper-mega balanço do ano. Vamos lá?

O ano de 2011 começou com uma novidade sensacional: fiquei noiva! Pois é…em frente à praia, logo após o primeiro almoço do ano eu fui pedida em casamento. Super emoção! Dias depois me matriculei em um academia. Estava com 65,6 kg e 32% de gordura. Colesterol e triglicérides altíssimos! Tinha chegado o momento em que não poderia mais fugir de cuidar da minha saúde.

A academia foi uma novela. Faltei muito em alguns meses, ia todos os dias em outros, mas não cuidava muito da alimentação, mudei isso no derradeiro trimestre. Cheguei a perder muito peso, engordar demais, mas encerro o ano mais magra, triglicérides e colesterol baixíssimos,mas na luta para diminuir a glicose e a insulina no sangue. E claro que uma das resoluções para 2012 é diminuir essa taxa de gordura para 20%, no mínimo e tirar o medo da diabetes da minha frente para sempre.

Na faculdade tive meu grande desafio: produzir um curta-metragem. Foi estressante? Muito! Gratificante? Com certeza. Aprendi um bocado de coisas na marra mesmo e vi que sem organização a vida não anda, nem um curta rs. Percebi que escolhi bem em ter resolvido fazer outra faculdade. Claro que estou um pouco exausta, mas rádio e tv é tão a minha cara! Só que sem o jornalismo, isso não teria acontecido. Bizarro, né?

No estágio eu mudei de função. Estou aprendendo tanto! Cometo alguns erros ainda, infelizmente, mas começo a entender bem melhor o que é um rádio comercial. Bem diferente daquilo que eu imaginava antes de entrar. Confesso que já sei cantar quase todas as músicas hahaha e tenho um pouco de medo de fã de artista. Elas são capazes de cada coisa…nossa senhora! E o melhor de tudo é que cada vez menos eu fico inibida para lidar com pessoas (chefes, ouvintes e o que mais for preciso) e também a entender que cada um pensa diferente e que a união de uma equipe depende do equilíbrio dessas personalidades e o respeito de cada um. É, tô amadurecendo!

2012 será um fim de mais um ciclo! Mesmo que o mundo não acabe como os Maias previram, sei que pra mim um mundo vai terminar: da universidade. Pelo menos da graduação…pós, mestrado e doutorado ficam mais para frente.  O estágio termina e devo ir atrás de emprego (onde estou atualmente ou em algum outro lugar). Vou continuar com a academia, prestar muito mais atenção à minha alimentção e quem sabe já começar os planos efetivos para o casamento.

Me desejo mais calma em 2012. Afinal, ano de TCC, graduação e aquela sensação de “o que vai ser de mim depois de formada?” provam que será um ano um pouco estressante.  Mas…vamos que vamos! Bola pra frente!

Feliz Ano Novo pra todo mundo!!

Garoto sulamérica trânsito


Quem pega trânsito todo dia na cidade de São Paulo com certeza já ouviu falar da rádio sul américa trânsito (92,1 FM), do Grupo Bandeirantes.

É uma emissora que aponta as rotas de fuga e te explica porquê tá tudo parado quando você menos espera. Mas não vim fazer propaganda deles, só escrevi porque quero destacar o slogan deles, que é “Se aborrecer pra que?”

Pois é…se aborrecer pra que? Tá tudo parado mesmo! Hoje aconteceu uma coisa engraçada.

Eu, parada no trânsito sem poder escapar (isso porque já tinha fugido das avenidas mais travadas), aparecem três crianças. Elas seguem em direção ao meu carro sorrindo.

Confesso que o preconceito surgiu ali temendo um assalto, até que o mais novo vira e fala:

– Meu pai disse que a gente não deve se aborrecer no trânsito. Quer que eu cante pra você?

E a criança começa a cantar a música do desenho Barney!!!

hahahaha pois é…será que o pai dele trabalha na Sulamérica?

