Dogville e a influência de Brecht


Mais um vez trago um trabalho que fiz com a Bruna Marques e Mayara Picoli para a Cásper Líbero. Desta vez, tínhamos que encontrar algum filme que apresentasse características do dramaturgo Bertolt Brecht e analisar como apareciam no cinema. Pois bem, escolhemos Dogville (2003), dirigido por Lars Von Trier.

Já vale lembrar que se você não gosta de spoilers,  pare de ler agora.

Antes de começar, confira o trailer do filme.

Quando o cinema nasceu com os irmãos Lumière, acreditava-se que ele servia pura e simplesmente para retratar a realidade. Com os planos gerais e câmeras fixas, víamos toda a ação acontecendo diante de nós como se fôssemos a quarta parede de uma sala, justamente como acontecia com o teatro clássico. Não demorou muito para que o cinema conseguisse a sua própria linguagem e inovasse com o passar do tempo.

O modelo clássico é o mais seguido e referenciado, assim como aconteceu no teatro. Cenários exuberantes, atores famosos e trilhas encantadoras nos fazem mergulhar de tal forma na tela que nem percebemos que tudo não passa de uma montagem de imagens que, unidas, fazem algum sentido. Às vezes até esquecemos dos planos e enquadramentos e nos vemos ali no meio da história.

Como Alfred Hitchcock já disse inúmeras vezes, o ser humano é voyeur e é isto que garante que as pessoas fiquem horas diante de uma tela sendo enfeitiçados pela história.  De certa forma, este encantamento também apareceu no teatro clássico. Mesmo com a distância da poltrona ao palco, somos engolidos pela fantasia de tal forma que pertencemos a ela.

O que vemos ali, no palco ou na tela, não chega a ser um retrato da realidade, como os criadores do cinema acreditavam, mas mesmo assim tendemos a acreditar que aquilo é real.

Entretanto, existiu um escritor e dramaturgo alemão que decidiu quebrar este paradigma de representação da realidade e nos lembrar constantatemente de que o que estamos vendo é uma peça de teatro: Bertolt Brecht. Para ilustrar as suas ideias, escolhemos o filme Dogville (2003), dirigido por Lars von Trier.

A maneira utilizada para filmar Dogville é o aspecto mais característico de Brecht. O filme foi rodado em um estúdio fechado e sem cenário, apenas com riscos desenhados no chão representando as casas e ruas do vilarejo. Até o cachorro é um desenho no chão, bem como a referência à cadeira de descanso e os arbustos, uma clara referência também ao cachimbo de Magritte.Isso já questiona se o que vemos é de fato a realidade ou uma representação dela.

No cinema e no teatro, isso nos faz lembrar que estamos assistindo a uma peça/filme e não que estamos vendo a história real.

Os atores circulam sobre a planta da cidade e atuam como se houvesse objetos invisíveis aos nossos olhos, sem paredes e portas, apenas com alguns móveis. É como uma criança que brinca de faz de conta e desenha uma casa no chão e passa a atuar nela como se fosse real.

A sonoplastia ajuda nossa imaginação quando a porta realmente faz barulho ao ser aberta pelos personagens.

Esta estética usada no filme mantém o espectador sempre ciente de que é uma representação da realidade. Todo filme foi gravado em um galpão da Suécia, o que remete ao teatro caixa preta de Brecht enquanto que a atuação dos atores com os objetos imaginários remete ao teatro do absurdo do dramaturgo.

Dogville é um pequeno vilarejo isolado no alto das montanhas e de difícil acesso. A história mostra a rotina sossegada dos poucos habitantes do lugar, cada um com suas manias e conformismo. Thomas Edson Jr. é o único personagem que não se conforma com a situação pacata das pessoas e promove reuniões moralistas para comunidade refletir sobre suas ações, com o intuito de promover o bem no mundo.

