TCC: e nasce um filho


Hoje, dia 02 de novembro de 2012 ficará marcado para a minha história. Para você pode ser apenas um feriado, para outros a lembrança dos que já se foram, mas para mim um nascimento. Estou com a minha monografia impressa aqui na minha frente.

Para quem não sabe estou finalizando o 4º ano do curso de rádio e TV na faculdade Cásper Líbero. Ok, pode parecer algo simples e comum, mas não para quem teve este curso como a sua segunda graduação. Ahan, isso aí. Eu tive a coragem de encarar duas faculdades seguidas: mal saí de jornalismo e já entrei em rádio e TV. Se fizer as contas direitinho, hoje eu tenho 25 anos e estudo há pelo menos 20 anos ininterruptos.  É um bocado de tempo, não é mesmo?

Mas terminar este TCC significa pra mim muito mais que encerrar mais uma faculdade. Estudar na Cásper Líbero sempre foi um sonho meu. Este sonho iniciou aos 14 anos quando decidi que queria fazer comunicação, na época jornalismo, e o meu tio Ricardo me falou que a faculdade mais conceituada era a Cásper Líbero. Quando entrei para o colégio Lumière, isso em janeiro de 2002 ouvi de um outro professor, o Márcio que dava aula de química, que a Cásper, além da USP, claro, tinha que ser o meu alvo. Pois bem. Chegou a época de prestar os vestibular e fui nas três maiores: USP, Cásper Líbero e PUC.

Porém, com 17 anos eu só passei na PUC. E ainda na sétima lista de chamada. Imaginem a minha tristeza. Mas tudo bem, eu tentaria fazer a transferência no final daquele ano. Eu tentei. E não passei. Tentei mais uma vez e não passei. A primeira vez que entrei na Cásper foi para fazer cursos extracurriculares de locução. A sensação ao entrar lá era que eu pertencia ali. Mesmo sendo um prédio cinza, sem janelas, algo me dizia que eu deveria estar ali.

Pois bem. Por 4 anos, foi apenas por cursos extras que entrei ali. Quando estava no terceiro ano de jornalismo na PUC comecei a perceber que o curso não estava me dando aquilo que eu mais queria. Eu queria mexer com câmera, com edição, entender como funciona um microfone, com iluminação e tudo mais. Foi aí que descobri o curso de rádio e tv. Todos os trabalhos de jornalismo que dava para fazer em vídeo, eu fazia. Fiquei pensando por um ano até que chegou o TCC de jornalismo e fui fazer um documentário sozinha. Senti grandes dificuldades na parte técnica e estava frustrada por simplesmente não saber como certas coisas funcionavam. Foi quando abriram as inscrições para o vestibular da Cásper Líbero. E a vontade de continuar os estudos gritava dentro de mim.

Eu já namorava o Thiago e ele estava na luta para entrar na faculdade. Naquela época ele queria medicina, mas algo dentro dele chamava-o para o curso de Direito. Eu me formei desempregada, quase sem sorte nos estágios que fiz. Queria trabalhar numa grande emissora, mas meus 4 anos ficaram em assessoria de imprensa. Tudo estava acontecendo para eu encarar outra faculdade. Conversei com os meus pais, perguntando da possibilidade financeira de iniciar outra faculdade, mas não era outra qualquer, eu queria estudar na Cásper. Como sempre, eles me apoiaram.

E foi aí que fiz a inscrição. Mas fiz a inscrição no último dia, a poucos dias da prova. Fiz apenas para a Cásper, porque se não fosse lá, eu não queria. Fui para a prova de vestibular sem estudar nada das matérias do colegial. Apenas li os livros e vi os filmes que eles indicavam. Dias mais tarde o resultado saiu. E eu passei em 7º lugar, na primeira lista.

Foi muita emoção. Eu liguei para o meu pai chorando sem acreditar que eu finalmente iria estudar lá. Claro que perguntei de novo se ele poderia pagar e ele disse que sim. Fui fazer a matrícula com a felicidade transbordando dentro de mim.  Dá até para ver na foto da carteirinha, né? Explico: o fotógrafo leu o que estava escrito na minha camiseta, mas eu estava com sorriso solto e achei que era para sorrir. E a foto saiu assim rs.

Quando as aulas começaram eu sabia que era 4 anos mais velha que a maioria da turma. Em alguns momentos isso atrapalhava porque eu estava levando tudo muito a sério e eles, ainda saindo da escola e curtindo a vida.  O primeiro ano foi bem teórico e tinha aula aos sábados. Ao contrário do PUC, janelas na grade não existiam. Eu estava aproveitando tudo ao máximo, virei nerd completamente. Lia todos os textos, fazia todos os trabalhos com antecedência e tinha notas como nunca tive em toda a minha vida escolar.  Mas calma lá, a faculdade tem sim os seus problemas, mas eu gosto mesmo assim. No segundo ano fomos tendo aulas mais práticas e finalmente eu entrei numa grande emissora que estou ainda e hoje e espero continuar por muitos e muitos anos.