Uma nova descoberta


Quem me conhece sabe muito bem que adoro fazer cursos. Sim, sou nerd de certa forma e não tenho problema para assumir isso. Nestas férias, eu não poderia ter feito diferente. Depois de tanto reclamar que estava cansada por causa da rotina trabalho-faculdade-francês, eu não aguentei e me inscrevi em um curso de férias. Mas calma lá…foi curtinho..de 1 semana só…

Desta vez resolvi me aventurar pela sonoplastia. Como não entendia NADA, fui para um curso básico que a própria Cásper Líbero ofereceu. O diferente de todos os outros que fiz por lá, é que dois amigos de sala também embarcaram na minha. Confesso que eu esperava um curso mais prático, mas tive que lembrar que era básico iniciante e que aprendi um bocado de coisas que nem imaginava que existiam. E de quebra descubro que gosto de fazer rádio.

Digo isso porque tivemos que fazer um spot de até 60 segundos. A ideia era escrever, fazer a locução e, principalmente, editar. Pois bem, os grupos foram sorteados (claro que não caí com os amigos, lei de murphy é real mesmo rs) e nosso tema era LIXO. Bolar o texto foi fácil em comparação à escolha das trilhas. É difícil editar com três cabeças pensando, mas no final tudo deu certo. Nosso spot ficou pronto e vai ao ar na rádio gazeta AM. Grande emoção!

Dedico este post a isso: o spot sobre lixo. A minha voz aparece no final, logo após a do Paulo. A primeira voz é da Izadora.

Disponível também no UOL MAIS

E aí, o que acharam? Será que tenho futuro nisso? Eu espero que sim, porque foi muito legal. Hoje é o derradeiro dia de curso. Já está batendo aquele sentimento: mas já acabou? Ok, depois eu escrevo outro post contando mais (rs).

#8 No transporte público


Fones de ouvido

No início de março deste ano escrevi um post para este blog sobre o rádio. Nele eu discutia sobre ouvir rádio e terminei comentando que seria bom as pessoas usarem fones de ouvido ao ouvirem música em seus mp3, celulares e etc.

Pois bem, nesta semana fui obrigada a me lembrar deste texto. Plena segunda-feira às 7h00, logo após o Brasil voltar aos eixos com a saída da seleção da Copa do Mundo, uma mulher resolve deixar o som das vuvuzelas e da waka waka da Shakira para se dedicar ao seu gosto musical: PSY.

Acreditem ou não, a moça ouvia aquele ziriguidum pesado logo cedo e para completar, mexia o pescoço no ritmo frenético. Ok, pode parecer implicância minha, mas quando eu estava tentando ignorar as batidas, uma morena ao meu lado comenta com sua amiga:

– Psy logo cedo? Pelo amor de Deus, né?
– O pior é que ela tá com fone e ainda dá para ouvir – responde a amiga.
– É, irritante.
– Mas podia ser pior. Ela podia ser daquelas que tiram o fone e deixa o celular gritando como muita gente faz por ae.
– Mas daí não seria psy, seria funk.
– É, tenho que concordar com você.

Caro leitor, te convido a refletir: Quais são as músicas mais tocadas por celulares que, não sabemos porquê, estão sem fone?
a) funk
b) sertanejo
c) psy
d) samba
e) nenhuma das alternativas.

Veja +
#7 No transporte público – Brasil sai da Copa do Mundo
#6 No transporte público – O que é o respeito?
#5 No transporte público – O jogo do Brasil
#4 No transporte público – amor entre amigas
#3 No transporte público – cidadão e funcionário
#2 No transporte público – mulheres e futebol
#1 No transporte público – o riso é o melhor remédio contra o mau humor
No transporte público – o que é isso?

Radionovela


Fazer faculdade tem as suas vantagens. Na hora de fazer trabalho em grupo, as risadas são quase garantidas. Ainda mais quando nenhum integrante é ator e resolve, mesmo assim, fazer uma radionovela. É deste trabalho que venho falar.

Para a disciplina de Produção de Rádio, devíamos criar um programa: jornalístico, musical, radionovela..enfim… o que a nossa criatividade permitisse. Baseada no texto que escrevi em 29 de abril, Choro de mãe – que por si só já é baseado em fatos reais-, resolvemos fazer uma radionovela.