O nome Dogville significa vila do cão, mas em um sentido mais subjetivo, diz que os habitantes desta vila agem como cães por instinto uma vez que o contexto da Grande Depressão trouxe miséria a algumas cidades. Brecht ressaltava que as causas podem levar às consequências diferentes porque o ser humano é capaz de fazer escolhas, vê-se isso em Dogville pela submissão de Grace e depois pela vingança.

Baseada no distanciamento entre público e personagem proposto por Brecht, o filme trabalha a história como um componente para reflexão e didática, apresentando um caráter não-ilusório e colocando os espectadores fora de ação para interromper identificações.

As ações acontecem frente às câmeras e, simultaneamente, as outras casas e personagens são exibidas ao fundo, provocando estranheza para quem assiste, mas é a melhor maneira de interromper a ilusão e trazer reflexão, pois acentua momentos dramáticos.

A narração em “off” acentua ainda mais que se trata de uma história sendo contada ao público, assim com a divisão em capítulos, que se assemelha ao teatro e à história, ou seja, é  o narrador quem controla e da voz aos personagens. Brecht tinha um narrador que interrompia a ação e Von Trier também faz isso, comandando às vezes até a fala do personagem.

A principal característica encontrada no filme é a descontinuidade. Fica bem aparente como o diretor faz isso, pois coloca um letreiro informando o número do capítulo e o que irá acontecer, algo que é comum ao teatro Brechtiano. Enquanto muitos buscavam fazer as pessoas se sentirem no filme, Brecht fazia de tudo para que isso não acontecesse em suas peças.

No filme, apesar de seguir uma ordem cronológica dos fatos a divisão dos capítulos causa uma quebra, fazendo com que nos lembramos de que estamos assistindo a um filme. Nos momentos em que começamos a nos acostumar e ficamos compenetrados, os letreiros aparecem fazendo-nos lembrar de que aquilo não é real, é apenas uma história.

Por mais que os cenários não sejam comuns, chega a certo ponto no filme em que nos esquecemos disso, o cenário fica algo insignificante e nos tornamos atraídos pela narrativa. Quando aparece o número do capítulo, nossa concentração acaba por um momento e voltamos à realidade.

Devido a sua experiência de vida, Brecht adquiriu uma posição de luta pelos oprimidos, retratava de forma cênica as diferenças entre classes sociais e a injustiça do mundo. Podemos identificar essa estética na obra “O círculo de giz caucasiano”, onde a protagonista Grucha luta por Miguel, o menino de sangue real abandonado, o qual ela salvou da guerra e adotou com filho.

Nesta peça, Brecht representa as diferenças entre ricos e pobres e o caráter social deles. Ele sempre abordou temas que pudessem ser reconhecidos pelos espectadores e que trouxessem subjetividade.

Já notamos semelhanças entre o livro e o filme. A primeira referência se dá que o primeiro trata da situação das pessoas durante a Revolução Russa e o segundo da Grande Depressão. De certa forma, Von Trier e Brecht abordam a reação das pessoas simples diante de eventos de grande magnitude nos quais eles só fazem parte do cenário e não possuem voz ativa.

Em relação às personagens, há certa semelhança entre a personagem Grucha do livro “O círculo de giz caucasiano de Brecht” e Grace do filme “Dogville”. As duas estão durante toda a história fugindo de alguém. A diferença é que com Grucha conseguimos saber de quem e o motivo de sua fuga, já com Grace sabemos de quem ela foge, mas o porquê permanece um mistério durante todo o filme.

Ela chega à pequena cidade e começa a ajudar a todos, querendo ser agradável e permanecer por lá, enquanto Grucha ajuda o menino, vê que ele não seria bem tratado se continuasse com a verdadeira mãe e então foge com ele. Por mais que existam diferenças significantes em cada uma, a maneira como estão se preocupando com o outro cria uma semelhança entre as personagens.

Outro aspecto é que nas duas histórias há julgamentos em que nem sempre o que todos dizem ser o certo acontece. Em Dogville, primeiro Grace é julgada para que fique na cidade e as pessoas concordam mesmo sabendo que ela é uma fugitiva.