Jamais pensaria que trabalharia com rádio, mas foi onde a oportunidade surgiu e tenho que confessar que me apaixonei pelo lugar logo de cara. Além de nerd, passei a ser sistemática. Mas tudo porque eu estava amando tudo o que estava acontecendo. Não via nada daquilo como obrigação, eu me divertia nas duas coisas. Fazer as coisas de qualquer jeito não é comigo não. Se é pra fazer, faço com paixão e vontade.

Quando chegou no terceiro ano, tivemos um projeto chamado interdisciplinar que consistia em fazer um curta-metragem. O trabalho foi em grupo. E foi aqui que percebi que não queria fazer um filme como projeto final do curso. Conheci alguns professores que eu admiro muito e a vontade de, quem sabe, ministrar aulas um dia, cresceu dentro de mim. Escolhi que faria monografia para ir treinando para a futura pós-graduação. Outro motivo desta escolha é que seria a primeira vez na vida que faria um trabalho tão importante sozinha. Tudo dependeria apenas de mim e, por isso, aceitei o desafio.

Meu orientador foi um dos grandes – se não o melhor – professores que tive ali. As reuniões foram bem diferentes das que tive em jornalismo e nele vi um apoio que eu não esperava. (sim a minha experiência anterior foi meio traumática rs). A cobrança veio nas suas medidas corretas e aprendi muito durante todo o processo.
Sei que este post está gigante, mas ele reflete parte do que estou sentindo nesse momento ao ver o TCC impresso aqui.  Estou simplesmente emocionada. Realizei dois grandes sonhos.

Agradecimentos especiais aos meus pais Hilda e Eduardo, ao noivo que sempre esteve ao meu lado, Thiago, ao orientador Luis Mauro e à Camila Fink, que me apresentou ao mundo do Hitchcok no segundo ano de jornalismo e que revisou o meu texto com o maior carinho. E a todos que de alguma forma participaram de tudo isso.

Agora, resta esperar a banca de TCC no dia 6 de dezembro de 2012, às 20h. Exatos 4 anos depois que defendi o meu documentário e recebi um dez com louvor. Não estou tão preocupada com a nota porque a realização que estou sentindo, só as lágrimas de felicidade conseguem exprimir. 

PS: A banca é livre, quem quiser ir, basta me enviar um e-mail com nome completo e RG.

 

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Saga TCC


Estamos na metade do ano. Isso deveria significar que estou pelo menos na metade do TCC. E de fato, estou. Pra ser mais sincera estava esperando o resultado da qualificação.

A faculdade me exige um TCC de no mínimo 80 mil caracteres e na qualificação deveria entregar 40 mil. Fiz mais..acho que mais de 45 e estava feliz com o resultado. Alias, estou…porque o resultado saiu e tive nota máxima! Yeah! 

Agora vem a segunda parte. Tanto do texto quanto da tarefa mesmo. Leituras, mais leituras, decorar as falas do ‘Janela Indiscreta’ (to quase lá rs) e escrever, escrever, escrever! Se tudo sair como planejado agosto eu tenho todo o texto terminado..dai vem revisão, revisão, revisão…

Fazer monografia está sendo bem diferente do que o meu documentário de jornalismo. Claro, a começar que são de naturezas diferentes, mas o estresse também é outro. No documentário eu precisava da colaboração dos entrevistados, tanto de agenda quanto de simpatia para contarem a sua vida…já na monografia depende de moi! Somente eu posso salvar ou estragar tudo. Sensação boa ao mesmo tempo que ruim, mas pelo menos não preciso pegar no pé de ninguém…só o orientador que tem que fazer isso.

Mas mais uma vez, está bem diferente de jornalismo. Naquela época “sofri” nas mãos daquele cidadão que me deu tando trabalho e que lambeu o meu TCC na banca…já nesse, o diálogo é maior, beeeem maior e sinto que tenho orientação. Bacana…vivendo e aprendendo.

O friozinho na barriga sempre existe…mas faz parte da vida, não é mesmo?

TCC – continue


Ontem na orientação do TCC a gripe resolveu me acompanhar. Como o orientador tem um neném em casa, já avisei para ficar longe pra poupar o garotinho (o filho dele, ok?) da minha baixa imunidade. Conversa vai e conversa vai escuto a seguinte observação:

– Melhoras pra você, vê se não piora no final do ano.