Como era uma adaptação, escrever o roteiro foi mais simples. Numa noite de terça-feira, na mesa da cantina, eu,  Ana Luisa, Bruna Marques, Caio Ramos e Mayara Picoli, sentamos e escrevemos o roteiro. Marcamos a gravação e fomos à caça dos sons que comporiam nosso trabalho. Resolvemos encarar nós mesmos os papeis de atores para aumentar a diversão.

Chegado o dia de gravar…altas risadas. Na hora que era para chorar, eu ri. Na hora de falar, o Caio se perdeu e a Mayara deu um show com um sotaque tirado não sei de onde. A Ana fez dois papeis graças a sua capacidade de emitir sons diferentes quando ela fala, sim ela é uma dubladora. E a Bruna como sempre atenciosa e porque ela acha que tem a voz fina, foi a criança da radionovela.

Contamos com a ajuda do Robertinho, que trabalha lá na Cásper. Ele deu uma super força na hora da gravação, mas não deixou de rir com as nossas presepadas.

Ouça pelo Uol Mais aqui

Audiopasseio – Metropolitana 98,5 FM


Este post é dedicado ao trabalho que fiz junto com a Bruna Marques para a disciplina Produção de Rádio, chamado Audiopasseio.

A tarefa era sair pela avenida paulista com gravador na mão e falar sobre alguma rádio FM. Escolhemos a Metropolitana porque era uma das rádios que as duas já escutaram e ainda escutam algumas vezes.  O desafio era escolher o que falar…tem tanta coisa…mas o formato estava claro.

Íamos ficar as duas falando para o celular no meio da rua, mesmo que o som ficasse chiado, não tinha problema, era esse o objetivo mesmo

Quanto a experiência de fazer um trabalho desse:

O texto demorou um pouco pra sair, mas no final deu tudo certo. Do jeito que estávamos dava para fazer um programa com 1 hora de duração, mas conseguimos finalizar com 22’29”.  A escolha das músicas foi fácil, bastou olhar as dez mais pedidas do mês de abril.

A parte mais difícil foi lidar com as pessoas na paulista. Primeiro um cidadão vestido de lojas Renner da cabeça aos pés queria porque queria que a gente participasse de uma pesquisa. Falávamos que não dava e o cidadão ficava insistindo em vender o cartão de crédito. Meu…como existe pessoas inconvenientes nesse mundo!  Mal nos livramos dele, dois outros pararam na nossa frente e ficaram ouvindo a gente gravar. Até aí, normal..o ser humano é curioso e não pode ver gente gravando que já acha que é famoso.

Mas as duas criaturas ficaram esperando a gente dar uma pausa para entregar panfleto! PANFLETO!!! Pelo amoooooooooooooooorrrrrrrrr !!!! Não tem mais o que fazer não? Affe…sem noção.

Enfim, tirando essas bizarrices que só a paulista oferece para você o trabalho foi muito legal de fazer. Tive dificuldade com o Sound Forge pra editar, mas nada que uma fuçada aqui e outra ali não resolvesse o problema. O resultado você pode ouvir neste link.  Mas separe aí 22’29” do seu tempo,  pois, como eu disse, nos empolgamos e tá longo.

CAIXA PRETA ao vivo na rádio Gazeta AM


Esta faculdade de rádio e TV está me rendendo boas surpresas.  Na semana passada a sala recebeu uma tarefa de produzir um programa cujo entrevistado seria Paulo Lima, editor da revista Trip e apresentador-faz-tudo do programa Trip FM na rádio Eldorado.  Como estávamos para entrar em semana de provas e eu sabia que todos ficariam como zumbis, tomei a iniciativa de agilizar a produção deste programa.  O povo foi se juntando e fomos montando perguntas, pensando na estrutura do programa…tudo para no dia fazer a prova no horário anterior com calma e chegar tranquilo para a gravação que seria no estúdio de rádio normal.

Mas daí…a coisa ganhou proporções. Na segunda aula, que ocorreria o programa, ficamos sabendo que a professora deu um jeito de colocar a gente AO VIVO na Rádio Gazeta AM com a justificativa que estávamos bem organizados. Ó, céus! Foi uma odisséia!