Depois, no final do filme ela julga as pessoas que maltrataram ela, matando todos e pensando que será melhor assim, não só para ela como para toda a humanidade eliminar aquela cidade, para que outros não sintam o mesmo que ela sentiu quando chegou.

No livro de Brecht o juiz impõe o veredicto que pensa ser o certo para ele, não de acordo com o que a humanidade e nossos costumes dizem ser o certo.

Quando resolve que o menino irá ficar com Grucha, por exemplo, o certo é que ele devesse ficar com a mãe verdadeira, mas o juiz acredita que Grucha fará o melhor por ele já que passou por tantas dificuldades e não puxou os braços dele no momento em que estava sendo julgada.

O cenário também dá a ideia do teatro. Na verdade não é o clássico cenário para cinema, mas  é como se fosse uma maquete do que seria o cenário. O fato de toda a história acontecer em um mesmo local, lembra uma peça teatral, na qual os personagens que saem da cidade ou até mesmo aqueles chegam, só aparecem no momento em que estão nela realmente.

Não conseguimos saber o que acontece fora de Dogville. Até mesmo na cena em que Grace tenta fugir, só conseguimos ver ela deitada na traseira da carreta, e ela falando o quanto está andando, temos apenas a impressão de que ela saiu e está se deslocando, mas em nenhum momento vemos isso realmente.

Mas por que Lars von Trier seguiu as ideias de Bertold Brecht? Porque ele fazia parte do Dogma 95, movimento cinematográfico revolucionário que exigia não usar cenários, nem trilhas sonoras e a câmera deve estar sempre nos ombros do cineasta. Isto explica os movimentos bruscos com a câmera, imagens meio tremidas e cortes descontínuos.

Entretanto, Von Trier usa iluminação artificial, gruas para as tomadas do alto e de certa forma possui cenografia, mesmo que não seja exuberante, e isso contraria os princípios do manifesto ao mesmo tempo em que vai ao encontro às ideias de Brecht.

Tudo isso para reforçar que estamos vendo uma representação da verdade como um faz de conta, assim como você está lendo um recorte do filme analisado a partir de dramaturgo, o que significa questionar: este texto é real? Ou uma representação dele? Será que deveríamos ter cortado ele, colorido e feito diversas coisas estranhas para você lembrar que está lendo isto? Brecth e Lars von Trier teriam feito, certeza.

Uma nova descoberta


Quem me conhece sabe muito bem que adoro fazer cursos. Sim, sou nerd de certa forma e não tenho problema para assumir isso. Nestas férias, eu não poderia ter feito diferente. Depois de tanto reclamar que estava cansada por causa da rotina trabalho-faculdade-francês, eu não aguentei e me inscrevi em um curso de férias. Mas calma lá…foi curtinho..de 1 semana só…

Desta vez resolvi me aventurar pela sonoplastia. Como não entendia NADA, fui para um curso básico que a própria Cásper Líbero ofereceu. O diferente de todos os outros que fiz por lá, é que dois amigos de sala também embarcaram na minha. Confesso que eu esperava um curso mais prático, mas tive que lembrar que era básico iniciante e que aprendi um bocado de coisas que nem imaginava que existiam. E de quebra descubro que gosto de fazer rádio.

Digo isso porque tivemos que fazer um spot de até 60 segundos. A ideia era escrever, fazer a locução e, principalmente, editar. Pois bem, os grupos foram sorteados (claro que não caí com os amigos, lei de murphy é real mesmo rs) e nosso tema era LIXO. Bolar o texto foi fácil em comparação à escolha das trilhas. É difícil editar com três cabeças pensando, mas no final tudo deu certo. Nosso spot ficou pronto e vai ao ar na rádio gazeta AM. Grande emoção!

Dedico este post a isso: o spot sobre lixo. A minha voz aparece no final, logo após a do Paulo. A primeira voz é da Izadora.