Será que eu devia ter falado que quando eu terminei o TCC em jornalismo eu parei no hospital por causa de uma diarreia e vômitos constantes? Achei melhor poupá-lo! rs

Mas acredito, sério mesmo, que desta vez as coisas estão mais tranquilas. Tudo bem que é a primeira vez que escrevo uma monografia, mas aquele medo de fazer um TCC está bem longe de mim. O friozinho na barriga bate, mas não foi NADA comparado ao que senti em 2008.

É isso aí! Meio do ano, meio do TCC, trabalhando muito com o que eu adoro, planos e mais planos com o meu amor. Apesar da correria, confesso que este ano está sendo o melhor ano da minha vida!

Adeus ano velho, Feliz ano novo…


E chegou a hora do derradeiro post de 2011!  Hora daquele super-hiper-mega balanço do ano. Vamos lá?

O ano de 2011 começou com uma novidade sensacional: fiquei noiva! Pois é…em frente à praia, logo após o primeiro almoço do ano eu fui pedida em casamento. Super emoção! Dias depois me matriculei em um academia. Estava com 65,6 kg e 32% de gordura. Colesterol e triglicérides altíssimos! Tinha chegado o momento em que não poderia mais fugir de cuidar da minha saúde.

A academia foi uma novela. Faltei muito em alguns meses, ia todos os dias em outros, mas não cuidava muito da alimentação, mudei isso no derradeiro trimestre. Cheguei a perder muito peso, engordar demais, mas encerro o ano mais magra, triglicérides e colesterol baixíssimos,mas na luta para diminuir a glicose e a insulina no sangue. E claro que uma das resoluções para 2012 é diminuir essa taxa de gordura para 20%, no mínimo e tirar o medo da diabetes da minha frente para sempre.

Na faculdade tive meu grande desafio: produzir um curta-metragem. Foi estressante? Muito! Gratificante? Com certeza. Aprendi um bocado de coisas na marra mesmo e vi que sem organização a vida não anda, nem um curta rs. Percebi que escolhi bem em ter resolvido fazer outra faculdade. Claro que estou um pouco exausta, mas rádio e tv é tão a minha cara! Só que sem o jornalismo, isso não teria acontecido. Bizarro, né?

No estágio eu mudei de função. Estou aprendendo tanto! Cometo alguns erros ainda, infelizmente, mas começo a entender bem melhor o que é um rádio comercial. Bem diferente daquilo que eu imaginava antes de entrar. Confesso que já sei cantar quase todas as músicas hahaha e tenho um pouco de medo de fã de artista. Elas são capazes de cada coisa…nossa senhora! E o melhor de tudo é que cada vez menos eu fico inibida para lidar com pessoas (chefes, ouvintes e o que mais for preciso) e também a entender que cada um pensa diferente e que a união de uma equipe depende do equilíbrio dessas personalidades e o respeito de cada um. É, tô amadurecendo!

2012 será um fim de mais um ciclo! Mesmo que o mundo não acabe como os Maias previram, sei que pra mim um mundo vai terminar: da universidade. Pelo menos da graduação…pós, mestrado e doutorado ficam mais para frente.  O estágio termina e devo ir atrás de emprego (onde estou atualmente ou em algum outro lugar). Vou continuar com a academia, prestar muito mais atenção à minha alimentção e quem sabe já começar os planos efetivos para o casamento.

Me desejo mais calma em 2012. Afinal, ano de TCC, graduação e aquela sensação de “o que vai ser de mim depois de formada?” provam que será um ano um pouco estressante.  Mas…vamos que vamos! Bola pra frente!

Feliz Ano Novo pra todo mundo!!

Feira Livre Sobrevive (3)


Ontem às 21h30 eu me vi no Canal Universitário. Foi uma experiência um tanto diferente me ver como entrevistada e não como entrevistadora, como acontece com a maior parte dos jornalistas.

O programa Comunicantes da TV PUC tem 28 minutos e estes 28 minutos foram inteiros pro meu documentário. Foi bem legal. O João Quero, estagiário de jornalismo, foi quem fez a entrevista e a cabeça do programa.  Vamos ao release deles:

 A TV-PUC estreia mais um Comunicantes na próxima terça, às 21h30, no Canal Universitário. O programa visa divulgar o trabalho dos próprios alunos de comunicação da PUC e, neste, será exibido o trabalho da aluna de jornalismo Lívia Di Bartolomeo ‘Feira Livre Sobrevive’. O vídeo é um documentário sobre as feiras livres que até hoje sobrevivem, mesmo com com toda a comodidade dos supermercados.