Tudo bem que estava tudo pronto, mas foi uma pauleira! Tínhamos 10 minutos para achar trilhas, “treinar” locutores, definir fala-povo, depoimentos e vinhetas e ainda fazer um espelho decente! Coooorrreeee ….mas no final, deu TUDO certo! Os locutores destravaram rapidinho e ainda conseguiram entender as minhas mímicas de produtora (que aliás, preciso trabalhar melhor isso hehe).

Bloco 02 do programa CAIXA PRETA

Só rolou mesmo porque as pessoas se empenharam antes, durante e depois! Fiquei super feliz mesmo e estou emocionada que meu segundo programa de rádio já foi ao vivo!

Agradecimentos:

Um agradecimento especial a Camila Fink que lindamente criou o nome do programa!
A Tiemy também que ficou online no ning comigo praticamente o tempo inteiro,
ao Rafa que foi atrás das músicas,
a Mayara que deu seu jeito: na sua falta de tempo, ela conseguiu analisar o programa da Eldorado e contribuir com informações cruciais,
a Carol, mais estressada do que eu (hehe) que mandou muito bem na pré e pós-produção,
a Bruna que mais uma vez me socorreu nas pautas de cada bloco,
a Renata que teve toda a paciência comigo momentos antes de irmos pro ar,
ao Bruno Rava que pegou a bucha da produção executiva e me orientou sempre que foi preciso,
a Magaly, professora, que colocou a gente ao vivo e
aos locutores que toparam participar e mandaram muito bem! Enfim..a TODOS que de alguma forma se envolveram! Foi genial!

Pra quem ficou curioso, segue link!

Volta às aulas com tudo


O ano letivo mal começou e a faculdade resolveu fechar o cerco. Nunca me vi tão cheia de coisa pra ler na minha vida como agora neste segundo ano de rádio e tv. Confesso que, apesar do medinho, to gostando do desafio. Algumas leituras exigem colocações minhas e a primeira delas foi sobre o texto “Devanio e Rádio” de Gaston Bachelard. Como tive que postar o texto na rede, resolvi colocá-lo aqui também para ver se incita uma discussão.

O que é o rádio e qual é o seu papel?

Desde sua origem o rádio tem uma magia de criar imagens mentais e despertar sentimentos em quem o está escutando. Mais que um livro, este veículo nos transporta para dentro de nós e nos permite sonhar acordado porque ele consegue a partir da leitura das palavras, despertar a nossa imaginação.

É com esta premissa que Gaston Bachelard escreveu “Devaneio e Rádio”.
Segundo o autor, vivemos no universo na palavra e por causa disso estamos sempre ocupados a falar. Cada um fala de um jeito e nem sempre nos entendemos, mas o rádio tem uma linguagem universal. Ele fala para todos e ao ouvirmos sua voz nos calamos e escutamos em paz a sua mensagem.

No princípio, o rádio era o ponto central de uma casa, era símbolo de status social e todos se uniam em volta dele para ouvir as notícias, músicas e as famosas radionovelas. Com a chegada da TV, ele perde seu lugar de destaque no coletivo e passa a ser contemplado isoladamente, facilitando assim uma segregação de conteúdo. Por causa disso, “o rádio possui tudo o que é preciso para falar em solidão, não necessita de rosto”, diz o autor. E Bachelard aponta que essa falta de rosto não é sinal de inferioridade, mas sim uma maneira de se tornar mais íntimo ao ouvinte.

A leitura do texto desperta o interesse em saber como este meio de comunicação sobrevive ainda mais num período em que tudo está misturado. Será que o rádio terá fim com as rádios online? Não se sabe, o que sabemos, segundo o autor, é que o rádio é “a realização da psique humana” e enquanto nenhum meio fizer isso, eu acredito que o rádio terá vida plena.
E como eu acredito fielmente que o rádio é para ser ouvido sozinho, gostaria muito que as pessoas usassem fones de ouvido e não obrigassem a mais ninguém ouvir o que elas tanto escutam.