Disponível também no UOL MAIS

E aí, o que acharam? Será que tenho futuro nisso? Eu espero que sim, porque foi muito legal. Hoje é o derradeiro dia de curso. Já está batendo aquele sentimento: mas já acabou? Ok, depois eu escrevo outro post contando mais (rs).

Lolita ganha vida na adaptação de Stanley Kubrick*


Atenção: ESTE TEXTO TEM SPOILERS

É muito comum as pessoas assistirem a um filme adaptado de romance e dizerem que não gostaram. Obviamente há uma grande diferença entre as linguagens visual e literária e é necessário entendê-las para apreciá-las. Este é o caso de Lolita, de Vladimir Nabokov, lançado em 1955, e o filme homônimo de Kubrick, de 1967.  Apesar das diferenças, os enredos tratam da mesma história: um intelectual europeu de meia-idade envolvido em assassinato e ninfolepsia, um grande escândalo para os anos 50.

No livro, a narrativa é construída por meio das recordações do narrador-personagem em primeira pessoa. Em razão disso,  a versão  é altamente duvidosa porque só se conhece os fatos e os outros personagens a partir do seu ponto de vista, logo é necessário ler nas entrelinhas. É uma confissão totalmente solipsista, porque ele justifica todas as suas ações e extrapola no egoísmo, já que não pensa em ninguém além de si mesmo e nunca dá voz aos outros personagens. O resultado é uma obra literária cheia de armadilhas, pois usa um estilo elegante para falar de coisas escabrosas, como pedofilia.

O autor pega temas chocantes e os coloca com uma tal complexidade que é provável que muitos leitores deixem de sentir repugnância e passem até a simpatizar com o personagem. Isso é reflexo da escolha das palavras utilizadas por Nabokov que, apesar de simples, são trabalhadas como as pedras preciosas tratadas pelos ourives. O texto é rico em metáforas, apresenta descrições claras que geram a sensação de estar assistindo a um filme, até o leitor lembrar que se trata de um livro. Além disso, muitas passagens são verdadeiros poemas em prosa, o que o torna encantador.

Os personagens são espelho da sociedade dos anos 50. Humbert, o narrador – personagem, um intelectual europeu de meia-idade que viaja à Ramsdale para ser professor em uma universidade e apaixona-se por Lolita, uma menina de 12 anos que adora história em quadrinhos e desdenha os filmes estrangeiros. Há também Charlotte, mãe da garota, uma típica americana de classe média que acredita ser culta por consumir tudo o que vem da Europa, pintura, frases em francês, empregados negros, religiosidade exagerada, inclusive Humbert. O protagonista vive um “romance” com Lolita, mas, após várias ameaças, acaba perdendo-a, levando a estória a um desfecho trágico.

Chama a atenção o fato de o narrador escrever de dentro de uma prisão porque matou um homem – iremos descobrir mais tarde o motivo -, por ser a historia de um encontro entre o Velho, Humbert, e o Novo Mundo, a menina. O casamento com Charlotte serve para ele ficar mais próximo de Lolita, mas a morte da esposa no momento em que ela descobre as intenções do marido cria uma situação que é um tabu pouco explorado pela literatura séria.  O enredo resultou em duas adaptações para o cinema, uma em 1962, dirigida por Stanley Kubrick, analisada neste trabalho, e a outra em 1997, por Adrian Lyne.

Vale a pena ressaltar a harmonia existente no filme, ou seja, a normalização no relacionamento entre Humbert e Lolita. Destoa do roteiro original porque no romance de Nabokov não tem nada que possa ser inserido nos padrões de um “namoro comum”. Kubrick retirou as cenas de sexo – na película há só a intenção implícita por meio dos cochichos da menina ou através dos cortes subjetivos da câmera- e o motivo seria a censura. Tudo porque na época em que “Lolita” foi filmado, a sociedade estava impregnada por  valores morais muito fortes. Se este assunto era delicado para o final dos anos 60, imagine-se quando Lolita foi escrito. O livro foi considerado pornográfico e o autor encontrou dificuldade para publicá-lo. Para evitar o mesmo destino, Kubrick encontrou outras saídas que, para quem não leu o livro, não prejudicassem o entendimento do filme.