Logo de cara vocês me veem sentada em uma cadeira num fundo branco. Bendita a hora que resolvi usar uma blusa verde hahaha. Imaginem só se eu estivesse de branco? Só iriam aparecer os meus cabelos. Pela minha televisão, me achei bem gorda, pra ser sincera. Mas vi que a minha TV estava mesmo esticando a imagem…ok..mesmo assim vamos ao regime. Mas isso fica para outro post.

Voltando à feira. Eu até que gostei do jeito que eu respondi às perguntas. Poderia ter falado mais devagar, claro, e ter tido um maior cuidado com os olhos (eu mexia muito o olhar porque estava morrendo de vergonha rs). São coisas que a gente só entende quando nos assistimos mesmo. Aliás, isso é um ótimo exercício, viu! Se assista, se ouça para ver o que você pode ou não melhorar.

Outra coisa que achei interessante foi rever o documentário em si. Fazia um tempo que não colocava o DVD aqui em casa. Fiquei feliz de perceber que mudaria pouca coisa na edição, que tiraria algumas partes só para ficar mais dinâmico. Só tive vergonha do áudio! Nossa..que vergonha! A falta de microfone em alguns monentos deixou o som bizarro. Fora o gigante eco de algumas entrevistas…mas tudo bem. Eu não entendia NADA da parte técnica na época (não que hoje eu seja uma expert), mas sei que se fosse hoje, sairia um pouco melhor.

Em resumo eu fiquei feliz, sabe? É um certo reconhecimento pelo trabalho gigante que este documentário me deu! E isso me dá forças para encarar o segundo TCC que já começou! Vamos que vamos!

Não conseguiu assistir? Canal 11 da Net e 71 (analógico) ou 187 (digital) da TVA

Olha a grade aí de reprise

Feira livre Sobrevive!


Foi com um certo susto, mas uma grande alegria, que há um tempinho recebi um e-mail da Rede PUC querendo me entrevistar por causa do meu TCC que fiz por lá em 2008. E hoje foi a entrevista.

Foi tão estranho voltar à PUC. Fazer o caminho que deixei de fazer há mais de 3 anos, ver que a padaria da esquina ficou pronta e linda, que milhões de prédios chiques foram levantados, que o estacionamento continua caro e o maior choque de todos: o prédio da Comfil, foi interditado! É…finalmente aquele projeto de um novo prédio está sendo colocado na prática.

Entrar lá me deu um sentimento estranho. Como o tempo passou. Tudo bem que não foi tanto assim, mas a sensação é de que não ia ali há anos. Como se tivesse abandonado uma casa.

Não teve como não lembrar da temida banca quando passei pelo mini-auditório ao lado da biblioteca.

Não teve como não lembrar das minhas madrugadas na rua ministro de godoy onde gravei muitas das entrevistas que foram para o documentário.

Não teve como lembrar das aulas, dos professores que odiava e adorava. Da turma que nunca mais vi, apenas duas levei comigo após o término das aulas.

Não teve como não lembrar dos kgs a mais por causa da padaria Benjamim Abraão ou das horas que ficava dentro da biblioteca estudando e lendo livros que nem sempre eram da minha área.

Não teve como não lembrar do início do meu namoro, de ter tirado a minha carteira de motorista, de ter aprendido a amadurecer (pensa que isso é fácil?).

Não teve como não lembrar das manhãs em que sentava naquele murinho esperando aula começar, das dúvidas com o tema do TCC, das brigas com o orientador, do choro de felicidade quando tirei nota 10.

E acima de tudo, não teve não lembrar dos momentos de amor e ódio que tive com o meu TCC. É…a feira livre sobrevive…e a Livia vive e já está encarando um novo TCC.

Quando eu souber a data e horário da exibição da entrevista, aviso vocês.

Decupagem 2


Decupando “Janela Indiscreta” vi uma coisa que seria digna daqueles programas que falam de pessoas mortas que se manifestam em filmes. (oi? Eu explico)
Quem aqui lembra do fantasma do filme “Três solteirões e um bebê”? Pois bem…decupando o filme do Hitchcock, vi algo que me assustou ao mesmo tempo que me divertiu.

Nos 17’58” em um primeiro plano de Jefferies como contra-plano do plano anterior, vemos que o personagem tem o seu olhar para a esquerda do quadro e o seu corpo virado para a direita, conversando com Lisa. Mas, em segundo plano, bem desfocado…há um corredor. Neste corredor, aparece uma sombra e dela surge uma cabeça de uma mulher loira que aparentemente é da produção do filme e estava curiosa para saber como andava cena.

Mas que poderia ser mais um episódio de fantasmas no cinema…bem que poderia! hahahah
Se os produtores tivessem percebido na época..quem sabe Janela Indiscreta também não seria famoso por causa de fantasmas?

Ai…esse TCC vai ser bem interessante!!!