Outra diferença na adaptação foi a omissão do narrador, pois no livro este é um papel fundamental, uma vez que o leitor é duvida da sinceridade de Humbert, enquanto que, no filme, o espectador é “levado pela mão”, quase sem chances de desconfiar de sua integridade. E os quatro momentos em que aparece voz over são de caráter informativo, como explicar para onde estavam indo após um corte temporal feito pela câmera, ou dizer que o casamento com Charlotte aconteceu, sem precisar mostrá-lo,  e isto prejudica o brilho da obra, porque a história deixa de parecer a versão de Humbert e se torna uma realidade quase incontestável sob o ponto de vista do espectador.

Apesar disso, a obra cinematográfica tenta uma aproximação ao enredo original quando Stanley Kubrick opta por uma narrativa circular. Assim como no livro, sabe-se o final do filme a partir das cenas iniciais. Isso introduziu um novo olhar para Humbert, o de assassino. Desta vez sabe-se o nome da vítima do crime, Clare Quilty, mas não o motivo. Esta inversão do enredoo é o mote do filme, cuja construção foi feita para que seja descoberto o motivo do crime.

O personagem Quilty ganhou destaque e passou a ser a voz dissonante na narrativa, dando vida ao filme. Assim como em William Wilson, de Edgar Allan Poe, ele pode ser Humbert Humbert, quando analisado pela psicanálise.

O brilho do filme está no fato de que não é possível suprimir os outros personagens, como Charlotte e Lolita, pois elas aparecem de “carne e osso” na tela e falam, mantendo as personalidades descritas no romance pelo escritor. Também foram reproduzidos muito dos diálogos, mas em razão do tempo fílmico e da pouca importância na história original, alguns personagens foram retirados, sem comprometer o entendimento. Com exceção de Lolita, que teve que ser mais velha por causa da censura, a caracterização dos personagens foi fiel ao livro.

A música tem um papel interessante, pois marca o ritmo daquela sociedade que vivia com poucas mudanças estruturais em seu dia a dia. A mesma trilha se repete ao longo do filme inteiro, assim como o comportamento das personagens. Ela só muda quando há mudança de curso. A fotografia e a luminosidade auxiliam para a construção do clima, com predominância de luzes “chapadas”, como se fosse para o espectador se concentrar na atuação, principalmente na cena do assassinato de Quilty. Nota-se que ela é expressionista pelo desempenho do ator e não pela luz, como era comum neste tipo de vanguarda cinematográfica.

Os movimentos de câmera vão por esse mesmo caminho, mas com algumas particularidades quando, por exemplo, mostram os olhares dos personagens, como as cenas de “voyeur” de Humbert, chamada de câmera subjetiva.  Os enquadramentos facilitaram a interpretação da ocorrência das relações sexuais e a enganar o moralismo do público.

Além disso, o diretor mostra, por meio de travellings e longos planos-sequência, casas, cômodos, objetos, roupas e penteados, festas e comportamento dos personagens desta sociedade ritmada de forma um tanto humorística.  O humor está presente em diversas cenas, como a armação do catre no quarto do hotel, a fala acelerada de Quilty e a repetição da palavra “normal”, quando este encontra Humbert pela primeira vez após a fuga de Ramsdale, e as piadas eróticas de duplo sentido, como as brincadeiras de Lolita no acampamento.

O que importa ressaltar é que Lolita, de Vladimir Nabokov, teve tanto impacto que, mesmo quem não sabe do que trata a obra conhece o significado da palavra ninfeta e do próprio nome da garota. É um clássico da literatura que deve ser lido ou ao menos assistido para ver o brilhantismo dessas duas figuras: Stanley Kubrick, no cinema, e Nabokov, na literatura.

Veja o trailer do filme de Stanley Kubrick

*Este foi um texto que fiz para o trabalho para a Cásper Líbero (Língua Portuguesa)